Praça Coronel Pedro Osório
A Praça Coronel Pedro Osório é a principal praça da zona central de Pelotas, cidade do Estado Rio Grande do Sul, no Brasil. Situa-se no entroncamento entre as ruas XV de Novembro, Lobo da Costa, Princesa Isabel, Marechal Floriano, Anchieta e Félix da Cunha e Barão de Butuí, sendo esta região conhecida como o centro histórico da cidade.
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O terreno onde hoje se localiza faz parte do segundo loteamento da cidade de Pelotas, cujas terras pertenciam à Mariana Eufrásia da Silveira, doadas a ela por ordem do governador Diogo de Sousa, em 1812. Mariana cedeu-as à então Freguesia de São Francisco de Paula no fim da década de 1820. Ao longo do século XIX, o espaço trocou de nome diversas vezes — campo, Praça da Regeneração, D. Pedro II, República — até receber o nome do empresário e político Pedro Luís Osório, que simbolizou a transição da economia do charque para o ciclo do arroz. Durantes seus anos iniciais, funcionou como um pelourinho, no qual criminosos e escravos eram expostos e punidos. Somente a partir de 1873 o espaço recebeu arborização e um chafariz, encomendado pela Companhia Hidráulica Pelotense, em 1875, com a finalidade não apenas de ornamentar o jardim público, mas também abastecer de água a população que habitava o entorno da praça. Contudo, a praça foi cercada com um muro e grades de ferro, num processo de elitização do local, com estabelecimento de horários para frequentação e normas de como se comportar e se vestir. Nesse período, alguns espaços da praça eram arrendados e os donos podiam instalar quiosques mediante pagamento de locação.
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O logradouro apresenta uma rica coleção de monumentos artísticos e históricos que, lidos em conjunto, formam uma espécie de galeria a céu aberto da memória pelotense. A mais antiga delas é a Fonte das Nereidas, importada da França pela Companhia Hidráulica Pelotense, em 1875 em substituição ao antigo pelourinho. O escultor Antônio Caringi é autor de vários monumentos presentes na praça. Na ocasião do centenário de Pedro Osório, em 1954, a Associação Comercial de Pelotas encomendou um monumento em sua homenagem, projetado pelo estatuário e inaugurado na praça no dia 20 de setembro daquele ano com a presença do jurista Mozart Victor Russomano e do então prefeito Mário Meneghetti. Além da estátua de Osório, figuras em baixo-relevo foram gravadas na sua base de granito com cenas que representam a vida dos trabalhadores do campo. Outras obras de Caringi expostas no local são o Monumento às Mães, instalado em 1968, e um relógio solar.
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Ao redor da praça encontram-se alguns dos principais locais de importância da cidade. Entre eles, citam-se a Prefeitura Municipal de Pelotas, o Grande Hotel de Pelotas, o Theatro Sete de Abril, a sede da Secretaria de Finanças do Município, alguns bancos privados, vários casarões e prédios de importância histórica. Nas proximidades da praça é possível visualizar outras áreas de importância da cidade, como o Mercado Público de Pelotas, Teatro Guarani e o Calçadão de Pelotas. A Feira do Livro de Pelotas é realizada nela. Esta praça é considerada um símbolo do modelo de arquitetura histórica característico na cidade, tendo sido inteiramente revitalizada em 2007, juntamente com outros prédios históricos de Pelotas. Em virtude de sua localização central, importância histórica e servindo como local de lazer para os cidadãos locais, a Praça Coronel Pedro Osório é considerada como um dos principais pontos turísticos pelotenses.


