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Infecção hospitalar

Infecção relacionada a assistência à saúde (IRAS), também conhecida como Infeção hospitalar (português europeu) ou infecção hospitalar (português brasileiro) é qualquer tipo de infecção adquirida após o paciente ser submetido a um procedimento de assistência à saúde ou a uma internação, que possa ser relacionada a estes eventos. A definição mais atualizada não estabelece tempo limite universal para a definição de IRAS, devendo-se sempre avaliar os patógenos envolvidos e seus mecanismos fisiopatológicos. Caso o período de incubação do microrganismo envolvido for desconhecido e não houver evidência clínica ou dado laboratorial de infecção no momento da internação ou intervenção de saúde, as IRAS são definidas como aquelas iniciadas a qualquer momento após procedimentos, estando o paciente internado ou não. No caso de pacientes internados com infecção por patógeno de tempo de incubação desconhecido, considera-se IRAS aquelas infecções ocorridas a partir do terceiro dia de internação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Definição

Imagem: Agência Brasília from Brasília, Brasil · BY · Openverse

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são aquelas adquiridas pelo paciente enquanto este se encontra em tratamento em qualquer tipo de estabelecimento de saúde e pode manifestar-se enquanto o paciente encontra-se sob os cuidados da equipe de saúde ou após sua alta. São consideradas como infecções hospitalares (nosocomiais) as que são adquiridas em ambiente hospitalar, excluindo as infecções pré-existentes ou que estivessem em período de incubação na admissão do paciente. Os microrganismos que causam infecções hospitalares em grande maioria não apresentam risco a pessoas sadias, porém em pacientes imunossuprimidos podem provocar doenças graves e até letais. Podem estar presentes no ambiente, como também podem ser levados de um paciente a outro por profissionais de saúde quando não há higienização correta das mãos e instrumentais utilizados no atendimento. Alguns fatores contribuem para que isso ocorra como a suscetibilidade do organismo do paciente, manipulação inadequada de substâncias especificas, como o uso indiscriminado de antissépticos e antimicrobianos, entre outras situações que facilitam a introdução dos patógenos no organismo do paciente.

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Prevenção

Imagem: Agência Brasília from Brasília, Brasil · BY · Openverse

A prevenção de infecções hospitalares por todo o mundo depende muito mais da instituição hospitalar e de seus trabalhadores do que dos pacientes, já que ninguém se interna com intenção de contrair doenças dentro do hospital. Os cuidados para não ocorrer elevado número de infecções e sua prevenção e controle envolvem medidas de qualificação da assistência hospitalar, de vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do município e estado e também do antigo e simples costume de lavar as mãos, já que grande parte das pessoas não o fazem nos hospitais.

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Controle

Imagem: Agência Brasília from Brasília, Brasil · BY · Openverse

Desde que no século XIX se pôde observar os seres microscópicos que produzem doenças, cientistas e médicos buscaram a forma de destruí-los e evitar a invasão de novos microorganismos. Na idade média, desconhecendo a causa, queimavam os móveis e utensílios e o cadáver da pessoa que morria nas epidemias de cólera ou de peste, intuindo que havia algum elemento causador da doença que passava de uma pessoa doente ou de seus objetos para outras pessoas. Louis Pasteur (1822-1895) descobriu algumas das bactérias causadoras de doença e que muitas delas morriam se aquecidas acima de certa temperatura. A “pasteurização” do leite consiste em aquecê-lo durante meia hora a 60 graus; isso mata as bactérias patogênicas e evita a transmissão de algumas enfermidades. Antes de Pasteur, um medico que trabalhou em Viena e em Budapeste, Ignácio Semmelweis (1818-1865) obrigava todos a lavarem as mãos com água e sabão ou aplicar em si próprios hipoclorito de cálcico antes de atenderem as parturientes, o que determinou uma diminuição na mortalidade por febre puerperal de 18% para 2%.

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Controle de infecção hospitalar em hospitais brasileiros

A história do controle de infecção hospitalar no Brasil se entrelaça com o desenvolvimento da vigilância epidemiológica e com o reconhecimento das infecções associadas à assistência à saúde (IRAS) como um problema coletivo. A compreensão da necessidade de prevenir essas infecções surgiu ainda no século XIX, com a valorização da higiene hospitalar e dos cuidados com o ambiente assistencial. No país, as primeiras iniciativas de controle ocorreram nas décadas de 1960 e 1970, mas só nos anos 1980 o tema passou a integrar políticas públicas estruturadas. Esse movimento foi impulsionado por programas de capacitação e por um debate mais amplo sobre a segurança dos pacientes nos serviços de saúde. A institucionalização do controle ocorreu com a criação das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e do Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), formalizados por normas do Ministério da Saúde e posteriormente vinculados à Anvisa. Essas estruturas tornaram obrigatória a implementação de programas de prevenção em todos os hospitais, com o objetivo de reduzir a ocorrência e a gravidade das infecções relacionadas à assistência. Além de padronizar procedimentos, o PCIH promove a integração entre diferentes setores hospitalares e estimula a adoção de práticas baseadas em evidências, fortalecendo a segurança do paciente e a qualidade da atenção.

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Arquitetura na prevenção de infecção hospitalar

A arquitetura hospitalar é um elemento essencial na promoção da segurança e da qualidade assistencial, pois o ambiente físico influencia diretamente a saúde dos pacientes e o trabalho das equipes. Ao planejar e construir hospitais, a arquitetura deve ser pensada como parte integrante do cuidado, criando barreiras físicas e funcionais que dificultem a disseminação de microrganismos. A concepção de espaços adequados de circulação, ventilação e iluminação, assim como a escolha de materiais que facilitem a limpeza e a desinfecção, contribui para reduzir o risco de infecções associadas à assistência à saúde. No Brasil, a principal normativa que orienta o planejamento e a construção de estabelecimentos de saúde é a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 50/2002 da Anvisa. Essa norma define critérios técnicos para o desenho e a execução de projetos hospitalares, incluindo requisitos de biossegurança e controle de infecção. Além dela, portarias e legislações complementares de esferas estaduais e municipais reforçam padrões mínimos de funcionamento e manutenção, contemplando desde a ventilação e a disposição dos fluxos até o uso de materiais laváveis e resistentes a desinfetantes. Cumprir essas regulamentações é indispensável para garantir ambientes adequados às práticas assistenciais e seguros para pacientes e profissionais.

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Potencial de contaminação da incisão cirúrgica

O número de microrganismo presentes no tecido a ser operado determinará o potencial de contaminação da ferida cirúrgica. De acordo com a Portaria n° 2.616/98, de 12 de maio de 1998, do Ministério da Saúde, as cirurgias são classificadas em: Limpas: realizadas em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação, na ausência de processo infeccioso local, sem penetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário, em condições ideais de sala de cirurgia. Exemplo: cirurgia de ovário; Potencialmente contaminadas: realizadas em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de supuração local, com penetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Exemplo: redução de fratura exposta; Contaminadas: realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, de difícil descontaminação, com processo inflamatório mas sem supuração. Exemplo: apendicite supurada;

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Defesas contra as infecções

Sabemos que existem micróbios patogênicos no ar, nos objetos e sobre a pele, porém normalmente estes não produzem infecções porque existe uma série de barreiras naturais que protegem as possíveis portas de entrada dos germes. Finalmente, nós, seres humanos, somos parte da natureza e nela há uma ininterrupta batalha entre os seres vivos e outros, que às vezes se mantêm em equilíbrio e às vezes se destroem. A barreira mais importante contra os germes ambientais é a pele. A capa superficial da pele é formada por células mortas com grande quantidade de queratina – a mesma substância que forma as unhas. Esta faz com que a pele seja impermeável e, com a secreção gordurosa e o suor, evite que os micróbios penetrem no organismo. Se a pele se rompe ou se altera, as bactérias que normalmente nela vivem podem introduzir-se no organismo, produzindo infecção. Outra via importante para a entrada de germes é a respiratória. Aqui, entre células que recobrem a faringe e a traquéia, existem células que segregam mucosidade para reter os elementos estranhos, e além disso tem cílios que se movem continuamente para expulsá-los para o exterior. Esse epitélio fica alterado nos fumantes e drogados, por isso eles têm mais infecções respiratórias do que os não-fumantes.

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