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Egito

O Egito , oficialmente República Árabe do Egito, é um país localizado entre o nordeste da África e o sudoeste da Ásia, através da Península do Sinai. É um país mediterrâneo limitado pela Faixa de Gaza e Israel a nordeste, o Golfo de Ácaba e o Mar Vermelho a leste, o Sudão ao sul e a Líbia a oeste. Do outro lado do Golfo de Ácaba fica a Jordânia, do outro lado do Mar Vermelho, a Arábia Saudita e, do outro lado do Mediterrâneo, a Grécia, a Turquia e o Chipre, embora nenhum deles tenha uma fronteira terrestre com o Egito.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Etimologia

Os egípcios usaram vários nomes para se referirem à sua terra. O mais comum era Quemete (Kṃt), "Terra Negra" ou "Terra Fértil", que se aplicava especificamente ao território nas margens do Nilo e que aludia à terra negra trazida pelo rio todo ano, e era diferente de Dexerete (dšṛt), "Terra Vermelha", que se referia aos desertos que circundavam o Nilo, onde os egípcios só penetravam para enterrar os seus mortos ou para explorarem pedras e metais preciosos. Também chamavam-o Taui ("as Duas Terras", ou seja, Alto e Baixo Egito), Tameri ("Terra Amada") ou Ta Netjeru ("Terra dos Deuses"); na Bíblia, é designado Misraim (em hebraico: מִצְרַיִם; romaniz.: Mizraim, literalmente "os dois estreitos (Alto e Baixo Egito)"). Quemete passou às formas kīmi e kīmə na fase copta da língua egípcia e aparece no grego primitivo como Χημία (Khēmía). Outro nome era t3-mry ("terra da ribeira"). Os nomes do Alto e do Baixo Egito eram Ta-Sheme'aw (t3-šmˁw), "terra da junça", e Ta-Mehew (t3 mḥw) "terra do norte", respectivamente. Os habitantes atuais do Egito dão o nome Misr ao país, uma palavra que em árabe pode também significar "país", "fortaleza" ou "acastelado". Segundo a tradição, Misr é o nome usado no Alcorão para designar o Egito, e o termo pode evocar as defesas naturais de que o país sempre dispôs. Outra teoria é que Misr deriva da antiga palavra Mizraim, que por sua vez deriva de md-r ou mdr, usada pelos locais para designar o seu país. A atual palavra em português "Egito" deriva do grego Aigyptos, que se acredita derivar por sua vez do egípcio Het-Ka-Ptah, "a mansão da alma de Ptá".

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História

Pré-história

Os vestígios de ocupação humana no vale do Nilo desde o paleolítico assumem a forma de artefatos e petróglifos em formações rochosas ao longo do rio e nos oásis. No décimo milénio a.C., uma cultura de caçadores-coletores e de pescadores substituiu outra, de moagem de grãos. Em torno de 8 000 a.C., mudanças climáticas ou o abuso de pastagens começou a ressequir as terras pastoris do Egito, de modo a formar o Saara. Povos tribais migraram para o Vale do Nilo, onde desenvolveram uma economia agrícola sedentária e uma sociedade mais centralizada. Por volta de 6 000 a.C., a agricultura organizada e a construção de grandes edifícios haviam surgido no Vale do Nilo. Durante o neolítico, diversas culturas pré-dinásticas desenvolveram-se de maneira independente no Alto e no Baixo Egito. A cultura de Badari e sua sucessora Nacada são consideradas as precursoras da civilização egípcia dinástica. O sítio mais antigo conhecido no Baixo Egito, Merinde, antecede os badarianos em cerca de setecentos anos. As comunidades do Baixo e do Alto Egito coexistiram por mais de 2 000 anos, mantendo-se como culturas separadas, mas com contatos comerciais frequentes. Os primeiros exemplos de inscrições hieroglíficas egípcias apareceram no período pré-dinástico, em artefatos de cerâmica de Nacada III datados de cerca de 3 200 a.C.

Antiguidade

Cerca de 3 100 a.C., o rei Menés (ou Narmer) fundou um reino unificado e estabeleceu a primeira de uma sequência de dinastias que governaria o Egito pelos três milênios seguintes. A cultura egípcia floresceu durante este longo período e manteve traços distintos na religião, arte, língua e costumes. Às duas primeiras dinastias do Egito unificado seguiram-se o período do Antigo Império (2686–2160 a.C.), famoso pelas pirâmides, em especial a Pirâmide de Djoser (III dinastia) e as pirâmides de Gizé (IV dinastia). O Primeiro Período Intermediário foi uma época de distúrbios que durou cerca de 150 anos. Mas as cheias mais vigorosas do Nilo e a estabilização do governo trouxeram prosperidade ao país no Médio Império (2055–1650 a.C.), que atingiu o zênite durante o reinado do faraó Amenemés III. Um segundo período de desunião prenunciou a chegada da primeira dinastia estrangeira a governar o Egito, a dos hicsos. Estes invasores tomaram grande parte do Baixo Egito por volta de 1 650 a.C. e fundaram uma nova capital, em Aváris. Foram expulsos por uma força do Alto Egito chefiada por Amósis I, quem fundou a XVIII dinastia e transferiu a capital de Mênfis para Tebas.

Domínio bizantino, árabe e otomano

Os bizantinos recuperaram o controlo do país após uma breve invasão persa no início do século VII, mantendo-o até 639, quando o Egito foi tomado pelos árabes muçulmanos sunitas. Os egípcios começaram então a misturar a sua nova fé com crenças e práticas locais que sobreviveram através do cristianismo copta, o que deu origem a diversas ordens sufistas que existem até hoje. Os governantes muçulmanos eram nomeados pelo Califado (Ortodoxo, Omíada e Abássida) e mantiveram o controle do país pelos seis séculos seguintes, inclusive durante o período em que o Egito foi a sede do Califado Fatímida. Com o fim do Império Aiúbida, a casta militar turco-circassiana dos mamelucos tomou o poder em 1250 e continuou a governar até mesmo após a conquista do Egito pelos turcos otomanos em 1517.

Domínio britânico

Embora vivenciasse um período de modernização, a má administração financeira do quediva Ismail Paxá e os enormes empréstimos contraídos com credores europeus — especialmente para a construção do Canal de Suez — deixaram o Egito à beira da falência e foi o pretexto ideal para as constantes ingerências dos governos do Reino Unido e da França no quedivato. Em 1879, pressionado interna e externamente, Ismael renunciou e seu filho, Teufique Paxá, assumiu o poder local. Em 1880, foi declarada a moratória nacional e, no ano seguinte, credores europeus assumiram a tutela do fisco e das finanças egípcias. A situação humilhante ampliou o descontentamento e a oposição ao regime de Teufique, e o desejo de se livrar da dominação estrangeira culminou na Revolução Urabista, liderada pelo coronel nacionalista Ahmed Urabi. A revolta foi esmagada em 1882 pelas forças britânicas, que intervieram a pedido do próprio quediva colaboracionista. Embora o Império Britânico tivesse prometido uma evacuação rápida das suas tropas, elas ainda permaneceriam por 72 anos no Egito. Mesmo que formalmente continuasse sob domínio do Império Otomano, quem mandava no quedivato eram os Altos Comissários Gerais britânicos, que por igual acumulavam a função protocolar de cônsules gerais do Império Britânico no Egito. A ocupação colonial britânica semeou o incipiente sentimento nacionalista egípcio, que viu no Incidente de Dinshaway, em maio de 1906, seu episódio mais emblemático.

República Árabe

Após a deposição de Faruque, a monarquia egípcia continuou existindo formalmente, com Fuade II no trono, embora a Junta Militar tenha esvaziado de todos os poderes. O monarca ficou no trono por 18 meses até a república ser proclamada em 18 de junho de 1953, com o general Muhammad Naguib — número 1 do Conselho do Comando Revolucionário — tornando-se o primeiro presidente do Egito moderno. Os oficiais tentaram iniciar os trabalhos em conjunto com os políticos do país, mas surgiram os primeiros conflitos entre os militares no poder. Naguib era contrário ao afastamento dos civis e à ascensão dos militares nos negócios do governo e alertava para o perigo de uma nova ditadura, uma vez que muitos dos responsáveis pela corrupção do governo anterior continuavam em seus postos. Então com 51 anos, o general era mais velho que Nasser e gozava de boa reputação entre os oficiais mais novos, principalmente por ter sido um crítico feroz no período pré-revolucionário, conseguiu afastar o rival do centro de decisões.

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Geografia

Com uma área de 1 001 450 km2, o Egito é o 29.º maior do mundo. Entretanto, devido à aridez do clima do país, os centros urbanos estão concentrados ao longo do estreito vale do rio Nilo e no Delta do Nilo, razão pela qual 99% da população egípcia usam apenas 5,5% da área total. As inundações do rio Nilo foram o fundamento da economia do país durante milênios. Tal fenômeno foi alterado pela construção da represa de Assuã, que apesar de controverso, e ter causado deslocamento massivo, trouxe benefícios para a agricultura, pois permitiu o cultivo de novas culturas como algodão e cana-de-açúcar, além de beneficiar as culturas tradicionais como trigo, arroz e milho, além disso a geração da energia hidrelétrica permitiu algum desenvolvimento industrial. Devido à ausência de chuvas em quantidade relevante, a agricultura do Egito depende inteiramente da irrigação. A principal fonte de água de irrigação é o Nilo, cujo fluxo é controlado pela Represa de Assuã. Ela libera, em média, 55 bilhões * de km3 de água por ano, dos quais cerca de 46 bilhões de km3 são desviados para os canais de irrigação. No vale e no delta do Nilo, 13,7 milhões de fedãs (3 261 904 km2) de terra se beneficiam dessas águas de irrigação.

Clima

A precipitação é baixa no Egito, excepto nos meses de inverno nas regiões mais a norte. Ao sul do Cairo, a precipitação média é de apenas cerca de 2–5 mm ao ano, em intervalos de muitos anos. Numa faixa estreita do litoral norte, chega a 410 mm. O potencial aumento do nível do mar devido ao aquecimento global pode ameaçar a faixa costeira densamente povoada do Egito e ter graves consequências para a economia, a agricultura e a indústria do país. Combinado com as crescentes pressões demográficas, um aumento significativo no nível do mar poderia transformar milhões de egípcios em refugiados ambientais até o final do século XXI, de acordo com alguns especialistas em clima.

Biodiversidade

O Egito assinou a Convenção sobre Diversidade Biológica em 9 de junho de 1992, no Rio de Janeiro, e tornou-se parte da convenção em 2 de junho de 1994. Posteriormente produziu uma Estratégia Nacional de Biodiversidade e um Plano de Ação, que foi recebido pela convenção em 31 de julho de 1998. Apesar de muitos Planos Nacionais de Estratégia e Ação da Biodiversidade da CBD negligenciarem os reinos biológicos além dos animais e plantas, o plano do Egito era incomum ao fornecer informações equilibradas sobre todas as formas de vida. O plano afirmava que os seguintes números de espécies de diferentes grupos haviam sido registrados no Egito: algas (1 583 espécies), animais (cerca de 15 000 espécies, das quais mais de 10 000 eram insetos), fungos (mais de 627 espécies), monera (319 espécies), plantas (2 426 espécies), protozoários (371 espécies). Para alguns grupos principais, por exemplo fungos que formam líquenes e vermes nematóides, os dados são eram conhecidos.

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Demografia

O Egito é o país mais populoso do Oriente Médio, o terceiro mais populoso do continente africano e o 14.º mais populoso do mundo, com cerca de 107 milhões de habitantes em 2025. Sua população cresceu rapidamente de 1970 a 2010 devido aos avanços da medicina e aumentos na produtividade agrícola possibilitados pela Revolução Verde. A população do Egito foi estimada em 3 milhões quando Napoleão invadiu o país em 1798. O povo do Egito é altamente urbanizado, concentrando-se ao longo do rio Nilo (principalmente Cairo e Alexandria), no Delta e perto do Canal de Suez. Os egípcios dividem-se demograficamente entre aqueles que vivem nos principais centros urbanos e os fellahin, ou agricultores, que residem em aldeias rurais. A área total habitada constitui apenas uma pequena porção de terras aráveis no território desértico do país, o que coloca a densidade fisiológica em cerca de 2 600 hab./km2, número 30 vezes maior que o da densidade demográfica egípcia.

Composição étnica

Os egípcios étnicos são, de longe, o maior grupo do país, constituindo 91% da população total. As minorias incluem as abazas, os turcos, os gregos, as tribos beduínas árabes que vivem nos desertos orientais e na Península do Sinai, os siuis de língua berbere (amazigue) do Oásis de Siuá e as comunidades núbias agrupadas ao longo do Nilo. Há também comunidades tribais de Beja concentradas no canto mais a sudeste do país, e um número de clãs Dom principalmente no Delta do Nilo e Faium que estão progressivamente se tornando assimilados à medida que a urbanização aumenta". Cerca de 5 milhões de imigrantes vivem no Egito, a maioria sudanesa, "alguns dos quais vivem no Egito há gerações". Um pequeno número de imigrantes vem do Iraque, Etiópia, Somália, Sudão do Sul e Eritreia. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estimou que o número total de "pessoas em perigo" (refugiados, requerentes de asilo e pessoas apátridas) era de cerca de 250 000. Em 2015, o número de refugiados sírios registrados no Egito foi de 117 000, um decréscimo em relação ao ano anterior. O governo egípcio alega que meio milhão de refugiados sírios que vivem no Egito são considerados exagerados. Há 28 000 refugiados sudaneses registrados no Egito.

Línguas

A língua oficial da República é o árabe. As línguas mais faladas são: árabe egípcio (68%), árabe saidi (29%), árabe bedaui (1,6%), árabe sudanês (0,6%), domari (0,3%), nobiin (0,3%), beja (0,1%), siui e outros. Além disso, línguas grega, armênia e italiana e, mais recentemente, subsaarianas como amárico e tigrínio são as principais línguas dos imigrantes. As principais línguas estrangeiras ensinadas nas escolas, por ordem de popularidade, são o inglês, o francês, o alemão e o italiano. Historicamente se falava egípcio, cuja última etapa é o egípcio copta. O copta falado foi na maior parte extinto ao longo do século XVII, mas pode ter sobrevivido em bolsos isolados no Alto Egito até o século XIX. Ele permanece em uso como a linguagem litúrgica da Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria.

Religião

O Egito reconhece apenas três religiões: islamismo, cristianismo e judaísmo. Outras religiões e seitas muçulmanas minoritárias praticadas por egípcios, como a comunidade bahá'í e amadita, não são reconhecidas pelo Estado e enfrentam perseguição por parte do governo, que rotula esses grupos de "ameaça" à segurança nacional. O Egito é um país predominantemente muçulmano sunita, com o islamismo como religião oficial. A porcentagem de adeptos de várias religiões é um tema controverso no Egito. Estima-se que 85–90% são identificados como muçulmanos, 10–15% como cristãos coptas e 1% como outras denominações cristãs, embora sem um censo os números não possam ser conhecidos. Outras estimativas colocam a população cristã entre 15 e 20%. Muçulmanos não confessionais formam cerca de 12% da população.

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Governo e política

O Egito tem a mais antiga tradição parlamentar contínua no mundo árabe. Sua primeira assembleia popular foi criada em 1866. Foi licenciado pela ocupação britânica de 1882 — a potência ocupante permitiu apenas a existência de órgão consultivo. O nacionalismo egípcio antecedeu o seu homólogo árabe em muitas décadas, tendo raízes no século XIX, tornando-se o modo dominante de expressão de ativistas e intelectuais anticoloniais egípcios até o início do século XX. Em 1923, no entanto, após a libertação colonial do país, uma nova constituição previa uma monarquia parlamentar. O Egito é uma república desde 18 de junho de 1953. A Câmara dos Deputados, cujos membros são eleitos para mandatos de cinco anos, é a sede do poder legislativo. Eleições foram realizadas pela última vez entre novembro de 2011 e janeiro de 2012 e posteriormente dissolvidas. A próxima eleição parlamentar foi anunciada para ser realizada dentro de 6 meses após a ratificação da constituição em 18 de janeiro de 2014 e foi realizada em duas fases, de 17 de outubro a 2 de dezembro de 2015.

Lei

O sistema legal é baseado em leis islâmicas e civis (particularmente códigos napoleônicos); e revisão judicial por um Supremo Tribunal, que aceita a jurisdição obrigatória do Tribunal Internacional de Justiça apenas com reservas. A jurisprudência islâmica é a principal fonte de legislação. Os tribunais e cádis da Xaria são geridos e licenciados pelo Ministério da Justiça. A lei de estatuto pessoal que regulamenta assuntos como casamento, divórcio e custódia de crianças também é governada pela Xaria. Em um tribunal de família, o testemunho de uma mulher vale metade do testemunho de um homem. Em 26 de dezembro de 2012, a Irmandade Muçulmana tentou institucionalizar uma nova constituição controversa. Ela foi aprovada pelo público em um referendo realizado de 15 a 22 de dezembro de 2012 com 64% de apoio, mas com apenas 33% de participação do eleitorado.

Relações exteriores

A sede permanente da Liga Árabe está localizada no Cairo e o secretário-geral da organização tem sido tradicionalmente egípcio. Esta posição é atualmente ocupada pelo ex-ministro das Relações Exteriores, Ahmed Aboul Gheit. A Liga Árabe se mudou brevemente do Egito para Túnis, na Tunísia, em 1978, como forma de protesto contra o Tratado de Paz entre Egito e Israel, mas retornou ao Cairo em 1989. As monarquias do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, prometeram bilhões de dólares para ajudar o Egito a superar suas dificuldades econômicas desde o golpe de julho de 2013. As relações com a Rússia melhoraram significativamente após a remoção de Mohamed Morsi e ambos os países trabalharam desde então para fortalecer os laços militares e comerciais, entre outros aspectos da cooperação bilateral. As relações com a China também melhoraram consideravelmente. Em 2014, o Egito e a China estabeleceram uma "parceria estratégica abrangente" bilateral.

Forças armadas

As Forças Armadas do Egito têm tropas combinadas de cerca de 438 500 (incluindo 290 000–320 000 conscritos), além de 479 000 reservistas. De acordo com o ex-presidente do Comitê de Relações Exteriores e Defesa do Knesset, Yuval Steinitz, a Força Aérea do Egito tem aproximadamente o mesmo número de aviões de guerra modernos que a Força Aérea de Israel e muito mais tanques, artilharia, baterias antiaéreas e navios de guerra do que as Forças de Defesa de Israel. Israel especula que o Egito é o segundo país da região com um satélite espião, o EgyptSat 1, além do EgyptSat 2, que foi lançado em 16 de abril de 2014. Os militares exercem muita influência na vida política nacional, assim como na economia e estão acima das leis que se aplicam aos outros setores da sociedade. Eles também gozam de considerável poder, prestígio e independência dentro do Estado e têm sido amplamente considerados parte do "Estado profundo" egípcio.

Direitos humanos

A Organização Egípcia para os Direitos Humanos é um dos órgãos mais antigos para a defesa dos direitos humanos no Egito. Em 2003, o governo criou o Conselho Nacional de Direitos Humanos. No entanto, o conselho recebeu graves críticas de ativistas locais, que afirmam que ele era apenas uma ferramenta de propaganda do governo para desculpar as suas próprias violações. e para dar legitimidade às leis repressivas, como a Lei de Emergência. O Pew Research Center classifica o Egito como o quinto pior país do mundo em liberdade religiosa. A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional, uma agência independente bipartidária do governo dos Estados Unidos, colocou o Egito em sua lista de observação para países que exigem um acompanhamento rigoroso, devido à natureza e extensão das violações das liberdades religiosas, com participação ou toleradas pelo governo. De acordo com uma pesquisa do Pew Center, em 2010, 84% dos egípcios entrevistados apoiavam a pena de morte para aqueles que deixassem de seguir o islamismo; 77% apoiavam penalidades como aplicar chicotadas e cortar as mãos daqueles que furtarem e roubarem; e 82% apoiavam o apedrejamento de uma pessoa que comete adultério.

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Subdivisões

O Egito divide-se administrativamente em 27 províncias (mohafazat, em árabe); administradas por governadores nomeados pelo presidente:

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Economia

A economia egípcia depende principalmente da agricultura, das telecomunicações, das exportações de petróleo e gás natural e da indústria do turismo; há também mais de três milhões de egípcios que trabalham no estrangeiro, principalmente na Arábia Saudita, no Golfo Pérsico e na Europa, e que mandam remessas de dinheiro para o país, além das receitas do Canal de Suez. A conclusão da Represa de Assuã em 1970, e o Lago Nasser que surgiu por conta disto, alteraram o lugar de honra do rio Nilo na agricultura e ecologia do país. A população em rápido crescimento, a terra arável limitada e a dependência do Nilo continuam a sobrecarregar os recursos e a economia. O país tem uma agricultura forte, sendo o maior produtor mundial de tâmara, um dos 5 maiores produtores mundiais de tomate, cebola, tangerina, beringela, morango, alcachofra e figo, um dos 10 maiores produtores mundiais de laranja, azeitona, beterraba-sacarina, melancia, manga, melão e pêssego, além de uma grande produção de cana de açúcar, trigo, milho, arroz, batata, uva, maçã e algodão. As maiores exportações de produtos agropecuários processados do país em termos de valor, em 2019, foram: laranja, legumes de modo geral, batata, cebola, queijo, uva, farinha de trigo, frutas de modo geral, produtos feitos de chocolate, fiapo de algodão, açúcar, polpa da beterraba-sacarina, morango, entre outros. Na mineração, em 2019, o país era o 7.º maior produtor mundial de fosfato. Em 2019 o Egito era o 28.º maior exportador mundial de gás natural (3,5 bilhões * de m³ ao ano) Em 2019 o Egito tinha a 36.ª indústria mais valiosa do mundo (US$ 48,2 bilhões), de acordo com o Banco Mundial. Neste ano, o país foi o 22ª maior produtor mundial de aço (7,3 milhões de toneladas). Em 2018, foi o 10.º maior produtor mundial de azeite de oliva.

Turismo

O turismo é um dos setores mais importantes da economia do país. Mais de 12,8 milhões de turistas visitaram-no em 2008, proporcionando uma receita de quase 11 bilhões * de dólares. A indústria turística emprega cerca de doze por cento da força de trabalho local. A Necrópole de Gizé é o local mais emblemático do país. Ela também é o destino turístico mais popular do Egito desde a antiguidade e era popular no período helenístico, quando a Grande Pirâmide foi listada por Antípatro de Sídon como uma das Sete Maravilhas do Mundo, sendo a única delas que ainda existe. O Egito tem uma grande variedade de praias situadas no Mediterrâneo e no Mar Vermelho, que se estendem por mais de 3 000 km. O Mar Vermelho tem águas calmas, recifes de corais coloridos, peixes raros e belas montanhas. As praias do Golfo de Ácaba também oferecem facilidades para a prática de esportes aquáticos. Safaga encabeça a zona do Mar Vermelho com sua bela localização no Golfo de Suez. Por último, mas não menos importante, Sharm el-Sheikh (ou Cidade da Paz), Hurghada, Luxor (conhecido como o maior museu ao ar livre do mundo), Dahab, Ras Sidr, Marsa Alam, Safaga e a costa norte do Mediterrâneo são os principais destinos do turismo de lazer.

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Infraestrutura

Energia

O Egito produziu 666 000 bbl/dia de petróleo e 113 milhões de m3 de gás natural em 2017, tornando o país o maior produtor de petróleo do mundo fora da OPEP e o segundo maior produtor de gás natural seco na África. Em 2013, o Egito era o maior consumidor de petróleo e gás natural no continente, sendo responsável por 22% do consumo total de petróleo e 37% do consumo total de gás natural seco na África. Além disso, o Egito possui a maior capacidade de refinamento de petróleo na África, 726 000 bbl/d (em 2017). O Egito está planejando construir sua primeira usina nuclear em El Dabaa, na parte norte do país, com cerca de 25 bilhões * de dólares provenientes de financiamento russo.

Abastecimento de água

Entre 1990 e 2010, o abastecimento de água encanada no Egito aumentou de 89% para 100% nas áreas urbanas e de 39% para 93% nas áreas rurais, apesar do rápido crescimento populacional no período. Durante esse período, o Egito conseguiu eliminar a defecação a céu aberto nas áreas rurais e investiu em infraestrutura. O acesso a uma fonte água potável no Egito é agora praticamente universal, com uma taxa de 99%, mas pouco mais de metade da população está conectada a esgotos sanitários. Em parte devido à baixa cobertura de saneamento no país, cerca de 17 000 crianças morrem a cada ano por causa da diarreia.

Transportes

O transporte no Egito é centrado em torno do Cairo e segue em grande parte o padrão de ocupação populacional ao longo do rio Nilo. A principal linha da rede ferroviária do país, com 5 085 km de extensão, vai de Alexandria a Aswan e é operada pela Egyptian National Railways. A rede rodoviária de veículos expandiu-se rapidamente para mais de 21 000 milhas, consistindo de 28 linhas, 796 estações, 1 800 trens cobrindo o Vale e o Delta do Nilo, as costas do Mediterrâneo e do Mar Vermelho, o Sinai e os oásis ocidentais. O Metrô do Cairo é o primeiro dos dois únicos sistemas completos de metrô na África e no mundo árabe. É considerado um dos projetos recentes mais importantes no Egito, que custou cerca de 12 bilhões de libras egípcias. O sistema consiste em três linhas operacionais com uma quarta linha planejada. O sistema transporta cerca de 4 milhões de pessoas por dia (dados de 2013).

Educação

A taxa de analfabetismo diminuiu desde 1995, com o número de alfabetizados subindo de 51,4% naquele ano para 73,8% em 2015. A taxa de analfabetismo é mais alta entre aqueles com mais de 60 anos de idade, sendo estimada em cerca de 64,9%, enquanto o analfabetismo entre jovens entre 15 e 24 anos de idade foi listado em 8,6%. Um sistema educacional de estilo europeu foi introduzido pela primeira vez no Egito pelos otomanos no início do século XIX para criar uma classe de burocratas leais e oficiais do exército. Sob ocupação britânica, o investimento em educação foi restringido drasticamente e as escolas públicas seculares, que antes eram gratuitas, começaram a cobrar taxas. Na década de 1950, o presidente Nasser implementou a educação gratuita para todos os egípcios. O currículo egípcio influenciou outros sistemas de educação árabes, que frequentemente empregavam professores treinados pelo Egito. A demanda logo superou o nível de recursos estatais disponíveis, fazendo com que a qualidade da educação pública se deteriorasse. Atualmente, esta tendência culminou em índices educacionais fracos e uma persistente desigualdade de gênero.

Saúde

A expectativa de vida ao nascer no Egito era de 73,20 anos em 2011, ou 71,30 anos para homens e 75,20 anos para mulheres. O Egito gasta 5,6% (em 2014) de seu produto interno bruto em saúde. Em 2010, os gastos com saúde representaram 4,66% do PIB do país. Em 2014, havia 0,81 médicos e 1,40 enfermeiros para cada 1 000 habitantes. Como resultado dos esforços de modernização ao longo dos anos, o sistema de saúde do Egito deu grandes passos adiante. O acesso a assistência médica em áreas urbanas e rurais melhorou bastante e os programas de vacinação cobrem agora 98% da população. A expectativa de vida aumentou de 44,8 anos na década de 1960 para 72,12 anos em 2009. Houve um declínio notável da taxa de mortalidade infantil (durante os anos 1970 até 1980 a taxa de mortalidade infantil foi de 101–132/1 000 nascidos vivos, em 2000 a taxa foi 50–60/1 000 e, em 2008, era 28–30/1 000).

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Cultura

O Egito é reconhecido por ser um criador de tendências culturais no mundo da língua e da cultura árabe contemporânea, influenciados fortemente pela literatura, música, cinema e televisão egípcia. O país ganhou um papel de liderança regional durante os anos de 1950 e 1960, o que deu um novo impulso duradouro para o estatuto da cultura egípcia no mundo árabe. A identidade egípcia evoluiu no período de um longo período de ocupação para acomodar o islamismo, o cristianismo e o judaísmo; e uma nova língua, o árabe, e seu falado descendente, o árabe egípcio, que também é baseado em muitas palavras egípcias antigas. O trabalho da estudiosa do início do século XIX, Rifa'a al-Tahtawi, renovou o interesse pela antiguidade egípcia e expôs a sociedade egípcia aos princípios do Iluminismo. Tahtawi cofundou com o reformador da educação Ali Mubarak, uma escola de egiptologia que buscava inspiração nos estudiosos egípcios medievais, como Suiuti e Almacrizi, que estudavam a história, a língua e as antiguidades do Egito.

Telecomunicações

A indústria de telecomunicações no Egito começou em 1854 com o lançamento da primeira linha de telegramas do país, que conectava Cairo e Alexandria. A primeira linha telefônica entre as duas cidades foi instalada em 1881. Os meios de comunicação egípcios são altamente influentes em todo o mundo árabe, atribuídos a grandes audiências e com uma crescente liberdade em relação ao controle do governo. A liberdade de imprensa é garantida na constituição; no entanto, muitas leis ainda restringem este direito. A ERTU é a empresa de radiodifusão pública controlada pelo governo egípcio. Em setembro de 2018, o Egito ratificou as autoridades que concedem a lei o direito de monitorar os usuários de mídia social no país como parte do fortalecimento dos controles da Internet.

Artes

Os egípcios antigos foram uma das primeiras grandes civilizações a codificar elementos de design na arte. A pintura de parede feita a serviço dos faraós seguia um rígido código das regras e significados visuais. A arte egípcia primitiva é caracterizada pela ausência de perspectiva linear, que resulta em um espaço aparentemente plano. Esses artistas costumavam criar imagens com base no que sabiam e não tanto no que viam. Objetos nessas obras geralmente não diminuem de tamanho, pois aumentam a distância e há pouco sombreamento para indicar a profundidade. Às vezes, a distância é indicada através do uso do espaço, onde objetos mais distantes são desenhados mais alto que os objetos próximos, mas na mesma escala e sem sobreposição de formas. Pessoas e objetos quase sempre são desenhados de perfil.

Literatura e cinema

A literatura egípcia traça seus primórdios ao Antigo Egito e é uma das primeiras literaturas conhecidas. De fato, os egípcios foram a primeira cultura a desenvolver a literatura como a conhecemos hoje, isto é, o livro. É um elemento cultural importante na vida do Egito. Romancistas e poetas egípcios estiveram entre os primeiros a experimentar estilos modernos de literatura árabe e as formas que desenvolveram foram amplamente imitadas em todo o Oriente Médio. O primeiro romance egípcio moderno, Zaynab, de Muhammad Husayn Haykal, foi publicado em 1913 no vernáculo egípcio. Escritores egípcios incluem Nawal al-Sa'dawi, conhecida por seu ativismo feminista, e Alifa Rifaat, que também escreve sobre mulheres e tradição. A poesia vernacular é talvez o gênero literário mais popular entre os egípcios, representado pelas obras de Ahmed Fouad Negm (Fagumi), Salah Jaheen e Abdel Rahman el-Abnudi. O romancista egípcio Naguib Mahfouz foi o primeiro escritor de língua árabe a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura.

Música e dança

A música egípcia é uma rica mistura de elementos indígenas, mediterrâneos, africanos e ocidentais. Tem sido parte integrante da cultura egípcia desde a antiguidade. Os antigos egípcios creditaram a um de seus deuses Hator a invenção da música, que Osíris, por sua vez, usou como parte de seu esforço para civilizar o mundo. Os egípcios usavam instrumentos musicais desde então. Música egípcia contemporânea traça seu início para o trabalho criativo de pessoas como Abdul Hamuli, Almaz e Mahmoud Osman, que influenciaram o trabalho posterior de Sayed Darwish, Umm Kulthum, Mohammed Abdel Wahab e Abdel Halim Hafez cuja idade é considerada a idade de ouro da música no Egito e em todo o Oriente Médio e Norte da África. Entre os cantores pop egípcios proeminentes contemporâneos estão nomes como o de Amr Diab.[carece de fontes?]

Museus

O Egito é o berço de uma das civilizações mais antigas do mundo e tem estado em contato com muitas outras civilizações e nações e passou por tantas eras, desde a pré-história até a era moderna, passando por tantos domínios de faraós, romanos, gregos, islâmicos e muitos outros povos. Devido a essa grande variação de épocas, o contato contínuo com outras nações e o grande número de conflitos pelo qual o Egito passou, vários museus podem ser encontrados no país, cobrindo principalmente uma ampla área dessas idades e conflitos. O Grande Museu Egípcio (GEM), também conhecido como Museu de Gizé, é um museu em construção que abrigará a maior coleção de artefatos egípcios antigos do mundo, sendo descrito como o maior museu arqueológico do mundo. O museu será inaugurado em 2022, será instalado em um terreno de 50 hectares a aproximadamente 2 km da Necrópole de Gizé e faz parte de um novo plano diretor do planalto.

Culinária

A culinária egípcia é particularmente propícia às dietas vegetarianas, pois depende muito de leguminosas e vegetais em geral. Embora a comida em Alexandria e no litoral do Egito tenda a usar uma grande quantidade de peixe e outros frutos do mar, a maior parte da culinária egípcia é baseada em alimentos que crescem fora do solo. A carne tem sido um recurso muito caro para a maioria dos egípcios ao longo da história, então um grande número de pratos vegetarianos foi desenvolvido. Alguns consideram kushari (uma mistura de arroz, lentilhas e macarrão) como o prato nacional. Cebolas fritas também podem ser adicionadas ao kushari. Além disso, ful medames (fava amassada) são um dos pratos mais populares. O feijão-fava também é usado na fabricação de faláfel (também conhecido como ta'mia), que pode ter se originado no Egito e se espalhado para outras partes do Oriente Médio. Alho frito com coentro é adicionado ao molokhiya, uma popular sopa verde feita de folhas de juta finamente picadas, às vezes com frango ou coelho.

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Fontes consultadas

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