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Inundação

Uma inundação ou cheia, de modo geral, pode ser entendida como o resultado da concentração da água de chuva em excesso que não pode ser absorvida por solo já saturado e por outras formas de escoamento, por exemplo, em áreas impermeabilizadas urbanas, onde o fluxo de água segue rapidamente para as baixadas e rios, superando a capacidade de escoamento, causando transbordamentos das margens. Cheias e enchentes também podem ser provocadas por rompimento de barragens ou pela sua abertura ou extravasamento em períodos de fortes chuvas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Distinção entre enchentes e inundações

Em termos técnicos, existe uma distinção conceitual entre os termos "enchente" e "inundação": a diferença fundamental é que o primeiro termo refere-se a uma ocorrência natural, que normalmente não afeta diretamente a população, tendo em vista sua ciclicidade. Já as inundações são decorrentes de modificações no uso do solo e podem provocar danos de grandes proporções.

Enchente

Enchente é o transbordamento em cursos de água e canais devido a chuvas muito intensas. Em mares e oceanos, os alagamentos devidos a ressacas também são denominados de enchentes, como os já ocorridos nos Países Baixos. A ocorrência de enchentes é mais frequente em áreas mais ocupadas, quando os sistemas de drenagem passam a ter menor eficiência com o tempo se não forem recalculados ou devidamente adaptados tecnicamente. É comum o aumento das destruições devido sobretudo ao adensamento populacional de determinadas áreas sujeitas tradicionalmente a cheias cíclicas. Como todo fenômeno natural, pode-se sempre calcular o período de retorno ou tempo de recorrência de uma enchente recorrendo-se a métodos estatísticos comumente utilizados em hidrologia, como o método de Gumbel ou de Galton-Gibrat. Quando este transbordamento ocorre em regiões com baixa ou nenhuma ocupação humana, a própria natureza pode se encarregar de absorver os excessos de água gradativamente, gerando poucos danos ao ecossistema, mas podendo gerar danos à agricultura. Existem cheias artificiais provocadas por erros de operações de comportas de vertedouros de barragens ou por erros de projetos de obras hidráulicas como bueiros, pontes, diques, etc.

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A dinâmica das inundações

Várias áreas do conhecimento estudam os fenômenos das inundações, dentre as quais destacam-se a geomorfologia, a climatologia geográfica e a hidrologia, que normalmente são ensinadas nos cursos de engenharia hidráulica, engenharia sanitária, engenharia ambiental, geografia, entre outros. Existem vários tipos de inundações: a inundação fluvial, quando há uma grande precipitação, causando esta o transbordamento de rios e lagos, a inundação de origem marítima, que é causada por grandes ondas (ressacas), que invadem os polderes e as inundações artificiais, causadas por falhas humanas na operação de diques, comportas, rompimento de barragens, etc.

Coeficiente de torrencialidade

Há um cálculo simples que permite saber se uma bacia hidrográfica tem tendência para a ocorrência de enchentes. Isso é feito pela aplicação de uma fórmula, que fornece o coeficiente de torrencialidade dessa bacia. Esse cálculo consiste basicamente na multiplicação da densidade hidrográfica pela densidade de drenagem (Ct = Dh.Dd).

Controle e prevenção

A ocorrência de inundações tem-se tornado mais frequente a cada ano em vários locais de Portugal. Tal facto ocorre devido à acelerada (ocupação do solo) sem que sejam tomadas as devidas precauções que levem em conta riscos ambientais e tecnológicos. É imprescindível que se leve em conta planos de ação de prevenção contra essas catástrofes. Algumas obras podem ser realizadas para controle das inundações no meio urbano, tais como construção e manutenção de bueiros, diques, barragens de defesa contra inundações, valas, tanques de contenção (piscinões) ou ainda obras de revitalização de rios, muito utilizadas nos Países Baixos e na Alemanha. É necessário administrar toda a problemática gerada pela ocupação urbana desenfreada com medidas de controle do destino que é dado aos resíduos, que, obstruindo canais, impede que a água seja escoada com facilidade; assim como da ocupação do solo, levando-se em conta a capacidade da água de se escoar para os rios, que são os canais naturais de escoamento.

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