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Federação Brasil da Esperança

Federação Brasil da Esperança é uma federação partidária brasileira formada em 2022 pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Verde (PV). Seu programa e estatuto foram divulgados em 18 de abril de 2022; seu pedido de registro protocolado no Tribunal Superior Eleitoral no dia 23 de abril do mesmo ano e sua aprovação ocorreu em 24 de maio. Em junho de 2023, somados os três partidos, a federação contava com 2.359.898 filiados. Em março de 2026 a federação aprovou atualização de seu estatuto.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Histórico

Antecedentes

Com o estabelecimento da cláusula de barreira e do fim das coligações nas eleições proporcionais, o Congresso Nacional aprovou, em setembro de 2021, a criação das federações partidárias, para permitir que partidos menores pudessem alcançar a cláusula de barreira por meio da união a outros partidos. Na federação partidária, ocorre a união de dois ou mais partidos, atuando como se fossem um só por pelo menos quatro anos. Nesta modalidade de aliança, as siglas funcionam como um único partido no Congresso Nacional, dividindo Fundo Partidário, tempo de televisão e unificando o conteúdo programático. As federações se diferenciam das coligações, nas quais a união dos partidos ocorria apenas durante o período eleitoral. Os partidos de uma federação ficam unidos em todos os estados, atuando uniformemente no território nacional, enquanto que, nas coligações, um partido poderia apoiar uma sigla em determinado estado e se contrapor em outro.

Fundação

Em 18 de abril de 2022, as Executivas Nacionais do Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) anunciaram a criação da Federação Brasil da esperança, em nota assinada pelos presidentes dos três partidos: Gleisi Hoffmann (PT), Luciana Santos (PCdoB) e José Luís Penna (PV). Em 23 de abril de 2022, foi protocolado seu pedido de registro no no Tribunal Superior Eleitoral e sua aprovação se deu em 24 de maio de 2022.

Eleições

Enquanto a eleição presidencial no Brasil em 2018 foi marcada por questões envolvendo o combate à corrupção, a segurança pública e a renovação política, especulou-se que a principal pauta das eleições de 2022 seria a economia e a gestão pós-pandemia. Com desemprego, inflação e a volta da fome no Brasil, estudos mostraram que o principal interesse dos eleitores é a economia. A economia do Brasil sofreu sucessivas crises desde a de 2014, abalando-se ainda com a recessão mundial causada pela pandemia de COVID-19; a crise política e os constantes conflitos com o Poder Judiciário, os governadores, a imprensa, as universidades, os ambientalistas, as ONGs e os movimentos sociais; e com o aumento da inflação e do preço dos combustíveis, em especial com a guerra entre Ucrânia e Rússia.

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Organização

A Federação é composta por três partidos políticos: A cúpula da federação é composta por um cargo na presidência e dois na vice-presidência, com mandato de um ano e rodízio entre os presidentes de cada um dos partidos que integram a federação, podendo haver recondução por decisão unânime. A primeira composição foi acordada para que Gleisi Hoffmann (PT) fosse a primeira presidente do Brasil da Esperança, enquanto Luciana Santos (PCdoB) a 1.ª vice-presidente e o 2.º vice-presidente José Luiz Penna (PV). Para além desses três cargos de direção, a assembleia geral da federação, órgão máximo de deliberação, é composta por 60 membros, sendo 9 vagas distribuídas igualmente (3 por partido) e 51 distribuídas na proporção dos votos obtidos por cada partido nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2018. A Comissão Executiva Nacional da federação tem 18 membros. Os presidentes de cada um dos partidos são membros natos da comissão e as outras 15 vagas seguem à proporção dos votos obtidos na eleição para a Câmara de 2018.

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Programa

De acordo com o programa da Federação Brasil da Esperança, sua criação se deu como "expressão do anseio de grande parcela do nosso povo pela inadiável superação da profunda crise social, econômica e política em que o Brasil se encontra". Entre os objetivos que constava no programa divulgado em 18 de abril de 2022 estavamː "combater a fome, gerar empregos, aumentar salários e aposentadorias e acabar com a inflação", retirando a economia nacional do "atoleiro e da estagnação, empreendendo a reconstrução nacional com a imediata retomada do crescimento da indústria, da infraestrutura e da geração de postos de trabalho”. Outros compromissos do programa são a consolidação de um Estado social assentado nos pilares da democracia, do desenvolvimento, da sustentabilidade ambiental, da soberania nacional, do combate às desigualdades, da ampliação e da retomada dos direitos da classe trabalhadora e da promoção do conjunto dos direitos da cidadania do povo brasileiro, defesa da ciência e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Desempenho eleitoral

Imagem: Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil, Partido Verde · BY-SA · Openverse

Eleições presidenciais

(FE Brasil, PSB, Federação PSOL REDE, Solidariedade, Avante, Agir e PROS)

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Fontes consultadas

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