Fezes humanas
As fezes humanas são materiais restantes após a digestão e absorção dos alimentos pelo tubo digestivo dos seres humanos. Geralmente têm aspecto castanho-parda e pastoso, porém pode aparecer nas mais variadas formas, tamanhos e cores.
Imagem: Thiago MTB · BY · Openverse
As fezes normais são sólidas e apresentam 75% de água na sua composição. Variações mínimas nas concentrações de água interferem na sua consistência. Fezes moles apresentam, mais ou menos, 80% de água e as líquidas 90%. Alguns factores, como o vegetarianismo, pode aumentar o teor de líquido. Diarreias potentes podem ser constituídas de 100% água, em alguns casos graves. Quando pessoas contém a Síndrome de Westler possuem as fezes semelhantes à de um pássaro É variável e depende da quantidade de alimento ingerida. Geralmente, uma alimentação ordinária, faz o indivíduo eliminar de 100 a 150 g de fezes, por dia. Algumas doenças, como nos casos de fermentação intestinal intensa, fazem o indivíduo eliminar mais de 800 g. Mais da metade da massa das fezes humanas é composto por bactérias, em sua maioria mortas. Cada grama de fezes no adulto normal contém de 1011 a 1012 unidade de formação de colônias por grama, quase o valor teórico máximo de bactérias por centímetro cúbico (o que significa que 90% ou mais da massa seca das fezes é composta por bactérias),[carece de fontes]? cerca de 90% delas do género Bifidobacterium¹. O restante é constituído por sais, muco, fibras, celulose e outros materiais não digeridos. A cor amarronzada ou acastanhada e estrutura das fezes se deve à presença de pigmentos provenientes da bile.
É possível analisar também os elementos químicos presentes nas fezes humanas, a tabela a seguir traz algumas informações sobre esses elementos: Alguns desses elementos são os principais constituintes dos adubos químicos do tipo NPK utilizados na agricultura. O uso de banheiros secos constitui uma alternativa para recuperar esses elementos químicos, retornando-os ao solo e constituindo como método sanitariamente seguro, eficaz e mais barato em relação aos tratamentos convencionais tais como as ETAs.
Os banheiros públicos costumavam ser banheiros coletivos, as latrinas, como a da ilustração ao lado. Nestes banheiros públicos, sem cabines privativas, as pessoas de diferentes níveis sociais se encontravam, e até costumavam conversar enquanto evacuavam.
Análise das fezes
Os principais patógenos que são comumente procurados nas fezes incluem: Parasitas intestinais e seus ovos podem ser visíveis a olho nu.
Diarreia
A diarreia consiste no aumento do número de evacuações e/ou a presença de fezes amolecidas, com consistência pastosa e/ou até mesmo líquidas nas evacuações.
A Escala de Bristol ou Escala de fezes de Bristol é uma escala médica destinada a classificar a forma das fezes humanas em sete categorias. Às vezes referido no Reino Unido como a "Escala de Meyers", foi desenvolvido por Dr. Ken Heaton na Universidade de Bristol e publicado no Scandinavian Journal of Gastroenterology em 1997. Essa escala tem como objetivo verificar a saúde intestinal por meio da análise da forma e da textura dos excrementos expelidos pelo paciente. Os sete tipos de fezes indicados segundo a escala de Bristol são: Tipos 1 e 2 indicam obstipação. Tipos 3 e 4 são consideradas ótimas, especialmente a última, uma vez que estas são mais fáceis de passar na defecação. Tipos 5–7 estão associados com tendência de aumento de diarreia ou de urgência.


