Díli
Díli é a capital de Timor-Leste, sede do município homónimo e de um dos três bispados do país: a Diocese de Díli. Situa-se na costa norte da ilha de Timor, a mais oriental das Pequenas Ilhas da Sonda.
A primeira capital do Timor Português foi Lifau, situada a cinco quilómetros a oeste de Pante Macassar, no enclave de Oecusse. Foi aí que se localizou o primeiro estabelecimento português no que é hoje Timor-Leste, criado em meados do século XVII, já que a fortaleza construída na cidade de Cupão (conhecida atualmente como Kupang) em 1646 teve de ser abandonada em 1653 por imposição dos holandeses. Os conflitos regionais contra as autoridades portuguesas em Lifau levaram o governador António José Teles de Meneses a mandar evacuar a praça a 11 de agosto de 1769, destruindo-a antes de a abandonar. A nova capital do Timor Português foi fundada na baía de Díli e começou a ser construída a 10 de outubro do mesmo ano. Nos primeiros anos, a cidade não passava de um pequeno aglomerado de casas de madeira, sumariamente protegidas por trincheiras e baluartes. No ano de 1813, Díli tinha 1 768 habitantes. Os frágeis edifícios de madeira acabaram por ser consumidos por sucessivos incêndios até que, em 1834, sob a orientação do governador José Maria Marques, Díli foi devidamente urbanizada, sendo elevada à categoria de cidade, em janeiro de 1864. No ano de 1852, Díli tinha 3 017 habitantes. No ano de 1879, Díli tinha uma população de 4 114 pessoas.
O Palácio Presidencial Nicolau Lobato foi inaugurado a 27 de agosto de 2009, sendo uma oferta do governo da República Popular da China ao governo de Timor-Leste, em homenagem ao político independentista Nicolau dos Reis Lobato. O Palácio do Governo de Timor-Leste é um dos edifícios construídos em Díli durante o período português, para tornar-se a sede do governo e das repartições provinciais. Atualmente é a sede do gabinete do primeiro-ministro, bem como das secretarias de Estado. Trata-se de uma construção feita pelo Estado Novo. A opção por uma ampla colunata resulta da influência das construções da Praça do Comércio em Lisboa que ali se queria espelhar. Perto dele, virados para o mar, estão três grandes canhões antigos que recordam os tempos em que eles marcavam uma presença de força dos portugueses. A avenida marginal que se estende na baía junto ao Palácio do Governo, é a principal zona utilizada para passeios.
Actualmente a cidade de Díli tem meios de transportes terrestre, marítimo e aéreo. No que refere a meios de transportes terrestres a cidade tem várias linhas de autocarro municipais, intermunicipais e táxi. Entretanto a cidade ainda não dispõe de caminhos de ferro de comboios ou metro. O meio de transporte mais popular de locomoção municipal és o tum tum. De transportes marítimo a cidade tem um Port of Dili , que és um importante interposto comercial de mercadorias, No setor aéreo a cidade tem 01 (um) aeroporto internacional que está a operar 02 (dois) voos domésticos e vários voos internacionais; sua principal cia aérea é a Aero Dili.
O Monumento a Nossa Senhora, construído durante o ano mariano de 1954, ocupa o centro de um jardim no largo de Lecidere, a oriente da praça do Palácio do Governo e em frente à Maternidade Leonor Dias. Nele figura o brasão simplificado de Timor Português e, no cimo, a imagem de Nossa Senhora rodeada de anjos. O Monumento às Vítimas da Ocupação de Timor pelos Japoneses, erguido em 1946 no suco de Taibesse, tem um pedestal encimado por um escudo com as armas de Portugal e as cores nacionais, com duas espingardas cruzadas em baixo. Todo o conjunto está localizado numa área quadrangular, ladeada por granadas de canhão. O Monumento ao Infante D. Henrique situa-se na praça central, em frente ao Palácio do Governo e ultrapassa os dois metros de altura. Foi construído em 1960, como parte das comemorações do quinto centenário da morte do Infante Dom Henrique. Do lado do mar, o monumento surge como um padrão, encimado com o escudo das cinco quinas e a cruz de Cristo e também inclui um alto-relevo relativo às descobertas com a rosa dos ventos e o sextante e a inscrição: «Por Mares Nunca Dantes Navegados».
Educação superior
Na educação superior, destaca-se em Díli a Universidade Nacional Timor Lorosa'e (UNTL), fundada em 2000 após a completa devastação que se seguiu ao referendo pela independência em 1999, onde as instalações da instituição anterior, a Universidade de Timor Timur, foram destruídas. Parte de suas instituições orgánicas funcionam no imponente edifício campus Liceu Dr. Francisco Machado (herança portuguesa), enquanto que outras estão espalhadas pela cidade nos campi Central, Balide, Caicoli, Hera e Escola Engº Canto Resende (os dois últimos campi também heranças portuguesas). Por regra, as aulas são ministradas em língua portuguesa. Além da UNTL, a cidade possui o Seminário Maior Interdiocesano de São Pedro e São Paulo, o Seminário Menor de Nossa Senhora de Fátima, a Universidade da Paz (UnPaz), Universidade de Díli (UnDil) e o Instituto de Tecnologia de Díli (ITD).
Outros níveis de ensino
Na educação secundária, destacam-se a importante Escola Secundária São José Operário, estabelecimento confessional católico (com alunos entre os quinze e aos dezoito anos), fundado pela Indonésia, em 1979, e repassada à Diocese de Díli em 1983; foi, durante a ocupação indonésia, a única escola que tinha permissão de ensinar a língua portuguesa, tornando-se formadora da elite intelectual que assumiu a condução do país no pós-independência. O outro estabelecimento de ensino de referência é a Escola Secundária Pública 28 de Novembro, a mais antiga instituição de ensino pública do país, fundada em 1915. Entre as escolas internacionais encontram-se a Escola Portuguesa Ruy Cinatti, a Escola Internacional de Díli, a Escola QSI Internacional de Díli e também a Escola Internacional Maharlika.


