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Coreia do Sul

Coreia do Sul, oficialmente República da Coreia, também conhecida somente como Coreia é um país do Leste Asiático, localizado na parte sul da Península da Coreia. Sua única fronteira terrestre é com a Coreia do Norte, com a qual formou apenas um país até 1945. Faz fronteira a leste com o Mar do Japão, a sul com o Estreito da Coreia, que o separa do Japão, e a oeste com o Mar Amarelo. Seu território compreende a metade sul da península coreana, englobando cerca de três mil ilhas que a rodeiam, dentre as quais se destacam Jeju, Ulleungdo e os Rochedos de Liancourt (Dokdo). A capital e maior cidade do país é Seul, cuja área metropolitana é a segunda mais populosa do mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/07/2026
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Etimologia

No idioma coreano, a Coreia do Sul é chamada de Daehan Min-guk (em coreano: 대한민국, hanja: 大 ("grande") 韓 (Han, nome em chinês) 民國 (“povo”, „nação“), literalmente "O grande povo de Han" ou "A grande nação de Han") Hanguk em sua forma curta (한국, "País de Han", utilizado para referir-se à Coreia como um todo) o Namhan (남한;南韓, "A nação do sul", para se referir à Coreia do Sul especificamente). O nome Han é datado das antigas Confederações Samhan da era dos Três Reinos da Coreia. Em português, assim como na maioria das línguas ocidentais, a nação é muitas vezes referida como Coreia. Esta palavra deriva da Dinastia Goryeo, a qual adotou seu nome em referência ao mais antigo Reino de Koguryŏ.

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História

Antiguidade

A Península Coreana foi habitada por humanos já no período Paleolítico Inferior. A história da Coreia começa com a fundação de Joseon (também conhecido como "Gojoseon" para diferenciá-la da dinastia do século XIV) em 2 333 a.C. por Dangun, de acordo com a mitologia de fundação da Coreia. Gojoseon foi anotado em registros chineses no início do século VII. Gojoseon se expandiu até controlar o norte da península e partes da Manchúria. Em 108 a.C., a Dinastia Han derrotou Wiman Joseon e instalou quatro comandantes no norte da península. Três dos comandantes caíram ou recuaram para o oeste em poucas décadas. Como o comando do jun de Lelang foi destruído e reconstruído nessa época, o lugar gradualmente mudou-se em direção a Liaodong. Assim, sua força foi diminuída e serviu apenas como um centro comercial até ser conquistada por Goguryeo em 313.

Três reinos

Durante o período conhecido como Proto-Três Reinos da Coreia, os Estados de Buyeo, Okjeo, Dongye e Samhan ocuparam toda a península coreana e o sul da Manchúria. Deles, Goguryeo, Baekje e Silla emergiram para controlar a península como os Três Reinos da Coreia. Goguryeo, o maior e mais poderoso entre eles, era um Estado altamente militarista, e competiu com várias dinastias chinesas durante seus 700 anos de existência. Goguryeo experimentou uma idade de ouro sob o comando de Gwanggaeto, o Grande, e seu filho, Jangsu, que subjugou os reinos de Baekje e Silla, alcançando uma breve unificação e tornando-se a potência dominante na Península Coreana. Além de disputar o controle da região, Goguryeo teve muitos conflitos militares com várias dinastias chinesas, mais notavelmente a Guerra Goguryeo-Sui, na qual Goguryeo derrotou uma enorme força que dizia ter mais de um milhão de homens. Baekje era uma grande potência marítima; sua habilidade náutica, que a tornou conhecida como a "Fenícia do Leste Asiático", foi fundamental na disseminação do budismo em todo o Extremo Oriente e a cultura continental para o Japão. Baekje já foi uma grande potência militar na Península Coreana, especialmente durante a época de Geunchogo, mas foi criticamente derrotado por Gwanggaeto, o Grande, e declinou. Silla era o menor e mais fraco dos três reinos, mas usou meios diplomáticos astutos para fazer pactos oportunistas e alianças com os reinos coreanos mais poderosos e, eventualmente, com a China Tang, para manter sua vantagem.

Dinastias unificadas

Em 936, os Três Reinos posteriores foram unidos por Wang Geon, um descendente da nobreza de Goguryeo, que estabeleceu Goryeo como o Estado sucessor de Goguryeo. Balhae caiu para a Dinastia Liao, da China, em 926, e uma década depois o último príncipe herdeiro de Balhae fugir para Goryeo, onde foi calorosamente recebido e incluído na família governante por Wang Geon, unificando assim as duas nações sucessoras de Goguryeo. Como Silla, Goryeo era um Estado altamente cultural e inventou a prensa móvel. Após derrotar a Dinastia Liao, que foi o império mais poderoso de seu tempo, Goryeo experimentou uma era de ouro que durou um século, durante a qual a Tripitaka Koreana foi concluída e houve grandes desenvolvimentos na impressão e publicação, promovendo a aprendizagem e dispersando o conhecimento sobre filosofia, literatura, religião e ciência; em 1100, havia 12 universidades que produziam estudiosos e cientistas famosos.

Séculos XIX e XX

No século XIX, as famílias reais de parentesco ganharam o controle do governo, levando à corrupção em massa e ao enfraquecimento do Estado, pobreza extrema e rebeliões camponesas em todo o país. Além disso, o governo Joseon adotou uma política isolacionista estrita, ganhando o apelido de "reino eremita", mas acabou falhando em se proteger do imperialismo e foi forçado a abrir suas fronteiras. Após a Primeira Guerra Sino-Japonesa e a Guerra Russo-Japonesa, a Coreia foi ocupada pelo Japão (1910–1945). No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos propuseram dividir a Península Coreana em duas zonas de ocupação (uma estadunidense e outra soviética). Dean Rusk e Charles H. Bonesteel III sugeriram o 38º paralelo como a linha divisória, uma vez que colocou Seul sob o controle dos Estados Unidos. Para surpresa de Rusk e Bonesteel, os soviéticos aceitaram sua proposta e concordaram em dividir a Coreia.

Século XXI

Em junho de 2000 foi celebrada pelo presidente Kim Dae-jung a Declaração de Paz e Prosperidade, em Pyongyang, capital da Coreia do Norte. Mais tarde, nesse mesmo ano, Kim recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho para a democracia e os direitos humanos na Coreia do Sul e no leste asiático em geral e para a paz e reconciliação com a Coreia do Norte em particular. Em 2002, Coreia do Sul e Japão foram anfitriões da Copa do Mundo. Mais tarde, as relações entre ambas as nações se deterioraram, devido ao conflito sobre a possessão dos Rochedos de Liancourt (em coreano: Dodko). Em 2004, um escândalo político levou ao impeachment do presidente Roh Moo-hyun, mas ele foi absolvido e permaneceu no cargo.

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Geografia

A Coreia do Sul ocupa a parte sul da península da Coreia, que se estende ao longo de 1 100 km desde o continente asiático. A península montanhosa está flanqueada pelo Mar Amarelo a oeste e pelo Mar do Japão a leste. No extremo sul encontra-se o Estreito da Coreia e o Mar da China Oriental. Sua superfície territorial é de 100 032 km². O território nacional pode ser dividido em quatro regiões gerais: a região oriental de montes altos e planícies costeiras estreitas; a região ocidental com amplas planícies costeiras e bacias; a região sudoeste com montanhas e vales e a região sudeste, onde predomina a ampla bacia do Rio Nakdong. O relevo é predominantemente montanhoso e a maior parte do solo não é cultivável. As terras baixas, localizadas principalmente a oeste e a sudeste, constituem apenas 30% da área total do país. Aproximadamente três mil ilhas, em sua maioria pequenas e desabitadas, se encontram frente às costas oeste e sul. Jeju-do se encontra a aproximadamente cem quilômetros da costa sul. É a maior ilha do país, com aproximadamente 1 845 km². Em Jeju encontra-se o ponto mais alto da Coreia do Sul: Hallasan, um vulcão extinto, com 1 975 metros de altitude acima do nível do mar. As ilhas mais orientais incluem Ulleungdo e os Rochedos de Liancourt (Dokdo); os locais mais a sul são Marado e o Rochedo de Socotra. Existem cerca de vinte parques nacionais, os quais, juntamente com alguns sítios naturais, gozam de grande popularidade entre os turistas, como as plantações de chá de Boseong e o parque ecológico da baía de Suncheon, na província de Jeolla do Sul.

Biodiversidade

A vegetação mais abundante no país é típica de floresta decídua temperada. Aí se encontram espécies vegetais de folha caduca (como o acer, o ulmeiro e o choupo) e árvores de folha persistente, como o pinheiro e o abeto. Nas zonas costeiras do sul encontram-se espécies endêmicas, que não crescem no resto do país, como o bambu, o loureiro e o carvalho. Os bosques cobrem cerca de dois terços do território nacional, ainda que a sua extensão se encontre em constante diminuição devido às atividades humanas.[carece de fontes?] O bosque misto se caracteriza por abrigar múltiplas espécies de mamíferos grandes e pequenos, assim como uma grande quantidade de aves e insetos. Os mamíferos roedores, porcos-espinho, lebres, falcões, corujas e outras espécies de animais pequenos têm sobrevivido aos impactos humanos, que têm substituído estas espécies por animais domésticos, como cães, gatos, cavalos, entre outros. Porém, grandes espécies de mamíferos, como tigres, leopardos, ursos, linces, encontram-se ameaçados de extinção, devido principalmente à constante caça e à destruição de seus habitats.

Problemas ambientais

Durante os primeiros vinte anos do crescimento demográfico e econômico, que começou em meados da década de 1970, poucos esforços foram realizados para preservar o meio ambiente do país. A industrialização e o desenvolvimento econômico excessivos tiveram como resultado a desflorestação e a destruição contínua dos ecossistemas. Outro problema crônico enfrentado pelos sul-coreanos é a qualidade do ar, já que todos os anos se registam problemas como chuva ácida e elevadas concentrações de dióxido de enxofre no ar. Muitas destas dificuldades reconhecidas vêm da proximidade do país com a República Popular da China, um dos principais poluidores da atmosfera a nível mundial.

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Demografia

A Coreia do Sul tinha uma população estimada em cerca de 51,7 milhões em 2022. A população mais que dobrou, passando de 21,5 milhões em 1955 para 50 milhões em 2010. No entanto, espera-se que atinja o pico de 52 milhões em 2024 e diminua para 36 milhões em 2072, devido a um rápido declínio nas taxas de natalidade que começou em 1960. A fertilidade apresentou um aumento modesto posteriormente, mas caiu para um novo mínimo global em 2017, com menos de 30.000 nascimentos por mês pela primeira vez desde o início dos registros e menos de um filho por mulher em 2018. Em 2020, o país registrou mais mortes do que nascimentos, resultando na primeira diminuição populacional desde o início dos registros modernos. Cerca de 95% da população da Coreia do Sul é formada por coreanos étnicos e os outros 5% sendo uma variedade de etnias, a maioria asiáticos (chineses, vietnamitas, filipinos, etc) e uma minoria de europeus e norte-americanos.

Composição étnica

A população também tem sido modelada pela migração que se seguiu à divisão da Península da Coreia, ocorrida após a Segunda Guerra Mundial, quando aproximadamente quatro milhões de norte-coreanos cruzaram a fronteira em direção ao sul. Esta tendência de crescimento foi invertida nos quarenta anos seguintes devido à emigração, especialmente para os Estados Unidos e Canadá. Em 1960, a população total era de 25 milhões. Hoje, esse número ultrapassa 49,5 milhões de habitantes. A sociedade é homogênea, já que 98% dos seus habitantes são etnicamente coreanos. Ainda que continue sendo mínima, a população de habitantes não coreanos tem aumentado. Em 2009, 1 106 084 estrangeiros residiam no país, mais do que o dobro em relação a 2006. Os imigrantes vindos da China formam 56,5% do total. Porém, muitos deles são joseonjoks, isto é, cidadãos chineses de origem coreana. Aproximadamente 33 mil mongóis formam a maior comunidade mongol residente no estrangeiro. Outra minoria notável são as mulheres do sudeste asiático, que em 2006 constituíam 41% dos matrimônios com agricultores coreanos. Cerca de 43 mil professores de língua inglesa vindos dos EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Irlanda e África do Sul residem temporariamente na Coreia do Sul.

Religião

Em 2005, quase metade da população sul-coreana expressou que não tinha preferência religiosa. Dos restantes, a maioria são cristãos e budistas; a população em 2010 era dividida em: 43,1% cristã (18,3% protestantes, 10,9% católicos e 13,9% de outras denominações cristãs) e 22,8% eram budistas. Outras religiões praticadas no país incluem o islã e vários outros novos movimentos religiosos, como o jeungismo, o daesunismo, o cheondoísmo e o budismo won. Hoje em dia, a liberdade de culto está garantida pela constituição e não há nenhuma religião de estado. O cristianismo é a religião mais professada em todo o país, já que conta com mais da metade de todos os adeptos religiosos. Segundo estatísticas do governo em 1985, dos 42,6 milhões de habitantes que viviam na Coreia, 16,5% da população era protestante (6,5 milhões) e 5% católica (1,9 milhões).

Idioma

O idioma oficial do país e o mais falado pelos sul-coreanos é o coreano, cuja classificação ainda é objeto de debate: alguns autores afirmam que pertence à família altaica, enquanto outros afirmam que é uma língua isolada. O coreano tem o seu próprio alfabeto, o hangul, que foi inventado ao redor do século XV. Ainda que por seu aspecto pareça ser um alfabeto pictográfico, na realidade é um alfabeto organizado em blocos silábicos. Cada um destes blocos consiste em pelo menos dois dos 24 caracteres (jamo): pelo menos uma das quatorze consoantes e uma das dez vogais. Os alfabetos hanja (chinês) e o latino são usados dentro de alguns textos em coreano, uma prática mais usual no sul do que no norte.

Urbanização

A Região Metropolitana de Seul tem cerca de 24 milhões de habitantes (metade da população do país), constituindo-se na segunda aglomeração urbana mais populosa do mundo, sendo superada somente pela aglomeração urbana de Tóquio, capital do Japão. Em 2010, Seul concentrava mais de 20% da população sul-coreana. Outras cidades importantes são Busan (principal porto do país, 3,5 milhões de habitantes), Incheon (localizada na região metropolitana de Seul, com 2,5 milhões de habitantes), Daegu (2,5 milhões), Daejeon (1,4 milhões), Gwangju (1,4 milhões) e Ulsan (1 milhão).

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Política e governo

O governo é definido como uma democracia presidencialista. Como em muitas democracias, no país há a divisão em três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Os ramos executivo e legislativo são operados principalmente a nível nacional, ainda que vários ministérios no poder executivo também realizem funções locais. Os governos provinciais são semiautônomos e contam com órgãos legislativos próprios. O ramo judicial opera tanto a nível nacional quanto a nível local. O chefe de estado é o presidente, eleito por voto direto popular para um mandato de cinco anos. Além de ser o mais alto representante da república e o comandante em chefe das forças armadas, o presidente também nomeia o primeiro-ministro (após a aprovação do parlamento) e preside o Conselho do Estado. O primeiro-ministro é o chefe do governo do país e desempenha muitas funções do poder executivo. O parlamento sul-coreano, unicameral, chama-se Gukhoe (assembleia nacional). Seus membros exercem um mandato de quatro anos. A legislatura atual tem 299 membros, dos quais 245 são eleitos por voto regional e os outros 54 são distribuídos por uma representação proporcional. A instituição judicial mais elevada é o Tribunal Supremo, cujos juízes são nomeados pelo presidente através do consentimento parlamentar.

Forças armadas

Uma larga história de invasões por parte de seus vizinhos e a tensão por resolver com a Coreia do Norte têm feito com que a nação gastasse 2,6% do seu PIB e 15% do seu orçamento anual com as suas forças armadas, ao mesmo tempo em que mantém o serviço militar obrigatório. A Coreia do Sul é o sexto país do mundo em número de tropas ativas, o segundo em número de reservistas e o 12º em termos de orçamento para a defesa. O país, com uma média de 3,7 milhões de militares numa população de cinquenta milhões de pessoas, tem o segundo índice de soldados per capita, atrás apenas da própria Coreia do Norte. As forças armadas da Coreia do Sul são constituídas pelo exército (ROKA), marinha de guerra (ROKN), força aérea (ROKAF), fuzileiros navais (ROKMC) e as forças de reserva. Na zona desmilitarizada estão concentrados quase dois milhões de efetivos. A constituição determina que todos os cidadãos nativos são obrigados a servir as forças armadas por um período de dois anos. Porém, têm ocorrido debates sobre o reajustamento da duração dos serviços militares, e inclusivamente a eliminação do serviço militar obrigatório. Recentemente o governo isentou vários estudantes desse serviço de forma a permitir um maior aprofundamento nos campos de investigação. Os coreanos de ascendência estrangeira estão isentos do serviço militar. Junto com os soldados, alguns sul-coreanos são selecionados para servir por dois anos no programa Aumento coreano ao exército dos Estados Unidos (KATUSA).

Relações exteriores

A Coreia do Sul mantém relações diplomáticas com aproximadamente 170 países do mundo. O país também é membro da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1991, quando foi convertido em um estado-membro ao mesmo tempo que a Coreia do Norte. Por dez anos (2007–2016), o ex-ministro das relações exteriores do país, Ban Ki-moon, exerceu o cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Desde maio de 2007, Coreia do Sul e União Europeia negociaram um acordo de livre comércio para reduzir as barreiras comerciais entre ambas as entidades. O mesmo está sendo feito com o Canadá e a Nova Zelândia. Em 2010, a nação foi admitida no Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento da OCDE, sendo a primeira vez que um país que recebe ajuda deste organismo se converte como membro pleno do mesmo. Em novembro de 2010, Seul acolheu a quinta reunião da cúpula do G-20.

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Subdivisões

A Coreia do Sul está subdividida em nove províncias, seis cidades metropolitanas e uma cidade especial (Seul, a capital).

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Economia

Atualmente, a Coreia do Sul é um país desenvolvido e, entre as décadas de 1960 e 1980, teve uma das taxas de crescimento econômico mais rápidas do mundo. A rápida transformação em uma economia rica e industrializada em um curto período de tempo foi denominada "o milagre do rio Han". Este notável crescimento econômico ocorreu através da fabricação orientada à exportação e a uma força de trabalho altamente qualificada. Em 2009, era o nono país com mais rendimentos devido principalmente às exportações. É a maior economia dos tigres asiáticos, a quarta maior da Ásia e a décima-terceira do mundo. É um importante parceiro comercial das maiores economias mundiais; por exemplo, é o terceiro melhor parceiro da República Popular da China e do Japão, o sétimo dos Estados Unidos e o oitavo da União Europeia. Sua capital, Seul, está constantemente colocada entre as dez cidades financeiras e comerciais mais importantes para a economia global. e foi nomeada pela revista Forbes como a sexta cidade economicamente mais poderosa do mundo. O PIB per capita é cerca de trinta mil dólares.

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Infraestrutura

Educação

A educação é considerada fundamental para o êxito e, em consequência, é alvo de grande atenção governamental, com gastos correspondentes a 4,2% do PIB. Segundo dados de 2006 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos da OCDE, o país ficou em primeiro lugar na resolução de problemas, terceiro lugar em matemática e décimo-primeiro em ciência. O sistema educativo está tecnologicamente avançado e foi o primeiro país do mundo a equipar todas as escolas primárias e secundárias do país com Internet de banda larga. Com esta infraestrutura, o país tem desenvolvido os primeiros livros didáticos digitais no mundo, que foram distribuídos de forma gratuita aos estudantes do ensino primário e aos do secundário até 2013.

Ciência e tecnologia

Desde 2003 a robótica tem sido incluída na lista dos principais projetos nacionais de pesquisa e desenvolvimento. Em 2009 o governo anunciou planos para construir parques temáticos de robôs em Incheon e Masan, financiado por fundos mistos públicos e privados. Em 2005, o Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia desenvolveu um segundo robô humanoide do mundo, o HUBO. Em maio de 2006, uma equipe do KITECH (Instituto de Tecnologia Industrial da Coreia) desenvolveu o primeiro androide coreano, o EveR-1. A Coreia do Sul colocou em órbita dois satélites: o "Arirang-1" em 1999 e o "Arirang-2" em 2006, como parte de sua associação para a exploração espacial com a Rússia. O Centro Espacial Naro, o primeiro do seu tipo no país, foi concluído em 2008, em Goheung, na província de Jeolla do Sul. Em 2009, um veículo de lançamento sul-coreano decolou em Naro, mas não chegou a completar sua missão. Em abril de 2008, Yi So-yeon foi a primeira coreana a voar no espaço, a bordo da Soyuz TMA-12 russa. Em junho de 2010, um segundo veículo igual ao seu antecessor foi lançado, mas explodiu pouco depois de ter sido lançado.

Transportes

O país conta com uma rede de transportes tecnologicamente avançada, que conta com trens de alta velocidade, autoestradas, rotas de ônibus, balsas e rotas aeronáuticas que cruzam todo o território nacional. A principal companhia encarregada da operação mantimento e cobrança de pedágios nas autoestradas é a Korea Expressway Corporation. A Korail assegura um serviço ferroviário às principais cidades do país. As duas linhas que ligam a Coreia do Norte, a Gyeongui e Donghae Bukbu voltaram a ligar-se recentemente. O trem de alta velocidade coreano, o Korea Train Express, proporciona um serviço de alta velocidade entre Gyeongbu e Honam. As principais cidades, incluindo Seul, Busan, Incheon, Daegu, Daejeon e Gwangju contam com sistemas de trem subterrâneo próprio.

Energia

A Coreia do Sul é o sexto maior produtor de energia nuclear do mundo e o segundo da Ásia. A energia nuclear corresponde a aproximadamente 45% da produção de eletricidade e a pesquisa é muito antiga com a investigação de uma variedade de reatores nucleares avançados, incluindo um pequeno reator nuclear, um reator de transmutação e um projeto de geração de hidrogênio a altas temperaturas. Produção de combustível e tecnologias de manuseio de resíduos também foram desenvolvidos no localmente. O país também faz parte do projeto ITER. A Coreia do Sul é um exportador emergente de reatores nucleares, através de acordos firmados com os Emirados Árabes Unidos (para a construção e manutenção de quatro reatores nucleares avançados), Jordânia (para um reator de pesquisa nuclear) e Argentina (para a construção e reparação de reatores nucleares de água pesada). Desde 2010, a Coreia do Sul e a Turquia estão em negociações relativas para a construção de dois reatores nucleares.

Saúde pública e segurança

Embora a expectativa de vida na Coreia do Sul tenha aumentado significativamente desde 1950, o país ainda enfrenta questões importantes de saúde. Um dos problemas é o impacto da poluição ambiental em uma população cada vez mais urbanizada. De acordo com o Ministério da Saúde e da Previdência, doenças crônicas são responsáveis por grande parte das doenças na Coreia do Sul, condição agravada pelo foco do sistema de saúde sobre o tratamento ao invés de prevenção. A taxa de homicídio no país foi de 26 por 100 000 habitantes em 2008, a mais alta entre os países desenvolvidos. A incidência de doenças crônicas na nação gira em torno de 24%. Estima-se que aproximadamente 33% da população adulta fuma. A taxa de prevalência do vírus da imunodeficiência humana (HIV) no final de 2003 foi inferior a 0,1%. Em 2001, os gastos do governo central sobre os cuidados de saúde respondiam por cerca de 6% do produto interno bruto (PIB).

Comunicação

Os meios de comunicação mais importantes no país são os jornais, o rádio e a Internet. O jornalismo na Coreia começou com a abertura ao comércio estrangeiro no século XIX, e desde então surgiram uma grande quantidade de publicações. Os jornais mais importantes na Coreia do Sul incluem o The Chosun Ilbo, o JoongAng Ilbo e o Dong-A Ilbo. Todos estes jornais são escritos em coreano, ainda que existam publicações em língua inglesa para os turistas e residentes estrangeiros. Entre estes, destacam-se o The Korea Herald, o The Korea Times e o JoongAng Ilbo. Assim como nos jornais, a generalidade das rádios emite em coreano, embora existam estações cuja totalidade da programação é em inglês. A maioria dos programas de rádio transmitem música coreana e músicas estrangeiras mescladas, o mesmo acontecendo no telejornalismo, radionovelas e programas esportivos.

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Cultura

A Coreia do Sul compartilha sua cultura tradicional com a vizinha Coreia do Norte. Entretanto, as duas Coreias desenvolveram formas distintas e contemporâneas em suas culturas, especialmente quando a península foi dividida em 1945, após o término da Segunda Guerra Mundial. Ainda que a cultura da Coreia tenha sido tradicionalmente influenciada pela vizinha China, historicamente o país tem conseguido desenvolver uma identidade cultural única e distinta dos outros países. O Ministério da Cultura e do Turismo promove ativamente as atividades tradicionais e as formas de cultura modernas através de programas de financiamento e de educação. A industrialização e a urbanização têm trazido muitas mudanças nos costumes do povo coreano. As mudanças econômicas e o estilo de vida têm levado a população a se concentrar nas grandes cidades, especialmente na capital. Atualmente existem nove sítios classificados como Patrimônio Mundial pela UNESCO em território sul-coreano.

Arte

A arte coreana é fortemente influenciada pelo budismo e confucionismo. Entre as artes plásticas mais desenvolvidas encontram-se a pintura, a caligrafia e a cerâmica. A pintura coreana é muito antiga — o Mural de Goguryeo, ainda preservado, data da época dos três reinos, ainda que esta arte tenha alcançado o seu máximo apogeu durante a Dinastia de Goryeo. A maioria destas obras são de temática religiosa, e o paisagismo se desenvolveu durante o esplendor no período da dinastia Joseon. A caligrafia se desenvolveu ao mesmo tempo que a pintura e outras artes cênicas, pois antes da invenção do alfabeto coreano (o hangul), utilizava-se a escrita chinesa.

Arquitetura

A arquitetura pré-moderna da Coreia pode ser dividida em dois estilos principais: aquela que é utilizada nas estruturas de palácios e templos e a utilizada nas casas comuns das pessoas (a qual apresenta variações locais). Os antigos arquitetos adotaram um sistema de suporte que se caracteriza por telhados de palha e pisos simples denominados ondol. As classes altas construíam casas altas com telhados feitos de telhas normais. Todavia há muitos sítios, como as aldeias folclóricas de Hahoe, Yangdong e Coreia, onde se conserva a arquitetura tradicional do país. A arquitetura tradicional coreana utiliza a técnica tradicional do Dancheong, caracterizada pela seleção de cores que era usada para cobrir as construções dos antigos reinos coreanos, nomeadamente as pinturas murais das antigas tumbas reais: o vermelho, azul, amarelo, branco e preto. Estas cores foram utilizadas por suas propriedades especiais ante os fenômenos naturais, como o vento, sol, chuva e calor.

Literatura

A literatura coreana também é dividida em clássica e moderna. A primeira abrange todas as obras escritas antes e durante o reinado da dinastia Joseon. A maioria delas foram escritas usando o alfabeto chinês, pelo que vários autores consideram que a verdadeira literatura coreana é contemporânea do surgimento ao alfabeto hangul. Estas obras narram histórias épicas, lendas e tradições dos antigos coreanos, além de servirem como registros históricos, com crônicas dos reis de dinastias anteriores. Ki Man-jung, Heo Gyung, Park Ji-won e Yi Eok são alguns dos autores mais destacados da época, enquanto que Gu-unmong, Hong Gil-dong Jeon e Hojil são algumas das obras escritas por eles.

Música

A partir da divisão da península, a música, tal como a literatura, passou a ser dividida em dois tipos: a música tradicional e/ou folclórica e a música moderna. A dança tradicional coreana, chamada Hanguk Eumak, se desenvolveu de diferentes formas ao longo dos séculos e cumpria um importante papel nas cerimônias e eventos. As primeiras formas de música e dança coreanas são datadas da época dos três reinos, nas quais se chegaram a utilizar mais de trinta instrumentos musicais diferentes. A música coreana se dividia em vários gêneros, segundo a sua utilidade: o muak era utilizado em rituais, o talchum nas danças com máscaras, o nongak era utilizado pelos agricultores e o minyo pelo povo em geral.

Cinema

O cinema coreano tem obtido vários êxitos a nível internacional, ainda que não goze de tanta popularidade como, por exemplo, o da Índia e o do Japão. O primeiro filme totalmente produzido no país foi "A vingança honrada", dirigido por Kim Do-san em 1919. Depois deste foram gravados vários outros filmes que tiveram algum êxito no país, embora o desenvolvimento da indústria cinematográfica tenha ocorrido somente após a Guerra da Coreia (1950–1953). Desde então, e até 1972, o cinema coreano viveu sua chamada "era de ouro", onde os filmes expressavam de forma livre as opiniões política e sociais do povo. Durante a década de 1980 a repressão à liberdade de expressão realizada durante o governo de Park Chung-hee provocou a diminuição da produção dos filmes no país, e a indústria cinematográfica perdeu importância. Nos últimos anos, vários filmes, diretores e atores da Coreia do Sul conseguiram obter o reconhecimento internacional obtendo prêmios em festivais, como o de Cannes.

Gastronomia

A cozinha coreana, hanguk yori (한국요리, 韓國料理), ou hansik (한식, 韓食), tem evoluído através de séculos de mudanças sociais e políticas. Os ingredientes e pratos variam conforme a cultura de cada província. Existem muitos pratos regionais significativos que têm proliferado com diferentes variações em todo país. A cozinha da corte real coreana chegou a reunir todas as especialidades regionais únicas para a família real. Por muito tempo, o consumo de alimentos foi regulado por uma série de modos e costumes, tanto para os membros da família real, quanto para os camponeses coreanos. A cozinha coreana se baseia em grande parte em arroz, talharins, tofus, verduras, peixes e carnes. A comida tradicional coreana se caracteriza pelo número de acompanhamentos, banchan (반찬), que são servidos junto com o arroz de grão curto fervido. Cada prato é acompanhado por numerosos banchan. Entre os pratos tradicionais mais consumidos estão o bulgogi, o bibimbap e o galbi.

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Fontes consultadas

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