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Forças Armadas do Brasil

Forças Armadas do Brasil (FA) são as forças militares brasileiras, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Força Aérea Brasileira. Conforme a Constituição Federal de 1988, "são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem". As FA estão subordinadas ao governo federal através do Ministério da Defesa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/07/2026
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História

Desde 1648 as Forças Armadas brasileiras têm sido invocadas a lutar em defesa da soberania brasileira e para suprimir rebeliões civis. Os militares brasileiros também intervieram por quatro vezes para derrubar o governo brasileiro através de um golpe de Estado. Abaixo uma lista de alguns dos acontecimentos históricos, incluindo golpes militares, dos quais as Forças Armadas do Brasil participaram: Segundo fontes internacionais, o Brasil já possui secretamente a tecnologia para a produção de uma bomba atômica. O ex-ministro Alberto Mendes Cardoso, ex-chefe da Casa Militar e do Gabinete de Segurança Institucional no governo de Fernando Henrique Cardoso, confirmou que o Brasil já domina o conhecimento e se quisesse, poderia dirigir a tecnologia à construção da bomba nuclear. A Marinha do Brasil, através de seu programa nuclear, e o Exército Brasileiro, através de seu Instituto Militar de Engenharia, já adquiriram tecnologia suficiente para que assim que o governo brasileiro desejar, construir a bomba atômica mais poderosa entre todas, a bomba atômica termonuclear.

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Organização

As Forças Armadas do Brasil são divididos em três ramos: Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira. A Polícia Militar do Brasil (polícia estadual) ao lado do Corpo de Bombeiros Militar são descritos como uma força auxiliar e de reserva do Exército. Todos os três ramos militares são parte do Ministério da Defesa. A Marinha do Brasil, que é considerada a força mais antiga, inclui o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil e a Aviação Naval Brasileira.

Marinha

A Marinha do Brasil é a força militar responsável pelas operações navais e para a guarda de águas territoriais brasileiras. É a mais antiga das forças armadas brasileiras, e a maior marinha da América Latina, A Marinha brasileira possui fragatas, corvetas, navios patrulha oceânicos e costeiros, navios tanque, de desembarque de tropas e de blindados, submarinos e muitas outras embarcações fluviais e costeiras, além de helicópteros e caças Skyhawk. A Marinha também possui um grupo de elite de forças especiais, especializado em retomar navios e instalações navais, o Grupamento de Mergulhadores de Combate, tal unidade é especialmente treinada para proteger as plataformas petrolíferas brasileiras ao longo de sua costa. A força também inclui o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil e a Aviação Naval. A Aviação Naval Brasileira é o componente aéreo da Marinha do Brasil, atualmente denominada Força Aeronaval. A estrutura aérea está subordinada ao Comando da Força Aeronaval, organização militar responsável por prover apoio aéreo operacional a partir das embarcações da Marinha do Brasil.

Exército

O Exército Brasileiro é responsável pelas operações militares em terra, com uma força de cerca de 235 mil soldados. O Exército Brasileiro lutou entre outras batalhas, em dois grandes conflitos internacionais, a Guerra do Paraguai e a Segunda Guerra Mundial. Após a declaração de independência brasileira de Portugal, em 1822, o Exército Brasileiro, derrotou o Exército Português, especialmente na Bahia, formando o Império brasileiro, cujo Imperador era Dom Pedro I. Entre 1865 a 1870, Brasil, Uruguai e Argentina (a "Tríplice Aliança") lutaram para se defenderem contra as agressões do Paraguai. Após 5 anos de guerra, a Aliança derrotou o Paraguai. Com contingente brasileiro formando em torno de 85% do exército aliado.

Força Aérea

A Força Aérea Brasileira é a responsável direta pela defesa aeroespacial do território brasileiro. Foi formada quando as unidades aéreas do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil foram unificadas em uma única força militar, inicialmente chamada "Força Aérea Nacional". As unidades unificadas transferiram seus equipamentos, instalações e pessoal para a nova força armada. A FAB é a maior força aérea na América Latina, com cerca de 700 aeronaves tripuladas em serviço, além de contar, em 23 de março de 2007, com um efetivo de 65 610 pessoas, além de um adicional civil de 7,5 mil pessoas contratadas pela força aérea. A Força Aérea brasileira é a maior força aérea da América Latina em contingente, número de aviões e poder de fogo.

Serviço militar obrigatório

Segundo a publicação CIA World Factbook de 2008, é requerido o serviço militar obrigatório no Brasil entre 19 e 45 anos e com duração do serviço de 9 a 12 meses. A idade para o serviço voluntário é entre 17 e 45 anos e uma percentagem crescente das tropas são de profissionais voluntários de "tempo de serviço". Os efetivos militares brasileiros, de acordo com os cálculos de 2005 são de 45 586 000 homens (com idades compreendidas entre os 19 e 49 anos) e 45 728 000 mulheres (com idades entre os 19 e 49 anos) disponíveis para o serviço militar, estes 33 119 000 homens (com idades compreendidas entre os 19 e 49 anos) e 38 079 000 mulheres com idades compreendidas entre os 19 e 49 anos de idade estão disponíveis para servir ao Exército. Uma análise realizada em 2005 indicava que 1 785 000 de pessoas do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 18 e 49 anos e 1 731 000 mulheres com idades compreendidas entre os 19 e 49 anos de idade, alcançam anualmente a idade para o serviço militar. Em 1999–2002, 38,2% do efetivo do Exército era composto de conscritos, 6,21% do da Marinha e 2,93% do da Força Aérea, para um total de 25,02% nas Forças Armadas como um todo.

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Investimentos

Em 18 de dezembro de 2008, o então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o Decreto n.º 6.703, aprovando a Estratégia Nacional de Defesa. O texto busca reafirmar a necessidade de se modernizar as forças armadas. O governo brasileiro lançou um pacote de medidas que, em cinco anos, garantiria investimentos no setor equivalentes a 2,5% do PIB brasileiro, um aumento de 75%. Para 2008, 5,6 bilhões de dólares estadunidenses (de um orçamento 24,4 bilhões de dólares estadunidenses) deverão ser investidos em novos equipamentos. O projeto de orçamento de 2009 previu 50,2 bilhões de reais para a Defesa. Destes, 10,9 bilhões de reais para investimentos no Exército, Marinha e Aeronáutica, essa última com uma previsão de 1,2 bilhões de reais destinados ao reaparelhamento. O governo brasileiro, através do Centro Técnico Aeroespacial e da Agência Espacial Brasileira investe em projetos que beneficiarão as três forças armadas brasileiras, os satélites geoestacionários brasileiros, houve um investimento em 2013 de 1,5 bilhão de reais no projeto e no seu principal satélite, além de beneficiar diversas áreas civis, o projeto beneficiaria as forças armadas, que passariam a ter mais tecnologia para comunicações seguras e para monitorar o vasto território brasileiro, e este seria um embrião, para futuramente abandonar o sistema GPS estadunidense e criar um próprio sistema de tecnologia nacional. O Brasil é um dos 15 países que mantêm programas espaciais no mundo e o único na América Latina com um programa nesses moldes.

Marinha

A Marinha do Brasil visando a necessidade de proteger a imensa costa marítima brasileira e as recentemente descobertas reservas de petróleo em águas brasileiras, lançou o programa de reaparelhamento da Marinha do Brasil, com início em 2006 e previsão de conclusão em 2025, e dividido em duas fases, a de maior prioridade entre 2006 e 2012, somente nesta primeira fase, a previsão de investimentos é da ordem de 5,8 bilhões de reais. A Marinha assinou contrato com a empresa francesa DCNS para a construção de cinco submarinos classe Scorpène, sendo um deles de propulsão nuclear, o Brasil já possui tecnologia para a construção de submarinos convencionais e para a construção de centrífugas nucleares para propulsão de submarinos nucleares, porém esta parceria com a França foi necessária porque o Brasil ainda não tinha expertise para a construção do casco de um submarino nuclear, estes novos submarinos que serão incorporados a Força de Submarinos, tem previsão da primeira unidade operando a partir de 2015, e serão armados com torpedos derivados do IF-21 Black Shark e mísseis SM-39 Exocet.

Exército

Está em andamento no Exército, o projeto do sistema Combatente Brasileiro do Futuro (COBRA), que visa equipar os soldados de infantaria do Exército Brasileiro, com sistemas de armas, comunicações, localização, e visão noturna, tudo integrado, o que permitiria que os militares do mesmo pelotão se comunicassem a distância, percebessem a presença do inimigo através de infravermelho, e várias outras funções, tudo integrado ao equipamento e armamento, este projeto vai se basear no sistema FELIN do Exército Francês. A Estratégia Braço Forte, também prevê a substituição dos fuzis utilizados pelo Exército, adotando-se um novo modelo de calibre 5,56 mm, sendo o moderno fuzil de assalto brasileiro Imbel MD97, o mais cogitado para a substituição, já que o fabricante é a empresa IMBEL, estatal administrada pelo próprio Exército Brasileiro. A previsão inicial seria a aquisição de duzentas mil unidades.

Força Aérea

O então ministro da defesa Nelson Jobim, coordenou uma licitação internacional de 4 a 7 bilhões de dólares estadunidenses, parte do Projeto FX-2, que só veio a ser finalizada em 2013 para a aquisição de 36 caças JAS 39 Gripen da empresa sueca SAAB; o governo brasileiro escolheu esta aeronave sobre o caça F/A-18E/F da estadunidense Boeing e o Dassault Rafale da francesa Dassault Aviation. Esta não foi uma simples licitação para compra de aeronaves, o governo brasileiro pretende também adquirir a tecnologia necessária para fabricar seus próprios caças, com isto, em caso de conflito, o Brasil não dependerá de importações de aeronaves caça para se defender, terá a tecnologia para fabricá-los no país. O caça sueco é o responsável por atender pelas necessidades da FAB pelos próximos 30 anos. As aeronaves devem começar a ser produzidas em 2019 e terminar em 2024.

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Fontes consultadas

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