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Contracultura

Contracultura é um movimento que teve seu auge na década de 1960, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e utilizando novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o antissocial aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais liberal, resumido como uma cultura underground e alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo na mudança de atitude e no protesto político.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Definição

Imagem: Fernando Stankuns · BY-NC-SA · Openverse

A contracultura pode ser definida como um ideário altercador que questiona valores centrais vigentes e instituídos na cultura ocidental. Justamente por causa disso, são pessoas que costumam se excluir socialmente e algumas que se negam a se adaptarem às visões aceitas pelo mundo. Com o vultoso crescimento dos meios de comunicação, a difusão de normas, valores, gostos e padrões de comportamento se libertavam das amarras tradicionais e locais, como a religiosa e a familiar, ganhando uma dimensão mais universal e aproximando a juventude de todo o globo, de uma maior integração cultural e humana. Destarte, a contracultura desenvolveu-se na América Latina, Europa e principalmente nos EUA onde as pessoas buscavam valores novos.

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Histórico

Como ideário, muitos consideram o existencialismo de Sartre como o marco inicial da contracultura, já na década de 1940, com seu engajamento político, defesa da liberdade, seu pessimismo pós-guerra etc. Era um movimento filosófico mais restrito, anterior ao movimento basicamente artístico e comportamental da Beat Generation, que, por sua vez, resultaria em um movimento de massa, o movimento hippie. Na década de 1950, surgiu, nos Estados Unidos, um dos primeiros movimentos da contracultura: a Beat Generation (Geração Beat). Os Beats eram jovens intelectuais, principalmente artistas e escritores, que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, a histeria do anticomunismo e a falta de pensamento crítico. Na década de 1960, o mundo conheceu o principal e mais influente movimento de contracultura já existente: o movimento hippie. Os hippies se opunham radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade: o trabalho, o patriotismo e nacionalismo, a ascensão social e até mesmo a "estética padrão". O principal marco histórico da cultura "hippie" foi o "Woodstock," um grande festival ocorrido no estado de Nova Iorque em 1969, que contou com a participação de artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o rock'n'roll e o blues, todos esses de alguma forma ligados às críticas e à contestação do movimento.

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Conceito

Imagem: Lalviarez · BY-SA · Openverse

O conceito foi pensado pela primeira vez pelo historiador Theodore Roszak em 1969. Publicado no livro "Contracultura", o autor faz uso do termo Contracultura para se referir ao movimento social radicalmente dissociado dos pressupostos básicos da sociedade, tornando-se uma "tradição de dissenso" realizado pelos jovens em oposição ao regime da "Tecnocracia". Segundo ele, a tecnocracia é a forma na qual uma "sociedade industrial atinge o ápice de sua integração organizacional", tornando-se governada pelos especialistas (homens com um "conhecimento seguro", amparados pela ciência). O autor cita como exemplo de homens especialistas o presidente John F. Kennedy ou o ex-secretário da defesa Robert McNamara. Para ele, essa forma de organização social é uma forma mecaniscista de lidar com a sociedade, gerida a partir de três premissas de convencimento. A primeira é que a Tecnocracia deve convencer o Homem Comum de que suas necessidades vitais são necessidades técnicas e que podem ser resolvidas pelos especialistas. A segunda é que grande parte dessas necessidades estão resolvidas, reduzindo os problemas existentes nessa sociedade a algo "simples de ser resolvido". A terceira e última é de que os especialistas sabem o que estão fazendo, tornando-se o ponto central da tecnocracia.

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