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Engenharia reversa

A engenharia reversa é o processo de descobrir os princípios tecnológicos e o funcionamento de um dispositivo, objeto, ou sistema, através da análise de sua estrutura, função e operação. Objetivamente a engenharia reversa consiste em, por exemplo, desmontar uma máquina para descobrir como ela funciona. É objeto de estudo em universidades e faculdades principalmente ligada à área de tecnologia. Na informática a reversa binária é a prática de obter o código fonte a partir do arquivo executável de um programa computacional (decompilação), possibilitando a modificação e recompilação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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História

Tecnologia militar

Durante a Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.), a até então inferior marinha romana, foi equipada com embarcações construídas seguindo o modelo de navios capturados de Cartago. Segundo Plínio, o Velho, a República Romana construiu uma esquadra de 200 quinquerremes em apenas 60 dias (ver: Engenharia romana). O ás da aviação francês da I Guerra Mundial, Roland Garros, criou um sistema de placas metálicas defletoras para proteger as pás da hélice de sua aeronave dos disparos de sua metralhadora. Em 19 de Abril de 1915, problemas mecânicos forçaram-no a pousar atrás das linhas inimigas e ele tentou, sem sucesso, destruir seu avião para ocultar seu sistema, antes de ser capturado pelos alemães.

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Descrição

Muitas vezes, a engenharia reversa envolve desmontar algo (um dispositivo mecânico, componente eletrônico, programa de computador, ou fatores biológicos, químicos ou matéria orgânica) e analisar seus componentes e funcionamento em detalhes, tanto para fins de manutenção ou para apoiar a criação de um novo dispositivo ou programa que faz a mesma coisa, assim como duplicar o original (ver: Cópia ilegal). A engenharia reversa tem suas origens na análise de hardware para obter vantagem comercial ou militar. O objetivo é deduzir as decisões de design de produtos finais com pouco ou nenhum conhecimento adicional sobre os procedimentos envolvidos na produção original. As mesmas técnicas são posteriormente pesquisadas para aplicação em sistemas de software, não para fins industriais ou de defesa, mas sim para substituir documentação incorreta, incompleta ou indisponível.

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Uso

Máquinas

Conforme o design auxiliado por computador (CAD) tornou-se mais popular, a engenharia reversa tornou-se um método viǘel para criar modelos 3D virtuais de uma parte física existente para utiliziiar em 3D CAD, CAM, CAE, e outros softwares. O processo de engenharia reversa envolve a medição de um objeto e então reconstruí-lo como um modelo tridimensional. O objeo físico pode ser medidio utilizando tecnologias de escaneamento 3D tais como CMMs, scanners a lase, tomografia computadorizada, etc. Fazendo a medição dos dados separadamente, geralmente representados como uma nuvem de pontos, fornecem informações insuficientes a respeito de aspectos topográficos e de intenção de design. A forma pode ser recuperada por meio da conversão da nuvem de pontos em uma malha de face triangular. A engenharia reversa tem por objetivo ir além de produzir tal malha e recuperar a intenção de design quando se trata de aspectos de superfícies analíticas simples, quando adequado, bem como, possivelmente superfícies NURBSS para produzir um modelo CAD de representação de limites.. A recuperação de tal modelo permite que um design seja modificado para atender a novos requisitos, um plano de fabricação seja gerado, etc.

Engenharia Reversa em PCI

A engenharia reversa de placas de circuito impresso envolve recriar os dados da fabricação para uma placa de circuito específica. Isso é realizado para permitir testes (benchmarking) e fornecer suporte para sistemas embarcados.

Software

Em 1990, o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) definiu engenharia reversa de software (SRE) como “o processo de analisar um determinado sistema para identificar as componentes desse sistema e suas inter relações e criar representações do sistema em outra forma ou ao um maior nível de abstração, sendo que esse sistema é o produto final do desenvolvimento de software. A engenharia reversa é apenas o processo de investigação, e o sistema de software que está sendo considerado não é modificado, que de outro modo seria reestruturado. A engenharia reversa pode ser realizada a partir de qualquer estágio do ciclo do produto, não necessariamente no quando esse produto está finalizado e funcional.

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Sobreposição com a lei de patentes

Imagem: fisldezesseis · BY-SA · Openverse

Aspecto Legal nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, mesmo se um artefato ou processo é protegido por segredos comerciais, realizar engenharia reversa no artefato ou processo, frequentemente é legal se foi obtido de forma legítima. Engenharia reversa em software frequentemente cai sob lei contratual, em ambos aspectos, tanto como brecha de contrato assim como quaisquer outras leis relevantes. Isso acontece devido a maioria dos contratos de licença de usuário final proibirem essa prática, e as côrtes dos EUA estão de acordo se tais termos estão presentes, eles sobrepõem a lei de direitos autorais que expressamente permite isso. De acordo com a seção 1039 f) da Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital, a pessoa que possuir posse legal de um programa pode desmontar (aplicar engenharia reversa no programa) e contornar sua proteção caso seja necessário para atingir a interoperabilidade, tal termo abrange vastamente outros dispositivos e programas que podem interagir e fazer uso dele, e usar e transferir dados de e para ele de maneiras úteis. Existe uma isenção limitada que permite que o conhecimento assim adquirido seja compartilhado e usado para fins de interoperabilidade.

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Fontes consultadas

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