O Homem Elefante
O Homem Elefante(em inglês: The Elephant Man) é um filme britano-estadunidense de 1980, do gênero drama histórico-biográfico, dirigido por David Lynch, com roteiro de Christopher De Vore, Eric Bergren e do próprio Lynch baseado nos livros The Elephant Man and Other Reminiscences, de Frederick Treves, e The Elephant Man: A Study in Human Dignity, do antropólogo Ashley Montagu, por sua vez inspirados na história real de Joseph Merrick, cuja doença deformou 90% de seu corpo e que viveu no final do século XIX em Londres.
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Durante o final do século XIX em plena era vitoriana, o Doutor Frederick Treves, cirurgião do Royal London Hospital, encontra John Merrick em um espetáculo de aberrações circense onde ele é apresentado como "O Homem-Elefante", sendo mantido pelo Sr. Bytes, um animador de circo alcoólico e sádico. Sua cabeça é mantida encapuzada e seu "dono", que o vê como deficiente intelectual, é pago por Treves para levá-lo ao hospital onde o médico trabalha para exibir Marrick em uma palestra no local. Treves apresenta Merrick aos seus colegas e destaca seu crânio monstruoso, que o força a dormir com a cabeça entre os joelhos, já que se ele se deitasse normalmente poderia morrer asfixiado. Em seu retorno para o beco de Bytes localizado no East End em Londres, Merrick é violentamente espancado pelo seu ganancioso dono, forçando o sádico animador a contatar Treves novamente para socorrer medicamente a criatura. Treves, então, leva John Merrick de volta ao hospital.
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Jonathan Sanger, produtor do filme, resolveu investir no roteiro dos escritores Christopher Devore e Eric Bergen depois de lê-lo. Sanger trabalhava como diretor-assistente de Mel Brooks em High Anxiety. Sanger mostrou a Brooks o roteiro que, após ser lido por ele, foi financiado posteriormente através de sua nova produtora Brooksfilms. O assistente pessoal de Brooks, Stuart Cornfeld, sugeriu David Lynch para a direção a Jonathan Sanger. Após se conhecerem, David Lynch e Jonathan Sanger compartilharam entre si os dois scripts em que eles estavam trabalhando (The Elephant Man de Sanger e Ronnie Rocket de Lynch). Lynch disse a Sanger que ele adoraria dirigir o roteiro depois de lê-lo e Sanger concordou depois de conhecer melhor as ideias de David. No entanto, Brooks não tinha ouvido falar de David Lynch na época. Sanger e Cornfeld montaram uma exibição de Eraserhead em uma sala de projeção na sede da 20th Century Fox para Brooks assistir; após ver o filme Brooks aprovou-o e permitiu que Lynch dirigisse The Elephant Man. O próprio Brooks pediu que seu nome não constasse nos créditos iniciais do filme para evitar que o público pensasse que o longa seria uma comédia.[carece de fontes?]
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Crítica
O Homem Elefante foi recebido com aclamação da crítica. No Rotten Tomatoes, o filme tem uma classificação de 90%, com base em 42 avaliações e com uma pontuação média de 8,4/10. O consenso do site diz: "O segundo recurso relativamente direto de David Lynch encontra uma síntese admirável de compaixão e contenção no tratamento de seu tema e apresenta performances notáveis de John Hurt e Anthony Hopkins." Vincent Canby escreveu: "O Sr. Hurt é realmente notável. Não deve ter sido fácil atuar com uma máscara tão pesada... A produção física é linda, especialmente a fotografia em preto e branco de Freddie Francis". Um pequeno número de críticos foi menos receptivo ao filme. Roger Ebert deu-lhe 2 de 4 estrelas, escrevendo: "Fiquei me perguntando o que o filme estava realmente tentando dizer sobre a condição humana, como refletido por John Merrick [...]". No livro The Spectacle of Deformity: Freak Shows and Modern British Culture Nadja Durbach descreve o trabalho como "muito mais maçante e moralizante do que se esperaria do principal cineasta surrealista pós-moderno" e "vergonhosamente sentimental"; ela culpou essa indiferença pelo uso das memórias de Treves como material de origem para o enredo.
Premiações e honrarias
The Elephant Man foi indicado para oito Óscars, empatando com Raging Bull em indicações durante a 53ª cerimônia de premiação da Academia nas categorias de melhor filme, melhor ator principal (John Hurt), melhor direção de arte (Stuart Craig, Robert Cartwright e Hugh Scaife), melhor figurino, melhor diretor (David Lynch), melhor edição (Anne V. Coates), melhor trilha sonora e melhor roteiro adaptado. No entanto, não ganhou nenhum. Alguns especialistas e críticos de cinema ficaram decepcionados com o fato do filme não ter sido premiado por sua maquiagem quando a Academia anunciou suas indicações na época. Uma carta de protesto foi enviada ao Conselho de Governadores da Academia para pedir ao filme um prêmio honorário. A Academia recusou, mas em resposta às críticas, ela decidiu criar aos maquiadores sua própria categoria. Um ano depois, o Oscar de melhor maquiagem e penteados foi introduzido na cerimônia com Um Lobisomem Americano em Londres sendo o primeiro premiado.
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Houve muitos lançamentos do filme em VHS, Betamax, CED, LaserDisc e DVD; a versão lançada em DVD possui bônus que incluem o trailer do filme, galeria de fotos, filmografias de David Lynch, Anthony Hopkins, John Hurt e Anne Bancroft, além de um pequeno documentário sobre a verdadeira história de Joseph Merrick chamado The Real Elephant Man (O Verdadeiro Homem Elefante), sendo lançada em 2006 pela Universal Home Entertainment e StudioCanal.
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A partitura musical de The Elephant Man foi composta e conduzida por John Morris e foi tocada pela National Philharmonic Orchestra. Em 1980, a 20th Century Fox Records publicou a trilha sonora original deste filme nos formatos LP e cassete nos Estados Unidos. A capa do álbum apresenta o personagem John Merrick utilizando seu capuz assim como o cartaz teatral do filme. Em 1994 a trilha sonora foi lançada em CD pela gravadora Milan Records, empresa especializada em álbuns de trilhas sonoras de filmes.
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O ex-baixista da banda The Jam Bruce Foxton inspirou-se fortemente no filme e escreveu a canção Freak, com a capa do single fazendo referência ao filme. O ator Bradley Cooper afirmou ter assistido o filme com seu pai quando era criança e que a produção teria lhe inspirado a ser ator. Cooper interpretou o personagem num show da Broadway em 2013. O apresentador de TV britânico Karl Pilkington costuma citar O Homem Elefante como seu filme favorito. O amor de Pilkington pelo filme trouxe muitos novos recursos para suas várias podcasts e seus programas de rádio.


