Coronha
Coronha (português brasileiro) ou couce (português europeu) é a designação da parte de trás de uma arma longa, cuja função é a firmeza no cavado do ombro do atirador para melhor estabilidade no momento do tiro, de modo a mitigar a elevação do cano, transmitindo o recuo do disparo diretamente para o corpo do atirador.
Na língua portuguesa, a estrutura da arma é chamada armação (português brasileiro) ou coronha (português europeu), tendo componentes básicos de diferentes nomenclaturas nos dois países. Estes componentes são: A soleira é a base da coronha/couce, o punho/delgado é onde o atirador segura com a mão de disparo, e o guarda-mão/fuste é onde ele coloca a mão de apoio.
A coronha, além de servir ao apoio do atirador, também pode alojar a caixa da culatra (receptor), mecanismos de disparo e cano, além de uma armadilha de alçapão na soleira para guardar material de limpeza do fuzil. O comprimento da coronha é definido como o comprimento desta em relação ao braço do atirador. As coronhas podem ser feitas de madeira, metal ou outros materiais sintéticos - como polímero. Coronhas também podem ser vazadas (ou cavadas) para diminuir o peso da arma mas não tanto que afete a estabilidade no tiro. A crista elevada das coronhas Monte Carlo foram originalmente projetados para atiradores esportivos e fornecem um melhor apoio na bochecha. O tipo Monte Carlo também é usado em fuzis, pois permite que os atiradores alinhem seus olhos de maneira mais rápida e natural com a mira. Em armas de grande calibre, no entanto, os atiradores podem sentir mais recuo. A coronha Monte Carlo é agradável para mulheres, pois é comum que mulheres tenham as maçãs do rosto mais altas e uma crista mais elevada torna a posição de tiro mais confortável.
Coronha dobrável
A coronha de certas armas é dobrável para reduzir o seu tamanho durante o transporte. Podendo também ser chamadas de rebatíveis ou escamoteáveis, essas armas costumavam ser desenhadas para forças paraquedistas saindo pela porta dos aviões durante o salto; portanto, fuzis com coronhas dobráveis costumam ser designadas com o prefixo "para" - por exemplo, o Para-FAL. Os modelos Para-FAL usam coronhas esqueléticas que universalmente dobram pela direita indo para frente. No sistema russo, os armamentos de coronha dobrada são identificados com a letra "S", para skladnoy ("dobrar", skladnoy priklad para "coronha dobrável"). Unidades mecanizadas, transportadas dentro de viaturas blindadas, também se beneficiaram dessas armas, além de forças especiais que desejassem armas mais compactas durante a marcha de aproximação. As coronhas dobráveis podem ser comuns, tal qual nos modelos de coronha fixa, ou esqueléticas, meramente com o mínimo da armação de metal; sacrificando a estabilidade em troca de menos peso.
Coronha telescópica
Uma coronha telescópica é uma coronha que pode se retrair e se encurtar como um telescópio para tornar toda a arma mais compacta. As coronhas telescópicas são úteis para permitir que um fuzil, submetralhadora, escopeta ou metralhadora leve sejam armazenados ou manobrados em locais confinados. O usuário pode deslizar ("colapsar") a coronha para tornar a arma mais portátil e ocultável, ou estendê-la ("desdobrar") para melhor precisão. Algumas coronhas telescópicas, como as da carabina M4 e da escopeta Benelli M4, têm mais de um comprimento de configuração de tração, permitindo que a coronha seja ajustada por usuários de diferentes tamanhos. Por exemplo, a coronha telescópica do fuzil de assalto CZ BREN 2 tem quatro posições.
Uma bump fire stock ou bump stock, significando "coronha de choque", utiliza o choque do recuo de um fuzil semiautomático para facilitar uma cadência de tiro mais rápida sem exigir qualquer modificação de mecanismos internos para converter a arma de fogo em uma arma de fogo automática. O termo “bump fire” era originalmente uma técnica improvisada para disparar um AR-15 mais rápido, fazendo com que o atirador aplicasse um impulso não rígido para frente no receptor (agarrando o guarda-mão ou por meio de uma empunhadura frontal) e segurando o punho de pistola com uma pegada folgada. Quando a arma dispara, o recuo desloca o receptor para trás, movendo o gatilho inversamente para frente (a partir do referencial do receptor) e relaxa a força de tração no gatilho, permitindo que ele seja reiniciado. Quando o impulso para frente do atirador supera o ritmo de recuo e desloca o receptor de volta para a frente, o gatilho choca-se (em inglês: to bump) contra o dedo do atirador e é pressionado novamente, disparando outra vez, o que produz outro recuo o qual repete o processo acima. Isso permite uma cadência de disparo cíclica muito mais rápida do que o dedo do próprio atirador normalmente pode alcançar, mas geralmente é impreciso porque o atirador geralmente tem que disparar do quadril para ainda segurar a arma com firmeza.


