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Eutífron

Eutífron é um dos diálogos iniciais de Platão, escrito por volta de 399 a.C. A obra retrata um encontro entre Sócrates e Eutífron, um indivíduo conhecido por sua expertise religiosa. Juntos, eles buscam definir o conceito de piedade, mas acabam sem chegar a um acordo. Por essa razão, o diálogo é considerado aporético, ou seja, sem uma resolução definitiva.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 23/06/2026

Pontos-chave

  • Eutífron é um dos primeiros diálogos escritos por Platão.
  • A obra explora a busca por uma definição de piedade.
  • Sócrates e Eutífron não chegam a um consenso sobre o tema.
  • O diálogo é classificado como aporético, sem uma conclusão clara.
  • Eutífron é apresentado como um religioso com inspirações e um vidente.
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Contexto e Personagens

Imagem: Blau-Barcelona · BY-SA · Openverse

Sócrates encontra Eutífron perto do Archon Basileus, o local do judiciário. Eutífron estava prestes a processar seu próprio pai por assassinato, o que surpreende Sócrates e o leva a questionar tal ato. Embora Eutífron não seja amplamente mencionado em outras fontes, Platão o descreve em "Crátilo" como Eutífron de Demos Prospalta, da Ática, um homem entusiasmado com suas inspirações religiosas. Eutífron exerce a profissão de vidente e, embora não explicitamente declarado, pode ter sido um clérigo. Platão o retrata como alguém que, apesar de defender um conceito religioso tradicional, o faz de maneira peculiar, sendo por isso marginalizado e não levado a sério pelos outros cidadãos. Sócrates, por sua vez, se destaca por suas afirmações provocativas e comportamento incomum, encontrando em Eutífron uma figura com quem dialogar.

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Histórico do Texto

O registro mais antigo do diálogo Eutífron é um papiro do século II, contendo dois fragmentos. O manuscrito medieval mais antigo que preserva a obra foi criado em 895 pelo Bispo Aretas de Cesareia, no Império Bizantino.

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Fontes consultadas

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