Futebolista
Futebolista ou jogador(a) de futebol é um(a) atleta profissional de futebol, cuja prática deste desporto é a sua fundamental função. Estes trabalhadores são contratados por clubes de futebol e, devido ao desgaste físico e mental provenientes do trabalho de atleta, suas carreiras são de curta duração. Tendo surgido como emprego apenas para homens, mais recentemente as mulheres também têm tido acesso à profissão de futebolista, na categoria denominada como futebol feminino.
Um jogador profissional precisa ter força para suportar colisões com seus adversários, resistência cardiorrespiratória, flexibilidade e muita coordenação motora. Em média, um futebolista dá 60 arrancadas por jogo, onde ele é capaz de correr 35 metros em 4,3 segundos, numa velocidade média de 29 km/h. Nos jogos, os batimentos cardíacos passam dos 60 batimentos por minuto quando em repouso, para 120 e pode chegar até 180 no auge da disputa. Além disso, os jogadores de futebol têm entre 10% e 13% de percentual de gordura corporal (A Organização Mundial da Saúde [OMS] recomenda que o percentual dos homens seja de 18%). Segundo um levantamento feito por Turíbio Leite de Barros Neto, fisiologista do São Paulo, os laterais e meias são mais exigidos em relação à resistência física, pois percorrem, em média, 12 quilômetros numa partida contra os 8 quilômetros de atacantes e zagueiros. Por outro lado, beques e candidatos a artilheiros dão quase 50% a mais de piques curtos, em que o fundamental é a força muscular, justamente a aptidão física perdida mais cedo pelo corpo humano.
Aprendizagem
A aprendizagem da prática do futebol é dada de forma amadora, ainda na infância ou adolescência. O local apropriado para a primeira prática é variado, podendo ser tanto em casa, quanto em quadras e campos, ou mesmo na rua e na praia. Pode tornar a figura de colega na aprendizagem os amigos, vizinhos, parentes etc. do jovem. Há também escolinhas de futebol, que através de professores e/ou orientadores, iniciam crianças neste esporte, dando oportunidade de realizar jogos e treinamentos para aprimorar os fundamentos e habilidades. Nesta época, o jovem ainda não possui definição sobre a sequência de uma eventual carreira profissional. Trata-se apenas de divertimento que, aos poucos, cria um elo de paixão pelo esporte. A prática precoce do futebol, bem como qualquer outro desporto, tem a função social de integrar grupos distintos e afastar os jovens da criminalidade.
Entrada em clube
A partir da pré-adolescência, já é possível ingressar nas divisões de base dos clubes profissionais. São realizados testes e, com a aprovação, há ingresso em uma determinada categoria de acordo com cada faixa etária. No Brasil, as categorias são divididas em fraldinha (7 a 9 anos), dente de leite (10 a 11 anos), pré-mirim (11 a 12 anos), mirim (12 a 13 anos), infantil (14 a 15 anos), infanto-juvenil (15 a 16 anos), juvenil (17 a 18 anos) e júnior (17 a 20 anos). Logo, os jogadores são moldados com treinamentos aprofundados, definições das posições que exercerão e participação em campeonatos contra outros clubes. Fortes são as cobranças por alto desempenho e resultado. A cada troca de categoria, alguns atletas são dispensados por insuficiência técnica, ou mesmo, pedem para deixar o clube, por não conseguirem conciliar a vida pessoal com a de jogador. Portanto, nem todos aqueles que ingressam nas divisões de base dos clubes de futebol alcançam o profissionalismo. Embora a última faixa etária nas divisões de base seja a de 20 anos, é comum que futebolistas mais novos já ingressem o plantel profissional de um clube ainda mais jovens.
Profissionalismo
O primeiro contrato profissional pode ser assinado, de acordo com as normas da Federação Internacional de Futebol (FIFA), aos 16 anos de idade. Sua duração máxima é de cinco anos e mínima, de três meses. Entretanto, o contrato é apenas um vínculo entre o futebolista e o clube, não garantido o acesso imediato ao elenco principal da equipe. O contrato, que deve ter cláusula penal para o precoce rompimento, qualifica ao clube os direitos federativos (“vínculo esportivo”, pela doutrina) para inscrever o futebolista nas competições oficiais e determinar, com o consentimento do contratado, seu destino profissional durante a vigência do mesmo. Há também os direitos econômicos, que dizem respeito à quantia equivalente em caso de negociação com valores pecuniários para algum outro clube. Normalmente, os clubes detêm o total dos direitos econômicos, muito embora seja comum serem negociadas futuras porcentagens para parceiros ou mesmo para o próprio futebolista.
Apenas onze futebolistas podem atuar ao mesmo por cada um dos dois times que estão em campo. Portanto, cada jogador tem sua própria função para com a equipe. Apenas um tem a premissa de tocar a bola com as mãos, o goleiro. Os outros dez jogadores são divididos nas áreas do campo conforme estabelecido no esquema tático, isto é, defesa, meio-campo e ataque. Na primeira possibilidade, o futebolista pode atuar como lateral, zagueiro ou líbero. No meio-campo, as posições são volante, ala e meia-armador. Os atacantes, centroavantes e pontas completam as possibilidades do time no ataque. Em caso de não escalação, o futebolista pode ser designado para ser suplente no banco de reservas. Pelas regras do futebol, até três atletas podem ser colocados em jogo durante a partida. O número máximo de futebolistas no banco de reservas é de sete, em partidas oficiais.
Como a maioria das profissões, os futebolistas também gozam de um sindicato para assistir a suas reivindicações. No Brasil, o primeiro sindicato dos jogadores de futebol foi criado em 30 de junho de 1939, no Rio de Janeiro. Já em Portugal, o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, constituído aos 23 de fevereiro de 1972, é órgão responsável por tal função. Fora do âmbito da luta sindical, a FIFPro é a principal organização em termos mundiais de apoio ao profissional do futebol. Criada em 1965, esta federação possui sede em Hoofddorp, nos Países Baixos, e conta, ao início de 2009, com 42 países-membros, nas principais nações praticantes do futebol, atuando no âmbito político, administrativo-organizacional e comercial, além de desenvolver congressos em diversas cidades.
Os agentes, empresários ou procuradores de jogadores são pessoas a quem os futebolistas outorgam poderes. Esses profissionais são incumbidos de propiciarem as negociações referentes aos atletas que, individualmente, representam. Tratam sobre contratos, salários, transferências de clube, premiações etc. A maioria recebe parcelas das negociações como fonte de subsistência.


