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Polónia

Polónia (português europeu) ou Polônia (português brasileiro) ), oficialmente República da Polónia ), é um país da Europa Central que tem fronteiras comuns com a Alemanha a oeste; com a Chéquia e a Eslováquia ao sul; com a Ucrânia e a Bielorrússia a leste; com o Mar Báltico, o Oblast de Kaliningrado e a Lituânia ao norte. A área total da nação é 312 679 quilômetros quadrados, o que a torna o 69.º maior país do mundo e o 9.º maior da Europa. Com uma população de mais de 38,5 milhões de pessoas, a Polônia é o 34.º país mais populoso do mundo, o quinto membro mais populoso da União Europeia (UE) e o Estado pós-comunista mais populoso da UE. A Polônia é um Estado unitário dividido em 16 voivodias.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Etimologia

O nome polonês nativo para a Polônia é Polska. Acredita-se que o nome derive dos Polanos, uma tribo eslava ocidental que habitava a bacia do rio Warta, na região da atual Grande Polônia (séculos VI–VIII d.C.). O nome da tribo deriva do substantivo proto-eslavo polo que significa campo, que por sua vez se origina da palavra proto-indo-europeia *pleh₂- que indica planície. A etimologia alude à topografia da região e à paisagem plana da Grande Polônia. Durante a Idade Média, a forma latina Polonia era amplamente usada por toda a Europa. O nome arcaico alternativo do país é Lechia e sua sílaba raiz permanece em uso oficial em vários idiomas, notadamente húngaro, lituano e persa. O exônimo possivelmente deriva de Lech, um lendário governante dos lequitas, ou dos lendianos, uma tribo eslava ocidental que habitava a extremidade sudeste da Pequena Polônia. A origem do nome da tribo está na palavra polonesa antiga lęda (planície). Inicialmente, ambos os nomes Lechia e Polonia eram usados de forma intercambiável ao se referir à Polônia por cronistas durante a Idade Média.

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História

Pré-história

Os historiadores postularam que ao longo da Antiguidade Tardia diversos grupos étnicos povoaram a região atualmente conhecida como Polónia. A exata etnia e afiliação linguística destes grupos ainda é motivo de acalorados debates; a data e a rota tomada pelos colonizadores originais eslavos nestas regiões, em particular, desperta grande controvérsia. O mais famoso achado arqueológico da pré-história da Polónia é a colónia fortificada de Biskupin (reconstruída atualmente como um museu), que remonta à cultura lusaciana (uma etnia que habitava perto do Rio Neisse) da Idade do Ferro, por volta de 700 a.C.

Fundação, Idade do Ouro e Comunidade Polaco-Lituana

A Polónia foi fundada em meados do século X, pela dinastia Piast. O primeiro governante polaco historicamente verificado, Miecislau I, foi batizado em 966 e adotou então o catolicismo como religião oficial do seu país. No século XII, a Polónia fragmentou-se em diversos Estados menores, que foram posteriormente devastados pelos exércitos mongóis da Horda Dourada em 1241, 1259 e 1287. Em 1320, Ladislau I tornou-se rei de uma Polónia reunificada. Seu filho, Casimiro III da Polônia, é lembrado como um dos maiores reis polacos da história. A Peste Negra, que afetou grande parte da Europa de 1347 a 1351, não chegou à Polónia. Sob a dinastia Jaguelônica, a Polónia forjou uma aliança com seu vizinho, o Grão-Ducado da Lituânia. Começou então, após a União de Lublin, uma idade do ouro que se estendeu ao longo do século XVI e que deu origem à Comunidade Polaco-Lituana. A szlachta (nobreza) da Polónia, muito mais numerosa do que nos países da Europa Ocidental, orgulhava-se de suas liberdades e de seu sistema parlamentar. Durante este período próspero, a Polónia expandiu as suas fronteiras de modo a tornar-se o maior país da Europa.

Era das partilhas

Em meados do século XVII, uma invasão sueca (o chamado "Dilúvio") e a revolta cossaca de Chmielnicki, que devastaram o país, marcaram o final da idade do ouro. A gradual deterioração da Comunidade, que passou de potência europeia a uma situação de quase anarquia controlada pelos vizinhos, foi marcada por diversas guerras contra a Rússia e pela ineficiência governamental causada pelo Liberum Veto (segundo o qual cada um dos membros do parlamento tinha o direito de dissolvê-lo e de vetar projetos de lei). As tentativas de reformas foram frustradas pelas três partilhas da Polónia (1772, 1793 e 1795) que condenaram o país a desaparecer do mapa e seu território a ser dividido entre Rússia, Prússia e Áustria.

Reconstituição e Segunda Guerra Mundial

Durante a Primeira Guerra Mundial, os Aliados concordaram em restabelecer a Polónia, conforme o ponto 13 dos Catorze Pontos do presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson. Pouco depois do armistício alemão de novembro de 1918, a Polónia recuperou sua independência, numa fase histórica conhecida como "Segunda República Polaca". A independência foi reafirmada após uma série de conflitos, em especial a Guerra Polaco-Soviética (1919-1921), quando a Polónia infligiu uma derrota acachapante ao Exército Vermelho. O golpe de maio de 1926, por Józef Piłsudski, entregou as rédeas da república polaca ao movimento Sanacja (uma coalizão em busca da "limpeza moral" da política do país). Este movimento controlou a Polónia até a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, quando tropas nazis (em 1 de setembro) e soviéticas (em 17 de setembro) invadiram o país. Varsóvia capitulou em 28 de setembro. Conforme o Pacto Ribbentrop-Molotov, a Polónia foi partilhada em duas zonas, uma ocupada pela Alemanha e outra, a leste, ocupada pela União Soviética.

Período pós-guerra

Por insistência de Josef Stalin, a Conferência de Yalta sancionou a formação de um novo governo polonês provisório e pró-comunista em Moscou, que ignorou o governo polonês no exílio em Londres, um movimento que enfureceu muitos poloneses que consideraram isto uma traição por parte dos Aliados. Em 1944, Stalin havia feito garantias a Churchill e Roosevelt de que ele iria manter a soberania da Polônia e permitir eleições democráticas; no entanto, após alcançar a vitória em 1945, as autoridades soviéticas de ocupação organizaram uma eleição que constitui nada mais do que uma farsa e foi usada para reivindicar a "legitimidade" da hegemonia soviética sobre os assuntos poloneses. A União Soviética instituiu um novo governo comunista na Polônia, análogo a maior parte dos governos do resto do Bloco de Leste. Como em toda a Europa comunista a ocupação soviética da Polônia enfrentou uma resistência armada desde o seu início, que continuou na década de 1950. Apesar das objeções generalizadas, o novo governo polaco aceitou a anexação soviética das regiões orientais do pré-guerra da Polônia (em particular as cidades de Wilno e Lwów) e concordou com a guarnições permanentes de unidades do Exército Vermelho no território polonês. O alinhamento militar no âmbito do Pacto de Varsóvia durante a Guerra Fria surgiu como um resultado direto dessa mudança na cultura política polonesa e no cenário europeu veio a caracterizar a integração de pleno direito da Polônia na fraternidade das nações comunistas.

Era contemporânea

Um programa de terapia de choque, iniciado por Leszek Balcerowicz no início de 1990, permitiu ao país transformar sua economia planificada de estilo socialista em uma economia de mercado. Tal como acontece com todos os outros países do antigo "Império Soviético", a Polônia sofreu uma queda temporária em normas sociais e econômicas, mas tornou-se o primeiro país pós-comunista a atingir seus níveis de PIB pré-1989, que atingiram, em 1995, em grande parte graças a expansão da sua economia. Mais visivelmente, houve várias melhorias em direitos humanos, como liberdade de expressão, liberdade na internet (sem censura), liberdades civis (1ª classe) e direitos políticos (1ª classe), de acordo com a Freedom House. Em 1991, o país tornou-se membro do Grupo de Visegrád e juntou-se a aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 1999, juntamente com a República Checa e Hungria. Os poloneses votaram então para aderir à União Europeia em referendo em junho de 2003, sendo que o país se tornou um membro pleno em 1 de maio de 2004. A Polônia aderiu ao Espaço Schengen em 2007 e, como resultado, suas fronteiras com outros Estados-membros da União Europeia foram desmanteladas, permitindo total liberdade de circulação dentro da maior parte da Europa.

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Geografia

A paisagem da Polónia consiste quase inteiramente em terras baixas da planície da Europa do Norte, com uma altitude média de 173 metros, embora os Sudetos (incluindo o Karkonosze) e os Cárpatos (incluindo os montes Tatra, onde se encontra o ponto mais alto da Polónia, o Rysy, com 2 499 m de altitude) constituem a fronteira Sul. Vários grandes rios atravessam a planície, nomeadamente o Vístula (Wisła), o Oder (Odra), o Wadra, e o Bug Ocidental. A Polónia contém ainda mais de 9 300 lagos, especialmente no norte do país. A Masúria (Mazury) é a maior e mais visitada região lacustre da Polónia. Sobrevivem restos das antigas florestas: veja a lista de florestas na Polónia. A Polónia tem um clima temperado, com invernos frios, encobertos e moderadamente severos, com precipitação frequente, e verões suaves, com aguaceiros e trovoadas frequentes.

Geologia e topografia

A estrutura geológica da Polónia foi formada por uma colisão continental de Europa e África há mais de 60 milhões de anos, e de uma glaciação ocorrida na Europa no período quaternário, entre outros. Ambos os processos originaram os Sudetos e os Cárpatos. A paisagem Morena no norte da Polónia contém solos na maioria constituídos por areia ou marga, e os vales de rios da idade do gelo contém loess. O planalto de Cracow Częstochowa, a cadeia de montanhas "Pieniny", e a cadeia de montanhas "Tatras Ocidentais" consistem de calcário, e o Alto Tatras, os Montes Beskids, e os Montes Karkonosze são feitos de granito e basalto. Os montes Kraków-Częstochowa são uma das mais antigas cadeias de montanhas do mundo.

Hidrografia

Os maiores rios são o Vístula (em polonês/polaco: Wisła), (1 047 km ou 651 milhas); o Oder (em polonês/polaco: Odra)que forma parte da fronteira ocidental da Polónia, (854 km ou 531 milhas); seu afluente, o Warta, (808 km ou 502 milhas); e o Bug, um afluente do Vístula, (772 km). O Vístula e o Oder desaguam no Mar Báltico, com muitos deltas na Pomerania. O rio Łyna e Angrapa desaguam pelo Rio Pregolya para o Báltico, e o Rio Czarna Hańcza deságua no Báltico pelo Neman. Embora a grande maioria dos rios na Polónia desaguam no Mar Báltico, os cursos d'água polacos têm origem no Orava, que deságua passando pelo Rio Váh e pelo Danúbio para o Mar Negro.Os rios orientais têm origem em alguns riachos que desaguam no Rio Dniestre para o Mar Negro.

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Demografia

A Polônia, com 36,5 a 38,7 milhões habitantes, tem a oitava maior população na Europa e a quinta maior da União Europeia. Possui uma densidade populacional de 126 habitantes por quilômetro quadrado. Historicamente, o território polonês contém muitas línguas, culturas e religiões. O país tinha uma população judaica particularmente grande antes da Segunda Guerra Mundial, quando o regime da Alemanha nazista levou ao Holocausto. Estima-se que cerca de 3 milhões de judeus viviam na Polônia antes da guerra, sendo que apenas 300 mil deles sobreviveram ao conflito. O resultado da guerra, especialmente a mudança das fronteiras polonesas na área entre a Linha Curzon e a Linha Oder-Neisse, juntamente com a expulsão de minorias no pós-guerra, reduziu significativamente a diversidade étnica do país. Mais de 7 milhões de alemães fugiram ou foram expulsos do lado polaco da fronteira Oder-Neisse. Nos últimos anos, a população polonesa diminuiu devido ao aumento da emigração e ao acentuado declínio da taxa de natalidade. Desde a adesão da Polônia à União Europeia, um número significativo de poloneses emigrou, principalmente para Reino Unido, Alemanha e Irlanda em busca de melhores oportunidades de trabalho no exterior. Em abril de 2007, a população polaca no Reino Unido subiu para cerca de 300 mil pessoas e as estimativas colocam a população polaca na Irlanda em 65 mil indivíduos. Algumas fontes afirmam que o número de cidadãos poloneses que emigraram para o Reino Unido depois de 2004 pode chegar a 2 milhões.

Composição étnica e idiomas

De acordo com o censo de 2002, 36 983 700 pessoas, ou 96,74% da população, consideram-se poloneses, enquanto 471 500 (1,23%) declararam outra nacionalidade e 774 900 (2,03%) não declararam qualquer nacionalidade. As maiores nacionalidades e grupos étnicos minoritários na Polônia são silesianos (173 153 segundo o censo), alemães (152 897 segundo o censo, 92% dos quais vivem em Opole e Silésia), bielorrussos (c. 49 000), ucranianos (c. 30 000), lituanos, russos, ciganos, judeus, lemkos, eslovacos, tchecos e tártaros poloneses. Entre os cidadãos estrangeiros, os vietnamitas são o maior grupo étnico, seguido pelos gregos e armênios. A língua polonesa, que faz parte do ramo ocidental eslavo das línguas eslavas, é a língua oficial da Polônia. Até poucas décadas atrás, o russo era comumente aprendido como uma segunda língua, mas foi substituído pelo inglês e alemão como segundas línguas mais comuns estudadas e faladas.

Religião

Até a Segunda Guerra Mundial, a Polônia era uma sociedade religiosamente diversa, na qual grupos cristãos ortodoxos, protestantes, católicos romanos e judaicos substanciais coexistiam. Na Segunda República Polonesa, o catolicismo romano era a religião dominante, declarado por cerca de 65% dos cidadãos polacos, seguido de outras denominações cristãs e cerca de 3% de crentes no judaísmo. Como resultado do Holocausto e da expulsão de populações alemãs e ucranianas no período pós-guerra, a população polonesa tornou-se esmagadoramente católica romana. Em 2007, 88,4% da população pertencia à Igreja Católica. Embora as taxas de prática religiosa sejam mais baixas, em 52% ou 51% dos católicos poloneses, a Polônia continua a ser um dos países mais religiosos da Europa.

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Governo e política

A Polônia é uma democracia que adota o sistema parlamentarista de governo. O presidente é o chefe de Estado e o primeiro-ministro, chefe de governo. O governo compõe-se do conselho de ministros (gabinete). Incumbe ao presidente nomear o governo por proposta do primeiro-ministro, com base na maioria parlamentar (ou de coligação) da câmara baixa do parlamento (o Sejm). O presidente é eleito por voto direto a cada cinco anos. Os membros do Sejm são eleitos pelo menos a cada quatro anos por voto direto. O parlamento polaco constitui-se por duas câmaras: o senado, com cem cadeiras, e o Sejm, com 460 cadeiras. Este último é eleito por representação proporcional. Com excepção de partidos de minorias étnicas, apenas as agremiações que ultrapassem 5% dos votos nacionais podem ter deputados no Sejm. Quando em sessão conjunta, o senado e o Sejm formam a Assembleia Nacional (Zgromadzenie Narodowe), convocada quando o presidente assume o cargo, é indiciado pelo Tribunal de Estado ou é declarado incapaz devido a sua saúde.

Forças armadas

As forças armadas polacas são divididas em quatro subdivisões: Exército (Wojska Lądowe), Marinha (Marynarka Wojenna), Força Aérea (Siły Powietrzne) e as Forças especiais (Wojska Specjalne). A mais importante missão da Forças Armadas Polacas é defender a soberania do governo sobre o território e defender os interesses da Polónia no exterior. O objetivo das forças armadas é também ajudar as tropas da OTAN e na Defesa da Europa, seja na economia, seja nas instituições políticas, através da modernização e reorganização dos seus militares. A doutrina das Forças Armadas da Polónia tem a mesma natureza defensiva da de seus parceiros da OTAN. A Polónia passou a ter um papel cada vez mais relevante como uma potência de manutenção da paz, através de várias missões de paz com as forças das Nações Unidas.

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Subdivisões

As atuais dezesseis províncias da Polónia ("voivodias", polaco województwa, singular województwo) baseiam-se nas regiões históricas do país. As voivodias são governadas por "voivodas" (governadores) e seus órgãos legislativos chamam-se sejmiks. As voivodias subdividem-se em powiaty (singular powiat).

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Economia

A economia de alta renda da Polônia é considerada uma das mais saudáveis dos países pós-comunistas e é uma das que mais crescem dentro da UE. Por ter um mercado interno forte, baixo endividamento privado, moeda flexível e não ser dependente de um único setor de exportação, a economia polaca foi a única economia europeia que conseguiu evitar a recessão de 2008–2009. Desde a queda do governo comunista, a Polônia tem seguido uma política de liberalização da economia. É um exemplo do processo de transição de uma economia planificada para uma economia essencialmente baseada no mercado. Em 2009, o país apresentou o maior crescimento do PIB na União Europeia: 1,6%. O setor bancário polaco um dos maiores do mundo, com 32,3 agências bancárias para cada 100 mil adultos. Na agricultura, em 2018, o país era o maior produtor do mundo de triticale, um dos 10 maiores produtores mundiais de centeio, maçã, aveia, beterraba-sacarina, colza, batata, além de ter uma grande produção de cevada, trigo e milho. Na pecuária, em 2018, a Polônia foi o 10º maior produtor mundial de carne suína e está entre os 15 maiores produtores do mundo de leite de vaca e carne de frango, além de ter uma produção considerável de carne bovina, carne de peru e mel. As maiores exportações de produtos agropecuários processados do país, em 2019, foram: cigarro (embora o país produza pouco tabaco), chocolate (embora o país não produza cacau), comida industrializada, carne de frango, carne bovina, carne suína, massa, ração, açúcar, tabaco, queijo, wafers, bebidas em geral, café (embora o país não produza café), trigo, carne de peru, entre outros.

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Infraestrutura

Transportes

Posicionado na Europa Centro-Oriental e com uma parte leste e uma de fronteira nordeste que compreendem a fronteira terrestre mais longa do Espaço Schengen com o resto do Norte e do Centro da Europa, a Polônia tem sido e continua a ser um país-chave através do qual passam importações e exportações da União Europeia (UE). Desde que entrou para a UE em maio de 2004, a Polônia tem investido grandes quantias de dinheiro na modernização de suas redes de transporte. O país tem agora uma rede de vias expressas desenvolvimento composta por autoestradas como a A1, A2, A4, A18 e vias rápidas, como a S1, S3, S5, S7, S8. Além dessas estradas recém-construídas, muitas estradas locais e regionais estão sendo reformadas parte de um programa nacional para reconstruir todas as estradas polonesas.

Ciência e tecnologia

De acordo com a Frost & Sullivan's Country Industry Forecast, o país está se tornando um local interessante para investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Empresas multinacionais, tais como ABB, Delphi, GlaxoSmithKline, Google, Hewlett-Packard, IBM, Intel, LG Electronics, Microsoft, Motorola, Siemens e Samsung criaram centros de pesquisa e desenvolvimento na Polônia. Mais de 40 centros de pesquisa e desenvolvimento e 4 500 pesquisadores fazem do país o maior centro de pesquisa e desenvolvimento na Europa Central e Oriental. Empresas escolheram a Polônia por causa da disponibilidade da força de trabalho altamente qualificada, a presença de universidades, o apoio das autoridades e o maior mercado da Europa Central.

Educação

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), classificou sistema educacional polonês em 2012 como o 10º melhor do mundo, quando alcançou uma pontuação mais elevada do que a média da OCDE. A educação na Polônia começa na idade de cinco ou seis anos (com a idade particular escolhido pelos pais) para o jardim de infância e seis ou sete anos na primeira classe do ensino primário. É obrigatório que as crianças participem de um ano de educação formal antes de entrar na primeira classe, no mais tardar até 7 anos de idade. A punição corporal de crianças nas escolas é oficialmente proibida desde 1783 (antes das partições) e criminalizada desde 2010 (nas escolas, bem como em casa).

Saúde

O sistema de saúde polonês é baseado em um sistema de seguro total. O Estado subsidia o sistema, que está disponível para todos os cidadãos polacos. No entanto, não é obrigatório ser tratado em um hospital público, sendo que há uma série de complexos médicos privados em todo o país. Todos os prestadores de serviços médicos e hospitais no país são subordinados ao Ministério da Saúde, que fornece supervisão e fiscalização da medicina geral, além de ser responsável pela administração do cotidiano do sistema. Além desses papéis, o ministério também está encarregado da manutenção de normas de higiene e de cuidados do paciente. Em 2012, a indústria de cuidados de saúde polaca sofreu uma transformação. Os hospitais passaram a dar prioridade para reforma, quando necessária. Como resultado desse processo, muitos hospitais foram atualizados com o mais recente equipamento médico. Em 2013, a expectativa de vida média ao nascer era de 76,45 anos (72,53 anos homens/ 80,62 anos mulheres).

Energia

Em 2021, a Polônia tinha, em energia elétrica renovável instalada, 2 384 MW em energia hidroelétrica, 6 958 MW em energia eólica (17º maior do mundo), 6 257 MW em energia solar (20º maior do mundo), e 784 MW em biomassa.

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Cultura

A cultura da Polônia está intimamente ligada com a sua intrincada história de mais de mil anos. Seu caráter único desenvolvido como resultado da sua geografia, na confluência das culturas europeias. Com origens na cultura do proto-eslavos, ao longo do tempo a cultura polonesa foi profundamente influenciada por seus laços entrelaçadas com os mundos de germânicos, latinos e bizantinos, bem como no diálogo contínuo com os muitos outros grupos étnicos e minorias que vivem na Polônia. O povo polonês tem sido tradicionalmente visto como hospitaleiro para artistas do exterior e ansioso para seguir as tendências culturais e artísticas populares em outros países. Nos séculos XIX e XX, o foco polonês no avanço cultural muitas vezes tem precedência sobre a atividade política e econômica. Esses fatores contribuíram para a natureza versátil de arte polonesa, com todas as suas nuances complexas. A Polônia tem uma longa tradição de tolerância em relação às minorias, bem como a ausência de discriminação em razão da religião, nacionalidade ou raça. Antes da Segunda Guerra Mundial, as minorias étnicas eram uma proporção significativa da população polonesa. O país tem mantido um alto nível de igualdade de gênero, um movimento pelos direitos estabelecidos e promove a igualdade pacífica. A Polônia foi o primeiro país do mundo a proibir os castigos corporais em todas as suas formas.

Esportes

O futebol é o esporte mais popular do país, com uma rica história de competição internacional. Atletismo, basquetebol, voleibol, andebol, boxe, MMA, speedway, saltos de esqui, esqui cross-country, hóquei, tênis, esgrima, natação e levantamento de peso são outros esportes populares no país. A era de ouro do futebol na Polônia ocorreu na década de 1970 e continuou até o início dos anos 1980, quando a equipe nacional de futebol polonesa alcançou os melhores resultados em todas as competições da Copa do Mundo FIFA, ficando em terceiro lugar nas edições de 1974 e 1982. A equipe ganhou uma medalha de ouro no futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972 e também ganhou duas medalhas de prata em 1976 e 1992. A Polônia, juntamente com a Ucrânia, sediou o Campeonato Europeu de Futebol de 2012.

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Fontes consultadas

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