Diário de bordo
Diário de bordo é um instrumento utilizado na navegação para registo dos acontecimentos mais importantes. A expressão pode também ser usada como diário de algo que se faz, uma espécie de sumário.
Imagem: joão faissal · BY-NC-SA · Openverse
O intuito da Observação participante é o de recolher dado sobre ações, opiniões e perspetivas de diferentes pessoas. O seu registo e respetiva interpretação é, também, uma técnica de recolha de dados. Nesse sentido, deve-se fazer registos e anotações diárias, tendo como base as observações, ou seja, construir “as notas de campo” e organizar a informação recolhida em diários de campo. Os autores Carmo & Ferreira ainda salientam que o registo deve ser feito no mesmo dia em que se observou determinado acontecimento, de forma a não se perder informação essencial. Este tipo de diário, segundo os autores referenciados, deve conter uma descrição registo pormenorizado dos factos observados, as interpretações, as hipóteses, bem como outras informações que o pesquisador considere serem relevantes para a sua investigação”. O investigador parte para o terreno, que pode ser uma sala de aula, uma área da cidade, etc., e regista tudo o que observa; são as designadas notas de campo extensivas, que consistem em registos detalhados, como é o caso dos diários de bordo.
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A análise de conteúdo é uma técnica ou conjunto de técnicas que permitem uma descrição objetiva e clara , para que todos os pesquisadores que trabalham um mesmo conteúdo obtenham os mesmos resultados, e sistémica porque o conteúdo deve ser organizado e integrado em categorias definidas em função dos objetivos que o pesquisador pretende alcançar. Bardin(1977) refere que a análise de conteúdo serve para se proceder a uma descrição do conteúdo das mensagens e também para inferir sobre conhecimentos relativos às condições de produção com a ajuda de indicadores (quantitativos ou qualitativos). Grawitz (1993) refletiu sobre esta questão, e definiu duas etapas da análise de conteúdos: a descrição (enumeração sucinta posterior ao tratamento das características do texto) e a interpretação que ocorre quando o investigador atribui significados a essas mesmas características. A inferência pode incidir sobre a origem da mensagem, ou ocasionalmente sobre o destinatário da mesma. Acaba por ser o procedimento intermédio que permite fazer a ponte entre a descrição e a interpretação.


