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Edo

Edo , pronunciado AFI: /edo/, também romanizado como Yedo ou Yeddo, é o antigo nome da capital japonesa Tóquio, e era a sede do poder do Xogunato Tokugawa, que governou o Japão de 1603 a 1868. Durante esse período ela cresceu e tornou-se uma das maiores cidades do mundo e local de uma vibrante cultura urbana centrada nas noções do "mundo flutuante".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/10/2026
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História

Imagem: Tom Wolf | Photography · BY-SA · Openverse

Desde o estabelecimento do quartel-general do bakufu Tokugawa em Edo, Quioto permaneceu sendo meramente a capital formal do país. A capital de facto era agora Edo, porque ela era o centro do verdadeiro poder político. Edo rapidamente cresceu do que foi uma pequena, virtualmente desconhecida vila de pescadores em 1457 para uma metrópole com uma população estimada em 1 000 000 em 1721, a maior cidade do mundo naquele tempo. Edo foi repetidamente devastada por incêndios, com o Grande incêndio de Meireki em 1657 - na qual aproximadamente 100 000 pessoas morreram - sendo talvez o mais desastroso. Durante o período Edo houve cerca de cem incêndios, tipicamente iniciados por acidente e frequentemente aumentando para proporções gigantescas, espalhando-se por bairros de machiya que eram aquecidas com chamas de carvão. Entre 1600 e 1945, Edo/Tóquio foi devastada a cada 25-50 anos aproximadamente por incêndios, terremotos, maremotos, erupções vulcânicas e guerras.

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Governo e administração

Imagem: Philipp Lücke · BY-NC · Openverse

Durante o período Edo, o xogunato indicava administradores chamados machi bugyō (町奉行) para comandar a polícia e, dos tempos de Tokugawa Yoshimune em diante, o corpo de bombeiros popular (machibikeshi (町火消し)). Os machi bugyō executavam processos civis e criminais e efetuavam outras funções administrativas.

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Geografia

Imagem: T a k · BY-NC · Openverse

A cidade foi organizada como um burgo (城下町, jōkamachi), ao redor do castelo de Edo. A área nas imediações do castelo, conhecida como "Yamanote", consistia-se amplamente de mansões de daimiôs (senhores feudais), das quais suas famílias viviam em Edo em ciclos de um ano, como parte do sistema de sankin kōtai; os próprios daimiôs faziam jornadas em anos alternados para Edo e faziam uso dessas mansões para seus extensivos séquitos. Foi essa ampla população de samurais (guerreiros de classe nobre) que definia o caráter de Edo, particularmente em contraste com as duas grandes cidades de Quioto e Osaka, das quais nenhuma era governada por um daimiô ou tinha população significante de samurais. O caráter de Quioto era dominado pela Corte Imperial, os nobres da corte, seus numerosos templos budistas, e sua tradicional herança e identidade, enquanto que Osaka era o centro comercial do país, dominado pela classe mercadora dos chōnin (町人, chōnin; literalmente "cidadão", "citadino".).

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