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Michael Schumacher

Michael Schumacher (pronúncia alemã: ; é um ex-automobilista alemão, sete vezes campeão da Fórmula 1 e detentor de inúmeros recordes, incluindo voltas mais rápidas e maior número de campeonatos. Em 2002 tornou-se o único piloto na história da F1 a terminar entre os três primeiros em todas as corridas em um mesmo campeonato. É amplamente considerado por muitos especialistas um dos maiores pilotos de todos os tempos da Fórmula 1.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/10/2026
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Carreira

O início

Com apenas quatro anos, Schumacher ganhou seu primeiro kart, na pequena cidade de Kerpen, na Alemanha, onde seu pai administrava o kartódromo da cidade e onde o piloto começou a carreira. Apesar de sonhar em ser jogador de futebol, começou a competir com quatorze anos, iniciando sua carreira profissional aos vinte e dois anos. Venceu o campeonato júnior alemão em 1984 e o júnior europeu em 1987.

Fórmulas König, Ford e F3

Em 1987, Schumacher iniciou sua carreira em monopostos na Fórmula König. Nesta época, recebia investimento de dezesseis mil marcos alemães por corrida, de Jürgen Dilk. Acabou campeão da categoria. Em 1988, disputou a Fórmula Ford e foi vice-campeão. Passou para a Fórmula 3, tendo Willi Weber como seu novo empresário. Em 1989, terminou em terceiro no campeonato, e no ano seguinte conquista seu segundo título de categorias "de base".

Fórmula de protótipos e DTM

Após anos de competições, em 1990, Michael foi escolhido em um programa de formação de jovens pilotos promissores financiado pela Mercedes-Benz. Teve como companheiros o alemão Heinz-Harald Frentzen e o austríaco Karl Wendlinger. Terminou o campeonato em quinto. No final do ano, para aprimorar seu ritmo de corrida, a montadora decidiu dar-lhe um carro para o encerramento da temporada do DTM, em Hockenheim. Carro oficial, de fábrica, número 65. Mercedes-Benz 190 E 2.5/16 Evo 2, vencedor de cinco corridas no ano. Mesmo com o equipamento competitivo, Schumacher conseguiu só o 15º tempo nos treinos, quase 5s atrás do pole, Jelinski, da Audi. A corrida do jovem piloto durou apenas uma curva, mas uma curva que mudou a história daquela temporada. Michael bateu na traseira do BMW de Johnny Cecotto, líder do campeonato, que brigava pelo título com Hans Von Stuck. Com o abandono do venezuelano, Stuck venceu as duas provas, ficando com a taça. Schumacher, com o carro destruído, sequer pôde correr na segunda bateria. E o autódromo, lotado, sequer imaginava que aquele novato atrapalhado seria aclamado anos depois.

Participação na Fórmula 3000 Japonesa

Jochen Neerpash permitiu que Schumacher participasse, no verão no hemisfério norte de 1991, da Fórmula 3000 japonesa, a assim chamada Fórmula Nippon, pela Scuderia Suntory Team Le Mans, em um Ralt RT23 - Mugen MF308. Em Sugo, Schumacher fez uma boa corrida, chegando em segundo lugar, atrás do norte americano Ross Cheever.

Fórmula 1

Em 1991 o piloto belga Bertrand Gachot foi preso por envolvimento em um acidente de trânsito. A Mercedes Benz viu uma oportunidade e pagou 300 mil dólares à Jordan pela vaga que Schumacher assumiria no Grande Prêmio da Bélgica. Schumacher foi convidado a disputar a prova e em apenas uma corrida chamou a atenção de Flávio Briatore ao conquistar a sétima posição na classificação. Na largada, ele pula para a 4ª posição, mas um problema na embreagem fez com que o jovem alemão de 22 anos abandonasse a prova de forma prematura, mas o recado foi o suficiente. Briatore despediu o piloto brasileiro Roberto Pupo Moreno e contratou Schumacher, formando dupla com o tricampeão Nelson Piquet na Benetton a partir do Grande Prêmio da Itália e logo de cara, o alemão termina em 5º lugar e os primeiros 2 pontos na carreira.

O retorno a Fórmula 1

No dia 23 de dezembro de 2009, a Mercedes GP anunciou na Alemanha o retorno do heptacampeão, aos 41 anos, à Fórmula 1. Michael Schumacher tornou-se piloto da Mercedes, equipe que surgiu após a compra da vitoriosa Brawn, por três temporadas por sete milhões de euros. O veterano corre ao lado do compatriota Nico Rosberg. Michael Schumacher foi o piloto mais experiente do grid até 2012, sendo também o único que correu com os grandes do começo da década de 1990, como Ayrton Senna, Alain Prost, Nigel Mansell, Nelson Piquet entre outros. O piloto conseguiu corridas e recuperações históricas, mas não tinha a mesma performance de antes. Até 2012, seus melhores resultados eram quartos lugares. Ele subiu ao pódio pela 155ª e última vez no GP da Europa, numa corrida em que largou na 12ª posição e terminou em 3º lugar.

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Controvérsias

Durante sua longa carreira, Schumacher esteve envolvido em diversos incidentes, que causaram controvérsia. Schumacher tem sido condenado na mídia britânica por seu envolvimento em colisões que decidiram os títulos de 1994 e 1997. Os jornais alemães e italianos condenaram amplamente suas ações em 1997. O incidente de 1994 foi visto pela FIA como um incidente de corrida e não trouxe nenhuma sanção, mas o incidente de 1997 desclassificou Schumacher do campeonato.

Colisões que decidiram campeonatos

Indo para o Grande Prêmio da Austrália, a corrida final da temporada de 1994, Schumacher estava apenas 1 ponto na frente de Damon Hill no campeonato. Schumacher liderou a corrida desde o início, com Hill o acompanhando de perto. Na volta 35, Schumacher errou o traçado e saiu da pista, batendo numa parede com as rodas do lado direito. Não se sabia se o carro de Schumacher havia sido danificado, mas ele retornou para a pista em velocidade reduzida, ainda liderando a corrida. Na curva seguinte, quando Hill tentou ultrapassá-lo por dentro, enquanto Schumacher estava virando a curva, Schumacher jogou seu carro de forma proposital contra o carro de Hill e acabaram colidindo. O carro de Schumacher saiu da corrida. Hill foi ao pit imediatamente e retirou-se da corrida com danos irreparáveis. Como nenhum piloto pontuou, Schumacher levou o título.

Ordens de equipe

Historicamente, ordens de equipe sempre foram algo aceito na Fórmula 1. No entanto, durante o mandato de Schumacher na Benetton e Ferrari, a equipe muitas vezes empregava "ordens de equipe" como uma questão de rotina. Schumacher, em geral, era beneficiado, com exceção do final de 2 corridas de 1999, quando ele apoiou a busca pelo título do seu companheiro de equipe, Eddie Irvine. Isto não atraiu controvérsia significativa nos anos em que Schumacher estava claramente envolvido em uma batalha pelo título com pilotos de outras equipes, mas nos seus anos de dominância (2000-2004) viram muitos acusarem ele e a Ferrari de implantarem "ordens de equipe" de uma forma que minaram o desporto e prejudicaram sua credibilidade.

Outros incidentes

Em 1990, no GP de Macau de F3, Mika Hakkinen estava tentando uma ultrapassagem sobre Schumacher na última volta da 2ª bateria, e Michael deliberadamente desviou o carro para a direita numa manobra de defender a posição, fazendo com que Mika Hakkinen perdesse o controle e batesse no muro. Michael acabou ganhando a corrida e o confronto em Macau, já que Hakkinen ganhou a primeira bateria e não completou a segunda devido ao acidente. Em 1995, Schumacher e a Benetton foram publicamente determinados a não incorrer em tal controvérsia, mas tiveram um mau começo, quando Schumacher e David Coulthard, piloto da Williams, foram desclassificados por irregularidades no combustível. No recurso, os dois pilotos tiveram seus resultados e pontos reintegrados, mas ambas as equipes perderam os pontos no campeonato de construtores.

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Vida pessoal

Michael é o filho mais velho de Rolf e Elisabeth Schumacher. Nasceu em 3 de janeiro de 1969 na clínica Hürth-Hermülheim, localizada em Colônia, na Renânia do Norte-Vestfália. Seu irmão mais novo, Ralf Schumacher, também foi automobilista e correu na F1 de 1997 a 2007. Sua família era de classe média, Rolf era padeiro e chegou a atuar como zelador do kartódromo de Kerpen. Os pais de Michael se separaram em 1997, após ser revelado o envolvimento de Rolf com Barbara Stahl, mãe do então cartista Sebastian Stahl. Este, por sua vez, seguiu carreira automobilística, sendo tratado como irmão postiço por Michael e Ralf. Elisabeth faleceu em 2003, aos 55 anos, após sofrer uma queda em casa e ficar uma semana em coma. A morte dela foi confirmada duas horas antes da largada do GP de San Marino, que Michael venceu. Schumacher é casado com Corinna Betsch desde 1995. Antes de Michael, Corinna se relacionou com Heinz-Harald Frentzen, compatriota que era seu rival desde as categorias de base. O casal tem dois filhos: a hipista Gina-Maria Schumacher, nascida em 1997, e o também automobilista Mick Schumacher, nascido em 1999, que competiu na F1 entre 2021 e 2022. Em abril de 2025, sua filha Gina anunciou o nascimento de sua primeira neta, Millie.

Acidente de esqui

No dia 29 de dezembro de 2013, Schumacher envolveu-se num grave acidente enquanto esquiava na estação de Meribel nos Alpes Franceses. O ex-piloto bateu com a cabeça numa pedra e, mesmo estando de capacete, entrou em coma. Schumacher estava esquiando por uma área não delimitada entre duas pistas marcadas naquele momento. Foi atendido por dois patrulheiros e levado de helicóptero quinze minutos depois para o hospital local em Moûtiers e depois para Centre Hospitalier Universitaire de Grenoble, um hospital regional que se especializa no tratamento de lesões cerebrais. Lá foi verificado que o alemão, apesar de estar de capacete no momento do acidente, teve um traumatismo craniano grave, o que exigiu uma intervenção cirúrgica imediata.

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Estatísticas

Cronologia na Fórmula 1

↑1 Michael Schumacher perdeu o 2º lugar no campeonato pela sua condução antiesportiva com a intenção de tirar de forma deliberada o canadense Jacques Villeneuve na última prova, mas os pontos conquistados pelo alemão na temporada foram mantidos.

Resultados

(legenda) Corrida em negrito indica pole position e em itálico indica volta mais rápida. † Completou mais de 90% da distância da corrida

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Fontes consultadas

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