Dési Bouterse
Desiré Delano Bouterse foi um político e líder militar do Suriname, foi presidente de seu país de 2010 a 2020. Em 1980 conduziu um golpe militar que estabeleceu um governo militar.
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Carreira militar
Bouterse nasceu em 13 de outubro de 1945 em Domburg, localizado no distrito de Wanica, no Suriname. Sua família era de ascendência multiétnica ameríndia, africana, holandesa, francesa e chinesa. Quando jovem, mudou-se de Domburg para a capital Paramaribo, onde foi criado por uma tia. Ele frequentou o internato de St Jozef e mais tarde a escola Middelbare Handels School (equivalente ao ensino médio), que ele não terminou. Em 1968, Bouterse mudou-se para a Holanda, onde foi recrutado para as forças armadas dos Países Baixos. Depois de completar seu serviço militar, ele se inscreveu para treinar como um oficial não comissionado na Koninklijke Militaire School, em Weert. Nesse período, Bouterse ficou conhecido como atleta, e foi escolhido como chefe do time de basquete.
Golpe dos sargentos
Em 25 de fevereiro de 1980, Bouterse, Horb e outros 14 sargentos derrubaram o governo Henck Arron com um violento golpe militar, conhecido como Golpe dos Sargentos. Isso marcou o início da ditadura militar que dominou o Suriname de 1980 a 1991. Os sargentos que realizaram este golpe eram conhecidos como o Groep van zestien (Grupo dos Dezesseis). Bouterse era o líder do Groep van zestien. Após o golpe, tornou-se presidente do Conselho Militar Nacional do Suriname, que substituiu o governo democrático. A aquisição militar, amplamente apoiada pela população, destinava-se oficialmente a combater a corrupção e o desemprego (que afectava então 18% da população activa), e a restaurar a ordem nos assuntos públicos. Contudo, "os planos políticos eram vagos, nenhuma discussão ideológica tinha tido lugar em preparação para o golpe", observa a historiadora Rosemarijn Hoefte.
Assassinatos de dezembro
De 7 a 8 de dezembro de 1982, 15 homens surinameses que haviam criticado a ditadura militar de Bouterse ou estavam ligados à tentativa de golpe de Estado em 11 de março de 1982, foram levados para o Forte Zelândia, onde foram torturados e mortos a tiros. Essas mortes são conhecidas como assassinatos de dezembro. Em 10 de dezembro de 1982, Bouterse declarou no canal de televisão STVS que 15 presos "suspeitos que planejavam derrubar o governo no final de dezembro foram mortos a tiros enquanto tentavam fugir do Forte Zeelandia". Anos depois, Bouterse disse que não estava presente nas mortes. Em 2000, ele afirmou que a decisão por essas mortes foi tomada pelo comandante do batalhão, Paul Bhagwandas, que morreu em 1996. Bouterse aceitou a responsabilidade política como líder, mas ainda negou qualquer envolvimento direto.
Após o retorno do governo democrático, liderado, em sucessão, por Ronald Venetiaan, Jules Wijdenbosche e novamente Venetiaan Bouterse tentou repetidamente retornar ao poder através das eleições. Nas eleições parlamentares do Suriname de 2010, Bouterse e sua coalizão, a Mega Combinação (Mega Combinatie), tornou-se o maior partido do Suriname, ganhando 23 dos 51 assentos no parlamento. A coalizão não conseguiu obter uma maioria absoluta no parlamento por três assentos (a metade de 50 mais 1 era necessária). Para garantir os votos necessários para se tornar presidente, Bouterse cooperou com o partido de seu antigo adversário, Ronnie Brunswijk, que tinha 7 assentos; e o partido Aliança Popular (Volks Alliantie) de Paul Somohardjo (6 assentos), que havia deixado o partido governista Nova Frente antes da eleição. Em 19 de julho de 2010, Bouterse foi eleito presidente do Suriname com 36 dos 51 votos; ele assumiu o cargo em 12 de agosto de 2010. Seu companheiro de chapa Robert Ameerali tornou-se vice-presidente do Suriname.
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Desi Bouterse morreu em 23 de dezembro de 2024, aos 79 anos, enquanto estava foragido desde sua condenação.


