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Exército Português

O Exército Português é o ramo terrestre das Forças Armadas Portuguesas, encarregado — em conjunto com os outros ramos — da defesa militar da Nação e do cumprimento dos compromissos externos no quadro da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Missões no estrangeiro

As Forças Nacionais Destacadas ou FND, são a designação dada aos militares em missões internacionais, grande parte delas no âmbito da NATO, Nações Unidas e União Europeia. Atualmente o Exército Português mantém militares nas seguintes missões: O Exército Português também tem missões no âmbito da Cooperação no Domínio da Defesa (CDD) nos Países de Língua Portuguesa, que são missões que Portugal mantém de maneira permanente de modo a treinar e aconselhar as Forças Armadas desses países, atualmente Portugal coopera com os seguintes países:

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História

De 1828 a 1834, ocorreram as Guerras liberais, um conflito civil que opôs os miguelistas (absolutistas) liderados pelo rei Miguel I aos liberais liderados por seu irmão Pedro (ex-Pedro I do Brasil e ex-Pedro IV de Portugal, defendendo a direitos de sua filha, a Rainha Maria II. O Exército Português dividiu-se pelos dois lados, embora a maioria das suas unidades estivessem alinhadas ao lado de Miguel. As forças miguelitas foram ocasionalmente referidas como o "Exército Realista". Os liberais levantaram o chamado "Exército Libertador", composto principalmente por unidades recém-elevadas, mas também incorporando algumas unidades do Exército regular que passaram para o seu lado. Tanto o exército miguelista quanto o liberal foram referidos como o "Exército Rebelde" por seus respetivos oponentes. A guerra terminou formalmente a 26 de Maio de 1834, com a capitulação de Miguel I na Concessão de Evoramonte. Os partidários miguelenses continuaram, no entanto, uma guerrilha em várias regiões do país até cerca de 1838. O artigo 9.º da Concessão de Evoramonte estabelecia que todos os regimentos e corpos leais a Miguel deveriam dissolver-se pacificamente. Isto significou, na prática, o desmantelamento do “velho” Exército Português, pois a maioria dos seus regimentos centenários foram dissolvidos. O regime Liberal vitorioso levantou então um “novo” Exército Português construído essencialmente a partir do Exército Libertador. As Milícias e Ordenanças também foram expressamente extintas, pondo fim à tradicional organização territorial militar portuguesa originada no século XVI. Essa extinção estava relacionada principalmente a motivos políticos, pois essas organizações eram consideradas tradicionalistas e muito alinhadas com os miguelistas. Para servir como tropas de segunda linha, substituindo parcialmente as organizações anteriores, o regime Liberal levantou a nova Guarda Nacional. A Guarda Nacional, no entanto, não fazia parte do Exército, estando subordinada às autoridades civis administrativas. Apesar do novo regime ter dado inicialmente uma grande importância, a Guarda Nacional acabou por se mostrar ineficiente, indisciplinada e altamente politizada, estando envolvida em várias conspirações e golpes, acabando por perder a confiança das autoridades e ser dissolvida em 1847.

Antes da criação de um exército permanente

A vitória das forças portuguesas na Batalha de São Mamede, a 24 de Junho de 1128, é considerada o acontecimento seminal para a fundação de um Portugal independente, levando Afonso Henriques a autodenominar-se Príncipe. As forças portuguesas estiveram envolvidas na Reconquista, avançando sucessivamente para sul reconquistando para a Cristandade territórios ocupados pelos mouros ao mesmo tempo que expandam o território de Portugal. A 25 de julho de 1139, as tropas portuguesas obtêm uma espectacular vitória na Batalha de Ourique, após a qual Afonso Henriques proclamou-se "rei". Mediante o Tratado de Zamora, assinado em 5 de outubro de 1143, Portugal foi oficialmente reconhecido como um reino independente.

A criação de um exército permanente

D. Sebastião lançou as bases de um exército permanente, com a criação das Tropas de Ordenanças em 1570 e a adopção do terço como principal formação de infantaria, com base no tercio espanhol. As Ordenanças eram uma organização territorial do tipo milícia que visava dar um enquadramento militar à população portuguesa e criar um sistema nacional de mobilização e treino militar. Os terços estavam organizados em companhias de 250 homens, cada um chefiado por um capitão, auxiliado por um alferes e um sargento. As várias companhias de Ordenanças de uma cidade, vila ou município eram agrupadas em capitanias, cada uma chefiada por um capitão-mor, coadjuvado por um sargento-mor. O sistema de Ordenanças cobriria praticamente toda a mão-de-obra disponível em Portugal e tornar-se-ia parte da base da organização militar portuguesa até ao século XIX. A sua eficiência logo seria evidenciada por sua importante contribuição para a formação do exército expedicionário que combateria a campanha marroquina de 1578.

Restauração da Independência

Com Portugal sujeito aos reis espanhóis, o início do século XVII foi um período de abandono dos militares portugueses. As forças portuguesas foram mobilizadas para lutar por Espanha nas suas campanhas em vários teatros. Em contrapartida, quase nenhum apoio militar foi recebido da Espanha para a defesa do Império Português, que sofreu sucessivos ataques dos inimigos de Espanha, em particular dos ingleses e holandeses. Como resultado, Portugal sofreu uma série de retrocessos militares, perdendo vários territórios na África, na Ásia e na América. A 1 de dezembro de 1640, os portugueses revoltaram-se e restauraram a sua plena independência, sob a liderança do duque de Bragança, que foi coroado como rei João IV de Portugal. Começou então a Guerra da Restauração Portuguesa, com o Exército Português derrotando o exército espanhol numa série de campanhas militares, até alcançar a vitória final em 1668. Ao mesmo tempo, os portugueses derrotavam os holandeses numa série de campanhas ultramarinas (Guerra Luso- Holandesa), recuperando a maior parte seus territórios na África e na América do Sul.

Século XVIII

Em 1707, seguindo o modelo dos demais países europeus, os antigos Terços do exército português são transformados em regimentos. Já as Tropas Auxiliares se mantiveram organizadas em Terços até 1796, quando foram transformados em regimentos de milicias. No século XVIII, os desenvolvimentos das Relações Internacionais na Europa envolveram Portugal em mais outros conflitos com o país vizinhoː a Guerra da Sucessão Espanhola ( que Portugal participa entre 1703 e 1714), a Guerra Luso-Espanhola de 1736, a "Guerra Fantástica" (Guerra Hispano-Portuguesa de 1762 à 1763 no Brasil) e a Guerra Hispano-Portuguesa de 1776 à 1777.

Guerra peninsular

No final do século XVIII, Portugal juntou-se às Guerras Revolucionárias Francesas, quando enviou um exército expedicionário para ajudar Espanha contra os franceses revolucionários na Guerra dos Pirenéus (campanha de Roussillon). No entanto, Espanha fez uma paz separada com França e vontou-se contra Portugal. Em 1801, o Exército Espanhol invadiu Portugal com a ajuda da França, com o Exército Português enfrentando os invasores na Guerra das Laranjas. A recusa de Portugal em antagonizar a Grã-Bretanha, seu antigo aliado, e aderir ao Sistema Continental, levou ao início da Guerra Peninsular, com o Exército Francês a invadir Portugal em 1807. A invasão francesa obrigou a transferência da corte portuguesa para o Brasil e colocou o Exército Português em desordem. Sob ocupação francesa, o Exército foi dissolvido e as suas unidades mais importantes foram integradas na Legião Portuguesa criada por ordem de Napoleão, que por ele lutaria nas campanhas da Alemanha, Áustria e Rússia. Reconstituído e integrado no Exército Anglo-Português, liderado pelo general britânico Arthur Wellesley, o Exército Português teve um bom desempenho no restante da Guerra Peninsular. A primeira grande batalha do Exército Anglo-Português foi a Batalha do Buçaco em 1810, cujo sucesso deu às inexperientes tropas portuguesas confiança nas suas capacidades. A infantaria e a artilharia tiveram um bom desempenho até a batalha final de Toulouse em 1814, quando chegaram notícias da abdicação de Napoleão.

Campanhas na América do Sul

A Corte Real e o Governo Português instalam-se no Brasil a partir de 1808, sendo o Rio de Janeiro a capital de facto do Império Português. Em 1815, o Brasil é elevado à condição de Reino, com toda a Monarquia Portuguesa tornando-se o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Em retaliação à invasão napoleônica de Portugal, as forças portuguesas no Brasil invadiram e conquistaram a Guiana Francesa em 1808. Em 1811, o Exército Português no Brasil invadiu a Banda Oriental (atual Uruguai), para retomar territórios reivindicados pelos portugueses que estavam sob ocupação espanhola. Em 1816, as forças portuguesas voltaram a invadir a Banda Oriental, derrotando as forças de Artigas numa série de batalhas. A Banda Oriental é então anexada à Coroa Portuguesa como Província Cisplatina Brasileira. Após a declaração da Independência do Brasil em setembro de 1822, pelo príncipe herdeiro português Pedro, o Exército Português travou a breve Guerra da Independência do Brasil. Esta guerra assumiu o carácter de uma espécie de guerra civil, com as forças leais ao Governo português a combater o exército separatista cujos dirigentes e oficiais eram também maioritariamente portugueses. Em 1823, a resistência das forças leais portuguesas concentrava-se em algumas cidades litorâneas, especialmente as de Salvador da Bahia e Montevidéu (atual capital do Uruguai), todas sitiadas pelas forças separatistas brasileiras. Apesar de repelir sucessivos ataques das forças superiores brasileiras, mas sem perspetivas de receber reforços, a guarnição portuguesa de Salvador, sob o comando do general Madeira de Melo, evacuou a cidade e embarcou em uma esquadra naval portuguesa, navegando para Portugal em julho de 1823 A guarnição portuguesa de Montevidéu foi a última a resistir no Brasil, só se rendendo às forças brasileiras (ironicamente, comandadas pelo general português Carlos Lecor) em 8 de março de 1824.

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Organização

O Exército Português enfrentou uma fase de profunda reorganização definida pela nova Lei Orgânica do Exército Português (Decreto-Lei n.º 61/2006 de 21 de Março), que substituiu a lei homóloga de 1993. O objetivo principal da nova orgânica foi o de fazer passar o Exército Português de uma organização territorial baseada no serviço militar obrigatório para uma organização operacional baseada em militares profissionais. Na sequência dessa intenção foram imediatamente extintas as regiões militares do Norte, Sul e Lisboa (Governo Militar de Lisboa). Outras alterações foram realizadas progressivamente até o Exército passar completamente da estrutura definida pela Lei Orgânica de 1993 para a definida pela Lei Orgânica atual. Na prática o Exército continuará a basear-se numa organização territorial "disfarçada" já que são mantidas as unidades territoriais (mas agora chamadas unidades de estrutura base) e as Grandes Unidades assumem as funções semelhantes às dos comandos territoriais e de natureza territorial extintos. Com a nova organização a operacionalidade do Exército até poderá vir a ser diminuída. Um exemplo disto é a transformação da atual Brigada Aerotransportada Independente, que era uma grande unidade operacional integrando armas combinadas, apoio de combate e apoio de serviços, na nova Brigada de Reação Rápida que passa a ser uma espécie de agrupamento administrativo de tropas especiais (Paraquedistas, Comandos e Operações Especiais).

Estrutura de Comando do Exército

O Exército Português, comandado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, tem uma estrutura de comando superior constituída por:

Força Operacional Permanente do Exército

Do Comando das Forças Terrestres (CFT) depende a Força Operacional Permanente do Exército constituída pelas seguintes grandes unidades operacionais e pelas Forças de Apoio Geral: Obs.: Apesar de dependerem administrativamente do Comando Operacional do Exército, as Zonas Militares dependem operacionalmente dos Comandos Operacionais (conjuntos) dos Açores e da Madeira.

Estrutura Base do Exército

Na dependência da Brigada Mecanizada:(pela nova orgânica, não dispõe de Unidades da Estrutura Base) Na dependência da Brigada de Intervenção: Na dependência da Brigada de Reação Rápida: Obs.: Em 2015 o Regimento de Infantaria Nº3, em Beja, foi extinto, passando a suas instalações a serem utilizadas pelo Regimento de Infantaria Nº1, ficando assim o Regimento de Infantaria Nº1 com um quartel em Beja e um destacamento em Tavira. Na dependência da Zona Militar dos Açores: Na dependência da Zona Militar da Madeira: Outras Unidades na dependência do Comando das Forças Terrestres: Na dependência da Direção de Material e Transportes: Outras unidades dependestes do Comando da Logística:

Componente operacional

A componente operacional do sistema de forças inclui os elementos do Exército dedicados ao cumprimento das missões de natureza operacional. Esses elementos incluem os órgãos de comando operacional, os comandos de formações e as unidades operacionais destacáveis. Esses elementos são preparados, treinados, apoiados e mantidos administrativamente pelos regimentos e demais órgãos da componente fixa do sistema de forças. Os elementos do componente operacional são:

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Modernização operacional

O Exército Português, tem vindo a se modernizar nos últimos anos, principalmente a partir de 2017. O primeiro visado destas modernizações foi o Centro de Tropas de Operações Especiais, tendo sido adquiridas espingardas HK416A5 e HK417A2, armas de precisão Accuracy International AXMC e Barrett M107, caçadeiras Fabarm STF e lança granadas HK 269. Também foram adquiridas viaturas ligeiras Polaris nas versões Sportsman MV850, MRZR D2 e MRZR D4. Já em 2018, o Exército, adquiriu os lança granadas Heckler & Koch GMG, 36 drones RQ-11B Raven e 139 viaturas blindadas URO VAMTAC ST5 em várias versões. Em 2019 concluiu-se o processo de aquisição de armas ligeiras, no qual se incluem as espingardas FN SCAR H e a FN SCAR L que se torna a arma padrão do Exército Português substituindo assim as Heckler & Koch G3A3/A4, IMI Galil e as SIG SG 540; metralhadoras ligeiras e médias FN Minimi mk3 nos calibres 5,56×45mm NATO e 7,62×51mm NATO que substituem, as HK21 e as MG3; lança granadas FN 40GL e vários equipamentos de pontaria. Também em 2019 começou a ser distribuído o novo fardamento ao qual se inclui um novo padrão, capacetes balísticos, óculos de proteção, proteção maxilofacial, colete balístico, cotoveleiras de kevlar, luvas de proteção, relógio ou monitor fisiológico no pulso. Por fim o contrato para a compra da nova pistola terminou, vencendo a austríaca Glock17 de quinta geração.

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Equipamento do Exército Português

Artigo com o equipamento: Equipamento do Exército Português.

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