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São José dos Campos

São José dos Campos é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Está situado no Vale do Paraíba Paulista, a leste da capital do estado. É sede da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte e ocupa uma área de 1 099,409 km², da qual 353,9 km² estão em perímetro urbano. No censo de 2022, a população do município era de 697 428 habitantes, sendo o nono mais populoso de São Paulo e o 30.º de todo o país, além de ser o quinto mais populoso do Interior do Brasil. O município está integrado – junto com as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Sorocaba, Jundiaí e Baixada Santista – ao Complexo Metropolitano Expandido, uma megalópole que ultrapassa os trinta milhões de habitantes e que é a primeira aglomeração urbana do tipo no hemisfério sul.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/10/2026
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História

Séculos XVII

Quando o rei Felipe II de Portugal assinou a lei de 10 de setembro de 1611 que reconhecia a liberdade dos índios (mas admitindo-lhes o cativeiro em caso de guerras ou de antropofagia) e que regulamentava os aldeamentos indígenas nos pontos que melhor conviessem aos interesses do Reino de Portugal, muitos indígenas do Planalto de Piratininga, onde se localizava a Vila de São Paulo de Piratininga, deslocaram-se para o interior da Capitania de São Vicente, para os sertões. Entre os onze antigos aldeamentos dos padres da Companhia de Jesus ao redor da Vila de São Paulo de Piratininga e por eles administrados, figurava, no vale do rio Paraíba do Sul, a leste da Vila de São Paulo, a Aldeia de São José, localizada próximo ao Rio Comprido, a dez quilômetros de onde hoje se situa o Centro da atual cidade de São José dos Campos. Os padres jesuítas, trazendo mais alguns silvícolas, conseguiram entrar em entendimentos com os índios guaianases e dar certa vida ao aldeamento, mas, devido às desvantagens da localização deste, resolveram buscar um ponto melhor. Em 1643, a Aldeia de São José foi transferida para onde é, hoje, a Praça do Padre João Guimarães, no Centro da cidade. De 1643 a 1660, os religiosos e vários povoadores obtiveram, para os índios, diversas léguas de terras em sesmarias concedidas em 1650 pelo capitão-mor da Capitania de São Vicente, Dionísio da Costa.

Século XVIII

Em 1710, a Capitania de Itanhaém e a Capitania de São Vicente (que, a partir de 1720, passou a se chamar Capitania de São Paulo, com a transferência da capital para São Paulo de Piratininga), passaram a integrar a nova Capitania de São Paulo e Minas do Ouro. A Aldeia de São José passou a ser denominada Vila Nova de São José, quando se tornou vila em 1767. Em 1759, os jesuítas foram expulsos do reino de Portugal e das suas colônias pelo Marquês de Pombal; com isso, alguns brancos agregaram-se aos índios sob a direção de José de Araújo Coimbra, capitão-mor da Vila de Jacareí, e deram impulso à povoação. O governador-geral da recém-recriada Capitania de São Paulo (que havia sido extinta em 1748 e anexada à do Rio de Janeiro), dom Luís António de Sousa Botelho Mourão, o Morgado de Mateus, criou várias vilas para dar impulso à capitania. Havia décadas que não se criavam vilas ao sul do Rio de Janeiro. Assim, em 27 de julho de 1767, pelo ouvidor e corregedor Salvador Pereira da Silva, foi criada a nova vila com o nome de Vila Nova de São José, depois Vila de São José do Sul, e, mais tarde, Vila de São José do Paraíba. No mesmo dia 27 de julho, foram eleitos os três primeiros vereadores da nova vila, os quais eram índios, dando início à sua autonomia administrativa. Os primeiros oficiais da Câmara da nova vila foram: Juízes Ordinários: Fernando de Sousa Pousado e Gabriel Furtado; vereadores: Vicente de Carvalho, Veríssimo Correia e Luís Batista; Procurador: Domingos Cordeiro. A nova vila foi desmembrada do termo da Vila de Jacareí — sem ter sido antes freguesia. A freguesia só foi criada pela Ordem de 3 de novembro de 1768 e instalada em 1769.

Século XIX

A principal dificuldade de São José, naquela época, era o fato de a "Estrada Real", que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro, passar fora de seus domínios. O algodão teve uma rápida evolução na região quando São José dos Campos conseguiu algum destaque econômico, e, cuja produção atinge seu apogeu em 1864. Em 22 de abril de 1864, pela lei provincial nº 27, a Vila de São José foi elevada à categoria de cidade. A Lei provincial nº 47, de 4 de abril de 1871, mudou-lhe a denominação de "Vila de São José do Paraíba" para São José dos Campos. Pela Lei provincial n° 46, de 6 de abril de 1872, foi criada a Comarca de São José dos Campos. A partir de 1871, o município passou por duas fases distintas: o desenvolvimento agrícola — com forte preponderância da cultura do café — e a criação da estância climática, consequência natural de seus bons ares. Nesta época, há o desenvolvimento da cultura cafeeira no Vale do Paraíba Paulista que começa a ter alguma expressão a partir de 1870, já contando, inclusive com a participação de São José. No entanto, foi no ano de 1886, já contando com o apoio de uma estrada de ferro ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, a Estrada de Ferro D. Pedro II, que mais tarde foi chamada de Estrada de Ferro Central do Brasil, inaugurada em 1877, que a produção cafeeira joseense teve seu auge, mesmo num momento em que já acontecia a decadência dessa cultura na região, conseguindo ainda algum destaque até por volta de 1930. A antiga estação de trem ficava na confluência da Rua Euclides Miragaia com a Avenida João Guilhermino, sendo transferida, na década de 1920, para a sua localização atual.

Século XX

Na década de 1910, surge a primeira ponte sobre o rio Paraíba, uma ponte metálica de 80 metros de comprimento, ligando o centro da cidade e o Bairro de Santana à zona norte do município e a Minas Gerais. Esta ponte foi elogiada como moderna, em 1917, no "Primeiro Congresso Paulista de Estradas de Rodagem", que teve suas atas publicadas em livro homônimo. A inauguração da primeira rodovia que atravessava o Vale do Paraíba deu novo impulso econômico à região. A Estrada São Paulo-Rio, que ligou São Paulo a Bananal, em 1924, construída pelo presidente do estado de São Paulo Dr. Washington Luís, que, em 1928, já como presidente da república, concluiu a rodovia até a cidade do Rio de Janeiro. Essa estrada ainda existe, no trecho paulista, com diversas denominações como SP-62, SP-64, SP-66 e SP-68 e é conhecida como "Estrada Velha". Na sua mensagem ao Congresso do Estado de São Paulo, em 1922, o Dr. Washington Luís mostra como melhorou os transportes no Vale do Paraíba devido à sua prioridade "Governar é Abrir Estradas". As primeiras obras rodoviárias de seu governo, (1920-1924), foram no Vale do Paraíba:

Século XXI

Em janeiro de 2012, foi criada, pela Lei Complementar nº 1.166, de 9 de janeiro de 2012, a "Região Metropolitana do Vale do Paraíba" e o Decreto n° 59.229 de 24 de maio de 2013 instituiu o "Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte" - FUNDOVALE, o que deu novo impulso à região. A população é formada por pessoas que vieram de várias partes do país, como Sul de Minas, cidades como Soledade de Minas, Caxambu, Itanhandu, Camanducaia, entre outras; e várias outras regiões, sendo também um polo de atração intra-regional dentro do Vale do Paraíba e do próprio estado de São Paulo, atraindo pessoas das cidades vizinhas e de outras regiões administrativas, como Campinas e a Grande São Paulo.

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Geografia

A área do município, segundo dados da Prefeitura Municipal da cidade, é de 1099,409 km², sendo que 353,9 km² constituem a zona urbana e os 745,7 km² restantes constituem a zona rural. Situa-se a 23º10′44” de latitude sul e 45º53′13” de longitude oeste e está a uma distância de 94 quilômetros a nordeste da capital paulista. Limita-se com Camanducaia e Sapucaí-Mirim, no estado de Minas Gerais, a norte; Jacareí e Jambeiro, a sul; Monteiro Lobato e Caçapava, a leste e Igaratá e Joanópolis a oeste.

Relevo

No relevo de São José dos Campos apresenta-se predominância de áreas com colinas, que são mais acentuadas a norte, cujas alturas variam de 660 a 975 metros; os chamados mares de morros. Onde está a parte urbana da cidade essas colinas se transformam em terraços tabulares. As serras do Planalto Atlântico, cujas altitudes atingem 800 metros, assim como as regiões alpinas, são compostas por morros, serras e picos que têm altitudes que variam de 619 a 2.082 metros, sendo esta a altura máxima do Pico do Selado, localizado no distrito de São Francisco Xavier, figurando entre os 32 pontos mais altos do país. A altitude mínima é de 540 metros, atingida na planície aluvial do Rio Paraíba do Sul, na divisa com o município de Caçapava. A área do município situa-se no planalto atlântico e inclui-se em subdivisões naturais (denominadas zonas), determinadas por feições morfológicas distintas: Serra da Mantiqueira, Médio Vale do Paraíba, Serra do Jambeiro e Planalto de Paraitinga.

Hidrografia

A bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, bacia que São José dos Campos e região estão localizadas, estende-se por uma área de 55400 km², abrangendo o nordeste do estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e leste do Rio de Janeiro, sendo um dos principais do Brasil. Ele corta transversalmente o território do município, sendo que na margem esquerda há afluentes com maior volume de água (tais como o Rio Jaguari e o Rio Buquira), enquanto que à esquerda estão os afluentes que abastecem a zona urbana municipal (como os rios Comprido, Pararangaba e Alambari). No Rio Jaguari há ainda a Usina Hidrelétrica Jaguari, cujo reservatório tem 56 km² de extensão, tendo função de permitir a vazão do Rio Paraíba do Sul.

Meio ambiente

Em 1860, o terreno em que se localiza a vila de São José dos Campos era ocupada por uma vasta área de brejos ou banhados, onde afirmavam existir muitos jacarés. Nas partes onde o solo é mais sólido e compacto, os animais gostavam de pastar. Ali também havia grande número de lagoas, onde era possível pescar, bem como nos rios Paraíba, Buquira, Jaguari e outros. A vegetação original e predominante no município é a mata atlântica, sendo que a vegetação nativa remanescente está mais presente nas encostas da Serra da Mantiqueira, principalmente no distrito São Francisco Xavier, e às margens do Rio Paraíba do Sul e dos principais afluentes, nas denominadas matas ciliares. Em alguns pontos mais isolados, principalmente a sul do território municipal, também há presença de cerrado. Fora das áreas onde o predomínio é de matas remanescente e ciliar, as principais áreas verdes estão nos parques municipais e reservas ecológicas.

Clima

O clima de São José dos Campos é tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 19,3 °C, tendo invernos secos e amenos (raramente frios de forma demasiada) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, possui temperatura média de 22,4 °C, e o mais frio, julho, de 15,6 °C. Outono e primavera são estações de transição. A precipitação média anual é de 1 155 milímetros (mm), sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 26,6 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 202,1 mm. Durante a estação seca, os níveis de umidade do ar ficam relativamente baixos e chegando a níveis muito críticos, tal como na tarde de 25 de agosto de 2014, quando o índice chegou a apenas 12%, muito abaixo do ideal estabelecido pela Organização Mundial da Saúde, que é de 60%.

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Demografia

No censo demográfico de 2022 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município era de 697 428 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 634,37 hab./km². Segundo o Censo brasileiro de 2010, 307 394 habitantes eram homens e 320 150 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 615 610 habitantes viviam na zona urbana e 11 934 na zona rural. Segundo estatísticas divulgadas em 2021, a população municipal era de 737 310 habitantes. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de São José dos Campos é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor em 2010 era de 0,807, sendo o 12º maior de todo o estado de São Paulo (em 645 municípios); o 13 de toda Região Sudeste do Brasil (em 1666) e o 24° de todo Brasil (entre 5507). A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e acima com os da média nacional segundo o PNUD.

Composição étnica

Em 2010, segundo dados do Censo IBGE daquele ano, a população joseense era composta por 456 322 brancos (72,61%); 130 439 pardos (21,4%); 28 102 pretos (4,48%); 9 034 amarelos (1,44%); 473 indígenas (0,08%); além dos 11 sem declaração. Já em 2022 a população do município era composta por 462.603 brancos (66,37%), 181.647 pardos (26,06%), 43.136 pretos (6,19%), 9.008 amarelos (1,29%) e 629 indígenas (0,09%). No ano de 2010 havia 2 228 migrantes que vieram de outras partes do estado de São Paulo e do Brasil, de acordo com o IBGE. Os Núcleos Coloniais com imigrantes oriundos de outras partes do mundo foram estabelecidos no final do século XIX e início do século XX, com foco na política de incentivo à imigração de europeus para o Brasil. Serviam como importante mão-de-obra para a agricultura e produção de alimentos na região, que estavam em constante desenvolvimento, abastecendo os mercados locais.

Região metropolitana

O intenso processo de conurbação atualmente em curso na região vem criando uma metrópole cujo centro está em São José dos Campos, atingindo vários municípios, como Taubaté, Aparecida, Caçapava, Guaratinguetá, Caraguatatuba, Campos do Jordão, Pindamonhangaba e Jacareí. A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale) foi criada pela lei complementar estadual 1166, de 9 de janeiro de 2012. É constituída por 39 municípios, sendo em 2015, a 12ª maior aglomeração urbana do Brasil, com 2 453 387 habitantes. A Região Metropolitana faz parte do chamado Complexo Metropolitano Expandido, que ultrapassa os 30 milhões de habitantes, mais de 75% da população do estado paulista inteiro. Há estudos que afirmam a existência de uma megalópole no eixo localizado entre as regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, interligadas especialmente pela Via Dutra, que abrange ainda a região do Vale do Paraíba, onde São José dos Campos está situada.

Habitação e desigualdade

No ano de 2010, segundo o IBGE, a cidade tinha 189 503 domicílios particulares permanentes, sendo 151 863 casas, 33 343 apartamentos, 3 715 casas de vilas ou em condomínios e 582 cômodos ou cortiços. Dos 189 503 domicílios totais, 132 627 eram imóveis próprios, sendo 111 015 próprios já quitados, 21 612 em aquisição e 42 487 alugados; 12 617 imóveis foram cedidos, sendo 2 259 por empregador e 10 358 cedidos de outra maneira. 1 772 foram ocupados de outra forma. Grande parte do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Naquele ano, 97,09% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 99,66% das moradias possuíam coleta de lixo e 91,13% das residências possuíam esgotamento sanitário.

Religião

Tal qual a variedade cultural verificável em São José dos Campos, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos joseenses é católica — é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, mórmon e cultos afro-brasileiros. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população joseense está composta por: católicos (67,10%), protestantes (22,67%), pessoas sem religião (4,60%), espíritas (2,24%) e outros (3,19%).

Segurança pública e criminalidade

Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é presente em São José dos Campos. Em 2009, o índice de suicídios para cada 100 mil habitantes foi de 1,6, sendo o 297° a nível estadual e o 2258° a nível nacional. Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 20,2 para cada 100 mil habitantes, ficando no 146° a nível estadual e no 1075° lugar a nível nacional. O Conselho Municipal de Segurança (CMS) de São José dos Campos, que foi criado pela Lei Municipal 4.269, de 11 de setembro de 1992 e reestruturado em 2009, tem a função de propor medidas e atividades que visem a segurança municipal, sendo formado por representantes (titulares e suplentes) de 16 entidades. Fazem parte diversos outros órgãos públicos, tais como a Polícia Militar (com seu 1º Batalhão e 46º Batalhão), a Polícia Civil, a Guarda Civil Municipal, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), os presidentes e vice-presidentes dos conselho comunitário de segurança (CONSEG), o Conselho Tutelar e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Por força da Constituição Federal do Brasil, São José dos Campos possui também uma Guarda Municipal, responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações públicas do município.

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Governo

Política

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo. O prefeito municipal é Anderson Farias, do PSD. Farias assumiu a prefeitura após a renúncia do então prefeito Felicio Ramuth para concorrer ao governo do estado de São Paulo. Ramuth havia sido eleito no pleito de 2016 com 219 511 votos (62,22% dos eleitores), derrotando Carlinhos Almeida (PT), eleito em 2012, e que buscava a reeleição. O Poder legislativo é constituído pela câmara, composta por 21 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição) e está composta por cinco cadeiras do PSDB; duas cadeiras do SD; uma cadeira do PSD; uma cadeira do PMDB; uma cadeira do PSC; duas cadeiras do PRB; três cadeiras do PT; uma cadeira do PR; duas cadeiras do PTB; uma cadeira do PV; uma cadeira do PPS e uma cadeira do PRP. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Subdivisões

O município é composto por três distritos: São José dos Campos (Sede), Eugênio de Melo e São Francisco Xavier. De acordo com o IBGE, o distrito sede possuía, em 2000, 468 325 habitantes. Eugênio Melo contava com 68 121 pessoas, sendo que 34 529 eram homens e 33 592 mulheres, estando na Zona Leste da cidade, em uma área com grande predomínio de indústrias. São Francisco Xavier contava com 2 867 habitantes (1 497 homens e 1 370 mulheres, sendo que foi fundado em 1892 e está a norte do território municipal, a 59 km da Sede. O destaque no lugar é a Área de Preservação Ambiental (APA), onde estão diversos atrativos naturais, como montanhas, rios, cachoeiras e a fauna e flora típicas da mata atlântica.

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Economia

Em 1860, pela falta de braços produtivos, São José dos Campos exportava apenas 100.000 arrobas de café. O Produto Interno Bruto (PIB) de São José dos Campos é o maior da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, o nono maior do estado de São Paulo e o 23 de todo o país. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2023, o PIB do município era de R$ 61 394 524,128 mil, R$ 4 998 656,06 mil foram os impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita foi de R$ 88 077,14. Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de renda era de 0,807, sendo que o do Brasil naquele ano era de 0,723. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, 20 997 unidades locais e 20 262 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes. 212 834 trabalhadores eram classificados como pessoal ocupado total e 185 922 categorizavam-se em pessoal ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 5 116 976 mil. reais e o salário médio mensal de todo município era de 4,7 salários mínimos. Em 2013, a prestação de serviços foi o principal setor, rendendo 13 209 303 mil reais ao PIB municipal. 48,21% das atividades econômicas de São José dos Campos eram oriundos deste setor.

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Estrutura urbana

Saúde

Em 2009, o município possuía 289 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 59 deles públicos e 230 privados. Neles a cidade possuía 1 419 leitos para internação, sendo que 387 estão nos públicos e os 1 032 restantes estão nos privados. Em 2011 97,9% das crianças menores de um ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. Em 2010 o índice de mortalidade infantil era de 8,3 a cada mil crianças menores de um ano de idade, sendo que 99,9% do total de nascidos vivos tiveram seus partos assistidos por profissionais qualificados de saúde. Neste mesmo ano 12,9% do total de mulheres grávidas eram de meninas que tinham menos de 20 anos.

Educação

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de São José dos Campos era, no ano de 2009, de 5,2; valor acima ao das escolas municipais e estaduais de todo o Brasil, que é de 4,0. O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,933 (classificado como muito elevado), enquanto o do Brasil é 0,849. O município contava, em 2009, com aproximadamente 87 484 matrículas nas redes públicas e particulares. Segundo o IBGE, naquele mesmo ano, das 176 escolas do ensino fundamental, 81 pertenciam à rede pública municipal, 39 à rede pública estadual e 56 eram escolas particulares. Dentre as 75 instituições de ensino médio, 46 pertenciam à rede pública estadual e 29 às redes particulares.

Ciência e tecnologia

Como polo de indústrias aeroespaciais, de telecomunicações e automotivas, o município atrai grande contingente de visitantes com interesse voltado para a tecnologia que se desenvolve, tais como o Instituto de Pesquisa & Desenvolvimento (IPDM), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), sendo que dentro deste estão incluídos o Instituto de Estudos Avançados (IEAV), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Instituto de Fomento Industrial (IFI) e o Centro de Computaçao da Aeronáutica de São José dos Campos (CCASJ). A cidade ainda conta com seus parques tecnológicos, onde concentram-se várias instâncias oficiais que também se dedicam ao fomento do setor da tecnologia e da ciência. O Parque Tecnológico Univap conta com a parceria de empresas nas áreas de Aeronáutica, Espaço e Projetos de Engenharia; Saúde, Biotecnologia e Produtos Médico-Hospitalares; Tecnologia da Informação e Desenvolvimento de Software; Geo-processamento e Sensoriamento Remoto Satélite e Radar; Serviços de Apoio. O Parque Tecnológico de São José dos Campos possui centros de desenvolvimento tecnológicos nas áreas de energia aeronáutica, saúde, e recursos hídricos e saneamento ambiental; e possui um centro empresarial com empresas atuantes nos setores de tecnologia da informação e comunicação, instrumentação eletrônica, geoprocessamento, aeronáutica, e biomedicina.

Serviços e comunicação

O primeiro sistema de abastecimento de água de São José dos Campos foi inaugurado em 1909, captando as águas do manancial da Boa Vista para a Região Central, porém as águas que eram extraídas do manancial foram avaliadas como impróprias para uso humano. Entre o final da década de 1930 e começo da década de 40 começaram a ser usadas as águas do Rio Paraíba do Sul e de seus afluentes, sendo que até hoje estes são os rios que abastecem à zona urbana municipal. Atualmente o serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A Sabesp ainda responsabiliza-se pela coleta de esgoto, cujos detritos são levados para as seis estações de tratamento de esgoto (ETE) existentes, sendo que após passar por ela as águas coletadas são encaminhadas ao Rio Paraíba do Sul. Em 2010 havia 138 443 ligações de esgotos ativas existentes através de cerca de 743 km de redes com 64 estações elevatórias.

Transportes

A Secretaria de Transportes é responsável pelo controle e manutenção do trânsito do município, desde a fiscalização das vias públicas e comportamento de motoristas e pedestres até a elaboração de projetos de engenharia de tráfego, pavimentação, construção de obras viárias e gerenciamento de serviços tais como os de táxis, alternativos, ônibus, fretados e escolares. O aeroporto do município é o Aeroporto de São José dos Campos/Professor Urbano Ernesto Stumpf, utilizado para voos comerciais civis, para uso militar e pela Embraer, servindo para atender ao grande número de indústrias da região do Cone-Leste Paulista e aos turistas do Vale do Paraíba, da Serra da Mantiqueira, de Aparecida e ainda do litoral paulista. Contava, em 2012, com serviço de táxi, locadora de veículos e telefones públicos, com operações da Azul na época, para Porto Alegre, com escala em Curitiba e Brasília, com escala em Belo Horizonte-Confins. A extinta TRIP atuava no aeroporto desde 2008, operando para o Rio de Janeiro e Varginha, com conexão para Belo Horizonte. Em maio daquele ano, a TRIP formou com a Azul a holding Azul TRIP S.A. Tramitava-se também em 2012, a construção de um novo aeroporto na cidade. Atualmente há rota apenas para o aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro, operado pela Azul.

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Cultura

A responsável pelo setor cultural de São José dos Campos é a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Até 1985, a política cultural do município era gerida pelo Departamento Municipal de Cultura, porém em novembro daquele ano, devido à grande movimentação da sociedade em prol de uma instituição cultural com maior autonomia, foi aprovada a lei municipal nº 3.050, autorizando a criação da fundação, o que ocorreu oficialmente em março de 1986. A Secretaria de Esportes e Lazer também é responsável por outras áreas (mais específicas) da cultura joseense, tais como atividades de lazer e práticas desportivas.

Artes cênicas

A cidade conta com vários espaços dedicados à realização de eventos culturais das áreas teatral e musical. O Teatro Municipal de São José dos Campos foi inaugurado em 1978, então como um cinema, sendo transformado em teatro em 31 de julho de 1989 e reinaugurado em 2001. Com capacidade para receber cerca de 500 pessoas, possui infraestrutura para eventos diversificados, como apresentações de dança, música, teatro e palestras. O Cine Santana foi criado no dia 12 de outubro de 1952 com uma capacidade de 800 espectadores, sendo inaugurado como cinema, porém com o surgimento das salas de cinema nos shoppings, além do crescimento da televisão e do início da comercialização de videocassetes, foi fechado no final da década de 1980. Em 1994 o prédio foi relocado pela Fundação Cultural e atualmente é usado como teatro para artes cênicas e dança. A FCCR criou ainda 12 "espaços culturais" espalhados em cada parte da cidade. Neles são realizados cursos e oficinas gratuitos à população, com atividades relacionadas ao artesanato, música, dança e culinária. Também destaca-se o Estúdio Nosso Som, projeto criado em 1999 onde pequenos músicos da cidade gravam seus CDs para demonstração, sendo que lá eles recebem a estrutura necessária.

Espaços culturais

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo é a responsável por reger os espaços públicos culturais de São José dos Campos, dentre eles os museus. O Museu de Arte Sacra foi inaugurado no dia 17 de dezembro de 2007 e possui um acervo religioso com mais de 50 peças, dentre imagens, objetos litúrgicos, oratórios, livros religiosos, bandeiras de procissão. O Museu do Folclore reúne acervos e exposições do folclore da região do Vale do Paraíba. Outro museu da cidade é o Memorial Aeroespacial Brasileiro, que foi criado por parceria entre a Associação Brasileira de Cultura Aeroespacial e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O local conta com aviões e foguetes em exposição na área externa. Próximo a um lago, um monumento foi erguido em homenagem aos pesquisadores mortos no acidente ocorrido no Centro de Lançamento de Alcântara, na maioria, funcionários do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA). Há, ainda, um galpão que expõe a história da instalação do ITA. O lugar ainda é usado para que empresas, tanto pequenas e médias quanto grandes, e instituições produtoras de tecnologia possam divulgar seus trabalhos, oferecendo também espaço para reuniões, convenções e eventos de ordem tecnológica.

Esportes

A cidade tem diversos clubes esportivos, dentre eles o Clube Luso-brasileiro, criado em 20 de abril de 1950, o Tênis Clube São José dos Campos (importante centro de basquete e de vôlei do interior paulista), a Associação Esportiva São José (entidade desportiva de ponta em natação; oferece ainda cursos de golfe em seu clube de campo, o Santa Rita) e o Thermas do Vale (que conta com um dos maiores parques aquáticos da região, além de haver espaço para prática de vários outros esportes). O Tênis Clube e a A.E. São José sediaram o 35º Banana Bowl, da International Tennis Federation Juniors Circuit, em 2005 e 2006. O principal estádio de futebol da cidade, o Estádio Martins Pereira, tem capacidade para receber 16 500 pessoas. O estádio está construído pela metade, uma vez que o anel superior, previsto no projeto original, nunca foi construído. O Martins Pereira é palco de jogos dos times profissionais da cidade, além de abrigar alguns torneios amadores, assim como eventos de grande público.

Feriados

Em São José dos Campos há quatro feriados municipais, oito feriados nacionais e seis pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia de São José, padroeiro da cidade (19 de março), a Sexta-Feira Santa, o dia de Corpus Christi, o aniversário da cidade (comemorado em 27 de julho) e o dia de Finados (2 de novembro). De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais de cunho religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.

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Fontes consultadas

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