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Linux

Linux, também chamado de GNU/Linux, é uma família de sistemas operacionais que utilizam o núcleo Linux, desenvolvido pelo programador finlandês Linus Torvalds, inspirado no sistema operacional Minix. O seu código-fonte está disponível sob a licença GPLv2 para que qualquer pessoa o possa utilizar, estudar, modificar e distribuir livremente de acordo com os termos da licença. O Projeto GNU, a Free Software Foundation e a comunidade de software livre recomenda o termo "GNU/Linux", porque o projeto GNU forneceu a maioria das ferramentas, bibliotecas e utilitários essenciais que, combinados ao núcleo, permitiram a existência de um sistema operacional completo e funcional. Segundo essa perspectiva, afirmado pelo próprio Torvalds, o kernel é apenas um componente, embora vital, de um sistema muito maior idealizado por Richard Stallman, Assim, o termo GNU/Linux é defendido para dar o devido crédito ao trabalho de décadas do Projeto GNU na construção da base de software livre que torna o sistema utilizável para o usuário final.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Antecedentes

"O que queríamos preservar era não só um bom ambiente para fazer programação, mas sim um sistema em torno do qual um companheirismo poderia se formar. Por experiência, sabíamos que a essência da computação em comunidade da maneira proporcionada pelo acesso remoto e o compartilhamento de tempo de máquinas não é apenas para digitar programas em um terminal em vez de um fundador de papel, mas para encorajar a comunicação de perto". O sistema operacional Unix foi concebido e implementado em 1969 pela AT&T Bell Laboratories nos Estados Unidos por Ken Thompson, Dennis Ritchie, Douglas McIlroy, e Joe Ossanna. Lançado pela primeira vez em 1971, o Unix foi escrito inteiramente em linguagem assembly uma prática comum para a época. Mais tarde, em 1973, o sistema foi reescrito na linguagem de programação C por Dennis Ritchie. A disponibilidade de uma implementação do Unix feita em linguagem de alto nível tornou mais fácil a sua portabilidade para diferentes plataformas de computador. Na época, a maioria dos programas era escrita em cartões perfurados que tinham de ser inseridos em lotes em computadores mainframe.

Criação

O núcleo Linux foi, originalmente, escrito por Linus Torvalds do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki, Finlândia, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Usenet (uma espécie de sistema de listas de discussão existente desde os primórdios da Internet) Linus Torvalds começou o desenvolvimento do núcleo como um projeto particular, inspirado pelo seu interesse no Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum. Ele limitou-se a criar, nas suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("a better Minix than Minix"). E depois de algum tempo de trabalho no projecto, sozinho, enviou a seguinte mensagem para comp.os.minix:

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Principais carregadores de inicialização do Linux

SYSLINUX

O Projeto Syslinux é um conjunto de cinco carregadores de boot diferentes para inicializar distros Linux em computadores. Foi desenvolvido principalmente por H. Peter Anvin. O Projeto Syslinux consiste em uma junçao de cinco carregadores de inicialização diferentes: O projeto também inclui dois sistemas de menu separados e um ambiente de desenvolvimento para módulos adicionais. SYSLINUX foi originalmente destinado aos disquetes, live USBs e outros. ISOLINUX é destinado a live CDs e CDs de instalação do Linux. O SYSLINUX pode ser usado para iniciar várias distros a partir de um único lugar, como um pendrive.

GRUB

GNU GRUB (ou apenas GRUB) é um multicarregador de um sistema operacional (multi boot ou boot-loader) criado pelo projeto GNU. É utilizado, normalmente, quando se deseja que um computador tenha dual booting, ou seja, que o usuário possa escolher ao iniciar a máquina, um sistema operacional (SO) dentre dois ou mais sistemas instalados.

Systemd-boot

systemd-boot, anteriormente conhecido como gummiboot, é um gerenciador de boot gratuito e de código aberto. Ele foi criado quando o gummiboot foi fundido com o systemd e renomeado para "systemd-boot" em maio de 2015.

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Núcleo

O termo Linux refere-se ao núcleo (em inglês: "kernel") do sistema operativo que inicia e gerencia outros programas que fornecem o acesso aos recursos do sistema como os vários software livres de shells, compiladores, bibliotecas-padrão e os comandos que fazem parte do Projeto GNU. O Projeto GNU, por sua vez, foi criado pela Free Software Foudation com o intuito de criar um sistema operacional completo, totalmente livre e compatível com o Unix. O principal compilador do Linux C, gcc, é um pedaço do projeto GNU.

Arquitetura

O Linux é um núcleo monolítico: as funções do núcleo (escalonamento de processos, gerenciamento de memória, operações de entrada/saída, acesso ao sistema de arquivos) são executadas no espaço de núcleo. Uma característica do núcleo Linux é que algumas das funções (drivers de dispositivos, suporte à rede, sistema de arquivos, por exemplo) podem ser compiladas e executadas como módulos (em inglês: LKM - loadable kernel modules), que são bibliotecas compiladas separadamente da parte principal do núcleo e podem ser carregadas e descarregadas após o núcleo estar em execução.

Portabilidade

Embora Linus Torvalds não tivesse como objetivo inicial tornar o Linux um sistema portátil, ele evoluiu nessa direção. Linux é hoje um dos núcleos de sistemas operativos mais portáteis, correndo em sistemas desde o iPaq (um computador portátil) até o IBM S/390 (um denso e altamente custoso mainframe). Os esforços de Linus foram também dirigidos a um diferente tipo de portabilidade. Portabilidade, de acordo com Linus, era a habilidade de facilmente compilar aplicações de uma variedade de código fonte no seu sistema; consequentemente, o Linux originalmente tornou-se popular em parte devido ao esforço para que os códigos-fonte GPL ou outros favoritos de todos corressem em Linux.

Termos de licenciamento

Inicialmente, Torvalds lançou o Linux sob uma licença de software própria que proibia qualquer uso comercial. Isso foi mudado, um ano depois, para a GNU General Public License. Essa licença permite a distribuição e até a venda de versões até mesmo modificadas do Linux, mas requer que todas as cópias sejam lançadas dentro da mesma licença e acompanhadas de acesso ao código fonte. Apesar de alguns dos programadores que contribuem para o núcleo permitirem que o seu código seja licenciado com GPL versão 2 ou posterior, grande parte do código (incluído as contribuições de Torvalds) menciona apenas a GPL versão 2. Isto faz com que o núcleo como um todo esteja sob a versão 2 exclusivamente.

Sistemas de arquivos suportados

O Linux possui suporte de leitura e escrita a vários sistema de arquivos, de diversos sistemas operacionais, além de alguns sistemas nativos. Por isso, quando o Linux é instalado em dual boot com outros sistemas (Windows, por exemplo) ou mesmo funcionando como Live CD, ele poderá ler e escrever nas partições formatadas em FAT e NTFS. É por isso que os Live CDs Linux são muito utilizados na manutenção e recuperação de outros sistemas operacionais. Entre os sistemas de ficheiros suportados pelo Linux, podemos citar UFS, FAT, exFAT, NTFS, JFS, XFS, HPFS, Minix, ZFS, UDF (sistema de ficheiros usado em DVD-ROMs e BD-ROMs) e ISO 9660 (sistema de ficheiros usado em CD-ROMs), este último também com as extensões RRIP (IEEE P1282) e ZISOFS. Alguns sistemas de ficheiros nativos são, entre outros, Btrfs, Ext2, Ext3, Ext4, F2FS, ReiserFS e Reiser4.[nota 2] Alguns sistemas de ficheiros com características especiais são SWAP, UnionFS, SquashFS, Tmpfs, Aufs e NFS, dentre outros.

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Sistema operacional

Logo que Linus Torvalds passou a disponibilizar o Linux, ou seja na sua versão 0.01, já havia suporte ao disco rígido, tela, teclado e portas seriais, o sistema de arquivos adotava o mesmo layout do Minix (embora não houvesse código do Minix no Linux), havia extensos trechos em assembly, e ela já era capaz de rodar o bash e o gcc. A linha guia quando implementei o Linux foi: fazê-lo funcionar rápido. Eu queria o núcleo simples, mas poderoso o suficiente para rodar a maioria dos aplicativos Unix.[nota 3] O próprio usuário deveria procurar os programas que dessem funcionalidade ao seu sistema, compilá-los e configurá-los. Talvez por isso, o Linux tenha carregado consigo a etiqueta de sistema operativo apenas para técnicos. Foi neste ambiente que surgiu a MCC Interim Linux, do Manchester Computer Centre, a primeira distribuição Linux, desenvolvida por Owen Le Blanc da Universidade de Manchester, capaz de ser instalada independentemente em um computador. Foi uma primeira tentativa de facilitar a instalação do Linux.

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Diretórios

Os scripts de shell, que são:os arquivos de textos, os comandos executáveis, entre outros arquivos comuns, são nomeados como arquivos regulares. Estes tipos de arquivos possuem dados que podem ser lidos ou executados por instruções. No entanto há também arquivos que não são regulares, como diretórios ou redirecionamentos com nomes. Eles contêm dados singulares ou possuem comportamentos especiais quando acessados. Os arquivos são organizados em diretórios ou listagens de arquivos.Cada diretório poderá conter um subdiretório, originando assim uma lista hierárquica. Os diretórios são organizados somente em uma árvore monolítica. O mais alto dos diretórios é chamado de diretório-raiz. Ele se difere em relação aos outros sistemas operacionais, que tem discos marcados separadamente. O Linux lida qualquer parte do disco como um subdiretório dentro dessa estrutura do principal diretório. Partindo do ponto de vista do usuário, é praticamente impossível afirmar em qual parte do disco é pertencido um respectivo diretório, pois aparentemente tudo pertence ao único disco.

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Distribuições

Atualmente, um Sistema Operacional (em Portugal Sistema Operativo) Linux ou GNU/Linux completo (uma "Lista de distribuições de Linux ou GNU/Linux") é uma coleção de software livre (e por vezes não-livre) criado por indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, incluindo o núcleo Linux. Companhias como a Red Hat, a SuSE, a Mandriva (união da Mandrake com a Conectiva) e a Canonical (desenvolvedora do Ubuntu Linux), bem como projetos de comunidades como o Debian ou o Gentoo, compilam o software e fornecem um sistema completo, pronto para instalação e uso. Patrick Volkerding também fornece uma distribuição Linux, o Slackware. As distribuições do Linux ou GNU/Linux começaram a receber uma popularidade limitada desde a segunda metade dos anos 90, como uma alternativa livre para os sistemas operacionais Microsoft Windows e Mac OS, principalmente por parte de pessoas acostumadas ao Unix na escola e no trabalho. O sistema tornou-se popular no mercado de Desktops e servidores, principalmente para a Web e servidores de bancos de dados.

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Código aberto e programas livres

Um programa, assim como toda obra produzida atualmente, seja ela literária, artística ou tecnológica, tem um autor. Os direitos sobre a ideia ou originalidade da obra do autor, que incluem distribuição, reprodução e uso, são regidos pela sua licença, no caso de um programa. Existem dois movimentos que regem o licenciamento de programas no mundo do software livre: os programas de código aberto e os programas livres. Os dois representados respectivamente pela OSI e pela FSF oferecem licenças para produção de software, sendo seus maiores representantes a licença BSD e a GPL. O Linux oferece muitos aplicativos de open source, contudo nem todos podem ser considerados programas livres, dependendo exclusivamente de sob qual licença estes programas são distribuídos. Os programas distribuídos sob tais licenças possuem as mais diversas funcionalidades, como desktops, escritório, edição de imagem e inclusive de outros sistemas operacionais.

Sobre o símbolo

O símbolo do software foi escolhido pelo seu criador (Linus Torvalds), que um dia estava em um zoológico na Austrália e foi surpreendido pela mordida de um pinguim. Fato curioso, discutido até hoje. Em 1996, muitos integrantes da lista de discussão "Linux-Kernel" estavam discutindo a criação de um logotipo ou de um mascote que representasse o Linux. Muitas das sugestões eram paródias ao logotipo de um sistema operacional concorrente e muito conhecido (Windows). Outros eram monstros ou animais agressivos. Linus Torvalds acabou entrando nesse debate ao afirmar em uma mensagem que gostava muito de pinguins. Isso foi o suficiente para dar fim à discussão.

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Escândalo dos programas de vigilância da NSA

As revelações da vigilância global exercida pela Agência de Segurança Nacional trouxeram à tona alegações de que Google, Yahoo!, Facebook e Microsoft estão entre as várias empresas intencionalmente cooperando com a NSA, oferecendo acesso aos seus sistemas via uma backdoor criada especialmente para atender aos interesses da agência. No caso de sistemas operacionais Linux, a NSA pediu ao criador do Linux, Linus Torvalds, para criar backdoors no GNU/Linux, através do qual eles poderiam acessar o sistema. A inclusão dos backdoors acabou não ocorrendo, devido ao modelo de desenvolvimento aberto do núcleo Linux. O fato dos sistemas GNU/Linux serem software livre permite que qualquer um realize auditoria sobre os códigos, dessa forma dificultando a inserção de backdoors.

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Fontes consultadas

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