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Corpo rígido

Em mecânica clássica, um corpo rígido é um objeto idealizado em que a distância entre dois pontos quaisquer que o compõem é invariável sob a ação de forças externas; isto é, um corpo indeformável sob quaisquer forças a ele aplicadas. Em linguagem matemática, é definido como um conjunto finito de N partículas de massas mi e posições ri, tal que a distância entre duas partículas i e j, |ri-rj|, é constante no tempo. Em outras palavras, um corpo rígido é uma "nuvem" de partículas cuja distância entre elas não muda no tempo, assim não alterando as dimensões nem formas do corpo quando aplicada uma força.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
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Corpos rígidos em equilíbrio

Se todas as forças externas aplicadas num corpo rígido, somadas num ponto qualquer, produzem força resultante e binário resultante nulos, conclui-se que a força resultante e o binário resultante também serão nulos em qualquer outro ponto. A justificação é que, como a força resultante é obtida somando as forças como vetores livres, será igual em qualquer ponto; o binário resultante sim é diferente quando a força resultante é colocada em diferentes pontos e a diferença entre o binário em dois pontos diferentes será igual ao momento introduzido quando a força resultante for deslocada entre esses pontos. Mas no caso em que a força resultante é nula, esse deslocamento par diferentes pontos não produz nenhum binário adicional e o binário devera ser igual, e nulo, em todos os pontos. Quando a força resultante e o binário resultante são nulos, diz-se que o corpo rígido está em equilíbrio. Equilíbrio esse que pode ser estático (objeto em repouso) ou cinético (objeto com movimento linear uniforme).

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Centro de massa (corpo rígido)

Um corpo rígido é uma distribuição contínua de massa num volume. Se a massa total do corpo for m {\displaystyle \mathrm {m} } , e d m {\displaystyle \mathrm {d} \,m} for a massa infinitesimal que existe em cada ponto do corpo, m = ∫ d m {\displaystyle m=\int \mathrm {d} \,m} em que o integral é de volume, dentro do volume ocupado pelo sólido, já que d m {\displaystyle \mathrm {d} \,m} é o produto da massa volúmica ρ {\displaystyle \rho } pelo volume infinitesimal d x d y d z {\displaystyle \mathrm {d} \,x\mathrm {d} \,y\mathrm {d} \,z} . Define-se o vetor posição do centro de massa, r → c m {\displaystyle {\vec {r}}_{\mathrm {cm} }} , igual à média, pesada pela massa, do vetor posição no sólido: r → c m = ∫ r → d m m {\displaystyle {\vec {r}}_{\mathrm {cm} }={\dfrac {\displaystyle \int {\vec {r}}\,\mathrm {d} \,m}{m}}}

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Movimento geral do corpo rígido

A dinâmica do corpo rígido consiste no estudo dos efeitos das forças e binários externos na variação dos seus seis graus de liberdade. A trajetória de um ponto qualquer no corpo, usado como referência, dá informação sobre a variação de três desses graus de liberdade. Os restantes 3 graus de liberdade são 3 ângulos. No pião da figura acima indicam-se dois ângulos, β {\displaystyle \beta } e ϕ {\displaystyle \phi } , que definem a direção do eixo do pião; o terceiro ângulo, θ {\displaystyle \theta } , determina a rotação do pião em relação ao seu eixo. Nesse caso, dois dos ângulos, β {\displaystyle \beta } e θ {\displaystyle \theta } , variam em função do tempo e, portanto, há duas velocidades angulares, β ˙ {\displaystyle {\dot {\beta }}} e θ ˙ {\displaystyle {\dot {\theta }}} . No pião da figura, o momento do peso em relação ao ponto de contacto no chão produz rotação no sentido em que o ângulo ϕ {\displaystyle \phi } aumentaria, mas como o pião já tem outra rotação no sentido indicado para o aumento de θ {\displaystyle \theta } , o eixo do pião não cai mas desloca-se no círculo indicado na figura.

Rotação com eixo fixo

Quando o eixo de rotação de um corpo rígido permanece fixo em relação a um sistema inercial, a segunda lei de Newton será válida para as acelerações medidas no referencial do corpo rígido. Assim sendo, a equação da aceleração de corpos rígidos permite calcular a força que atua na massa diferencial d m {\displaystyle \mathrm {d} \,m} em cada ponto. d f → = ( R α e → θ − R ω 2 e → R ) d m {\displaystyle \mathrm {d} \,{\vec {f}}=\left(R\,\alpha \,{\vec {e}}\theta -R\,\omega ^{2}\,{\vec {e}}_{R}\right)\mathrm {d} \,m} Cada uma dessas forças produz um momento r → × d f → {\displaystyle {\vec {r}}\times \mathrm {d} \,{\vec {f}}} em relação à origem, mas como o corpo rígido pode rodar unicamente em torno do eixo fixo z {\displaystyle z} , interessa unicamente calcular a componente z {\displaystyle z} , obtida usando unicamente a componente radial do vetor de posição:

Translação sem rotação

Num corpo rígido com movimento de translação sem rotação, a cada instante a aceleração de todos os pontos é a mesma, igual à aceleração do centro de massa, que é igual à soma das forças externas dividida pela massa do corpo. Como o corpo não roda, a soma dos momentos de todas as forças em relação ao centro de massa deverá ser nula. Há que ter atenção ao facto de que a soma do momentos é nula unicamente em relação ao centro de massa; em relação a outro ponto P, a soma dos momentos será igual e oposta ao momento da força resultante, que atua no centro de massa, em relação a P.

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