Escapulário de Nossa Senhora do Carmo
O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é definido como sendo uma "tira de pano que os frades e freiras de certas ordens trazem sobre o peito". Normalmente, quando se fala de um escapulário costuma referir-se sempre ao escapulário da Ordem do Carmo, que é reconhecido pela Igreja Católica e que todos os Papas do século XX usaram.
O Escapulário do Carmo está ligado a uma venerável tradição carmelita, a saber, à "visão" de São Simão Stock. Segundo esta tradição, Nossa Senhora do Carmo teria aparecido a São Simão Stock, em 1251, trazendo o escapulário na mão e dizendo: «Hoc tibi et tuis privilegium: in hoc moriens salvabitur». Por outras palavras: aquele que morrer usando o Escapulário com devoção não padecerá no fogo do inferno. Vastíssima foi a difusão da devoção do Escapulário do Carmo entre os fiéis a partir do século XV. Houve vários papas que eram devotos do Escapulário, tais como Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Bento XV, o Pio XI, Pio XII e São João Paulo II. Além de usarem o Escapulário, estes Papas estimularam e aconselharam os católicos a usá-lo e premiaram esta devoção, aprovando os seus privilégios e cumulando de favores as Confrarias do Carmo.
Quem usar o Escapulário e ser devoto a ele, obtém vários privilégios, tais como:
Indulgências
Ganha-se indulgências parciais quem usar piedosamente o escapulário. Pode-se ganhar não só por beijá-lo, mas também por qualquer outro ato de efeito e devoção. Recebe-se também indulgências plenárias nos seguintes dias listados:
Privilégio sabatino
Uma das promessas de Nossa Senhora do Carmo a São Simão Stock se refere ao "privilégio sabatino", consiste que aquele que morrer usando o escapulário, sairá do Purgatório no primeiro sábado após sua morte. Este privilégio foi confirmada pela Bula "Sacratissimo uti culmine" do Papa João XXII, que tem também o relato de uma visão sua sobre este privilégio. Porém, esta bula, analisada pela moderna crítica histórica, foi considerada como não-autêntica e infundada pela Igreja e pelos historiadores. Porém, a Igreja permitiu aos carmelitas pregarem que "o povo cristão pode acreditar piamente na ajuda que as almas dos seus irmãos e membros, que partiram desta vida na caridade, que usaram o escapulário durante a sua vida, que já observaram a castidade, que recitaram o Pequeno Ofício de Nossa Senhora, ou, se não conseguirem ler, observaram os dias de jejum da Igreja e abstiveram-se de carne às quartas e sábados (exceto quando o Natal for em tais dias), serão socorridos após a morte - especialmente aos sábados, o dia consagrado pela Igreja à Santíssima Virgem - através da intercessão incessante de Maria, das suas piedosas petições, dos seus méritos e da sua proteção especial" (citação retirada da Súmula de indulgências e privilégios concedidos à Confraria do Escapulário do Carmo, aprovada no dia 4 de julho de 1908 pela Congregação das Indulgências). Se uma pessoa pecar contra a castidade ou deixar um dia de fazer a obra prescrita, poderá recuperar o privilégio ao confessar-se e cumprir a penitência.
O escapulário é um sinal forte de devoção, não devendo ser confundido como um objeto mágico ou de adoração, ele é apenas um sinal externo do amor do fiel por Maria. Compete então destacar que, fiel católico não utiliza o escapulário como sendo:


