Caso dativo
O caso dativo é um caso gramatical geralmente usado para indicar o nome dado a algo. O termo deriva do latim dativus, significando "próprio ao ato de dar". A coisa dada pode ser um objeto tangível — como "um livro" ou "uma caneta" — ou alguma coisa abstrata, intangível, como "uma resposta" ou "uma ajuda". O dativo geralmente marca o objeto indireto de um verbo, embora em alguns casos seja usado para o objeto direto de um verbo diretamente relativo ao ato de dar algo. Em português, equivale aproximadamente ao objeto indireto e ao complemento nominal, embora a língua não tenha um caso dativo propriamente dito. Pode ser representado pelas preposições "a" ou "para", e pelas contrações "ao", "à", "aos", "às".
Fora o caso principal (dativus), há cinco outras espécies:
Antigo
Além de sua função principal como o dativo, o caso dativo tem outras funções no grego clássico: o nome grego para o dativo é δωτική πτώση, como seu equivalente em latim, derivado do verbo "dar", em grego antigo, δίδωμι. Dativus finalis: O dativus finalis, ou "dativo de propósito", é quando o dativo é usado para denotar o propósito de uma determinada ação. Por exemplo: Dativus commŏdi (incommodi): O Dativus commŏdi (incommodi), ou o 'dativo do benefício (ou dano)' é o dativo que expressa a vantagem ou desvantagem de algo para alguém. Por exemplo: Para o benefício de: "πᾶς ἀνὴρ αὑτῷ πονεῖ" (Sófocles, Ajax 1366). Pelo dano ou desvantagem de: "ἥδε ἡ έρμέρα τοῖς Ἕλλησι μεγάλων κακῶν ἄρξει." (Tucídides 2.12.4).
Moderno
O caso dativo, estritamente falando, não existe mais no grego moderno, exceto em expressões fossilizadas como δόξα τω Θεώ (do eclesiástico τῷ Θεῷ δόξα, "Glória a Deus") ou εν τάξει (ἑν τάξει, lit. "em ordem", ou seja, "tudo bem" ou "OK".) Caso contrário, a maioria das funções do dativo foram incluídas no acusativo.


