Delirium
Delirium, estado de confusão mental ou síndrome orgânico cerebral aguda é uma síndrome orgânica caracterizada por um rápido deterioro na atenção, consciência e cognição. O início é rápido variando de algumas horas até poucos dias. Geralmente o paciente em delirium apresenta sonolência diurna e agitação noturna, causando prejuízos a seu ciclo de sono e vigília. Foi descrito por Hipócrates por volta de 460-366 a.C., sendo um dos primeiros transtornos neurológicos conhecidos.
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O delirium é causado pelo comprometimento transitório da atividade cerebral por uma doença grave com perda da homeostase (equilíbrio necessário para o bom funcionamento do organismo) do cérebro e da desorganização da atividade neural. A própria internação hospitalária predispõe ao estado confusional. Em pessoas predispostas pode ser desencadeado por: Quando é associado ao alcoolismo é chamado de delirium tremens.
Fatores de risco
Os fatores predisponentes mais importantes são:
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É comum que a pessoa com delirium tenha uma fala desconexa ou pouco coerente, gemidos de dor e pouca lucidez. Em um delirium mais longo é comum ocorrerem variações na intensidade dos sintomas e períodos de maior e menor lucidez.
Tipos
De acordo com os sintomas pode ser classificado como:
Estima-se que nas práticas clínica e cirúrgica, o diagnóstico correto de delirium só é feito em cerca de 30% a 50% dos pacientes, portanto é difícil avaliar a real prevalência do delirium. Dentre os idosos admitidos em serviços de emergência, estima-se que cerca de 25% a 60% apresentem delirium em algum momento. Sendo assim, trata-se de um dos sintomas mais comuns em idosos hospitalizados. Está associado à maior taxa de morbimortalidade, mais sinais de deterioração física, mais complicações pós-cirúrgicas, maiores taxas de admissão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), maior tempo de permanência hospitalar e maiores índices de institucionalização após a alta. Em um estudo com 325 idosos na UTI de um hospital, 44% dos que tiveram delirium eventualmente foram re-institucionalizados, 10% dos que tiveram sintomas de delirium e nenhum entre os que não apresentaram sintomas. Portanto, esse diagnóstico não deveria ser subestimado. Trata-se de um importante preditor de complicações, fundamental para formular um prognóstico adequado.
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São critérios diagnósticos para delirium, segundo DSM-IV: Nota para a codificação: se o delirium está associado a uma demência preexistente do tipo Alzheimer ou Demência vascular, deve-se codificar o delirium apenas como subtipo apropriado de demência. Por exemplo: 290.3 demência do tipo Alzheimer, com início tardio e delirium. Nota para a codificação: incluir o nome da condição médica geral no eixo I (Transtornos psiquiátricos clínicos), por exemplo 293.0 delirium devido à encefalopatia hepática; codificar também a condição médica geral no eixo III (Condições médicas agudas ou doenças físicas).
Classificação pelo CID-10
São critérios diagnósticos para delirium, segundo a CID-10:
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O delirium melhora quando a causa foi tratada. Então se foi causado por uma pneumonia bacteriana, a consciência melhora alguns dias depois do tratamento antibiótico ser iniciado. Se foi causado por insônia, melhora após uma boa noite de sono. Se foi causada por uma internação estressante com muitas medicações geralmente melhora com a alta.
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Os termos supracitados se referem a transtornos do pensamento, porém delírio envolvem crenças distorcidas sem prejuízo na inteligência, enquanto delirium envolve distúrbios cognitivos em função de um problema orgânico. Delírio envolve crenças mal fundamentadas, que a pessoa resiste a qualquer argumentação lógica e que causa sérios prejuízos na vida social do indivíduo. Exemplos: Delírio de grandeza, delírio de perseguição, ciúme patológico... Delirium se refere a uma confusão mental aguda e importante fator diagnóstico de transtorno orgânico. O exemplo mais comum é um idoso que não conseguir raciocinar adequadamente, sentir-se desorientado em tempo e espaço, lento e apático durante de uma infecção séria com febre e mal estar geral. Delirium tremens é um tipo de delirium específico da Síndrome de abstinência de álcool ou de medicamentos depressores do sistema nervoso central. Envolve confusão mental, muita ansiedade, euforia, rápidas variações de humor, distúrbios do sono e convulsões.


