Ecrã panorâmico
Um ecrã panorâmico é um ecrã de televisão, ou monitor, com uma projeção que apresenta um maior valor para a razão entre largura e altura do ecrã activo, do que o clássico formato pitagórico 4:3. Isso quer dizer que, por cada 1 cm de altura, a imagem tem uma largura de cerca de 1,33 cm.
Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse
Os filmes feitos para serem passados em ecrã panorâmico foram criados nos Estados Unidos nos anos 50 que antigamente se chamava cinemascope, como reação à popularização das transmissões televisivas. Os aparelhos de televisão foram criados com o mesmo formato de imagem do cinema de então (4:3) e os estúdios para se diferenciar, criaram uma imagem mais próxima da visão humana (por ser mais larga – wide em inglês) através do sistema widescreen, que se popularizou entre os produtores cinematográficos, tornando-se majoritário (há filmes desde os anos 50 que continuam a ser produzidos no formato anterior por razões de economia) desde então. Atualmente, o formato de ecrã panorâmico 16:9 é o formato utilizado na grande maioria das produções de conteúdos televisivos. A esmagadora maioria das televisões vendidas atualmente são televisões 16:9, e, muitas delas, de alta definição.
Um ecrã panorâmico oferece uma imagem alargada em relação ao 4:3. É ideal para se ver filmes tais quais eles foram planejados por seus criadores para esse formato. Muitos aparelhos como DVDs ou decodificadores oferecem o recurso de ajuste do tamanho do ecrã, seja para se "cortar" as bordas da imagem ou criar duas barras pretas acima e abaixo da imagem nas televisões 4:3.
Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse
As emissões de televisão em ecrã panorâmico surgiram nos anos 90 com recurso aos sistema analógico PALplus. Este sistema é uma extensão do padrão PAL de emissão para permitir as emissões analógicas em formato 16:9 compatíveis com televisores 4:3. Permitia a emissão em 576p25 e a manutenção das 576 linhas de resolução vertical do sinal original em aparelhos equipados com o respectivo decodificador. Na maioria dos rafaeis (não compatíveis) a emissão era semelhante a um letterbox normal. No caso de a televisão ser já um modelo 16:9 (mesmo sem decodificador PALPlus), o sistema sinalizava o formato correto e permitia à televisão adaptar o formato, removendo as barras e restituindo uma imagem em proporções corretas e que ocupa todo o ecrã, se bem que com perda de resolução vertical.
Utilização em canais de sinal aberto e de Cabo
A RTP iniciou as emissões neste formato em 5 de dezembro de 1997 através do sistema PALplus, utilizando-o para alguns programas e filmes. As emissões da TeleExpo criada especificamente para cobrir a Expo98 também recorreram maioritariamente a este formato. A partir de meados de 2010 esta estação abandonou progressivamente a utilização do PAL Plus (que incluía sinalização para ampliar automaticamente a imagem em ecrãs 16:9) recorrendo ao simples letterbox, ou seja apenas colocando barras pretas em cima e embaixo da imagem mantendo-se no entanto o formato de emissão sinalizado com 4:3. Em 2012 a RTP2 começou as as emissões do teste do formato 16:9. A primeira emissão foi no dia 27 de Abril, através do Zig Zag. A 14 de maio, o canal passou a emitir no formato 16:9 integral. Segundo com a fonte, a estação pública revelou o tipo dos programas da RTP2 se tornar-se uma programação radical. De facto, o segundo canal de televisão de sinal aberto esteve a toda emissão dos programas em 16:9, exceto que os programas que transmitem em 4:3.
Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse
No resto da Europa, a grande maioria dos canais nacionais europeus são emitidos em 16:9. Pelo menos na TDT inglesa (Freeview), na TDT francesa e na TDT suíça todos os canais são emitidos em 16:9, quer canais nacionais, quer canais locais.
Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse
Desde a implementação do SBTVDt, em 2007, todos os canais abertos passaram e emitir programas em 16:9, no início filmes e séries e gradualmente nos programas produzidos localmente.


