Itaú Cultural
O Instituto Itaú Cultural, concebido por Olavo Egydio Setúbal e criado em 23 de fevereiro de 1987, tem por objetivo o mapeamento de manifestações artísticas e incentivar a pesquisa e a produção artísticas e teóricas relacionadas aos mais diversos segmentos culturais.
Anos 1987-2019
Criado em 1987, com a inauguração do primeiro Centro de Informática e Cultura (CIC I), o Instituto Itaú Cultural passou a ser aberto ao público em 5 de outubro de 1989. Seu Banco de Dados Informatizado passa a ser disponibilizado aos visitantes, e o instituto torna-se a primeira instituição da América Latina a oferecer esse tipo de serviço. Em 1997 é lançada a primeira edição do Rumos, programa de fomento da produção artística em várias áreas como artes visuais, tecnologia, dança, entre outros e que se tornará o carro-chefe das ações do Instituto. Um ano depois, em 1998, a Instituição adota sua atual logomarca e a denominação Instituto Itaú Cultural.
Anos 2020-presente
Em 19 junho de 2021, Dia do Cinema Brasileiro, lançou o Itaú Cultural Play, seu próprio serviço de streaming gratuito. Na próxima fase do lançamento do streaming, ele será a integrado com o Itaú Cinema, e por último, as smart TVs, como Samsung, LG e Apple TV.
O espaço do Itaú Cultural foi reformulado em 2004 por Roberto Loeb, visando uma melhor circulação e acessos ao público, além de atribuir maior transparência ao espaço. Com cinco meses de obra, o projeto tinha como objetivo conquistar o público. Algumas das novidades foram o Ponto Digital, sala dedicada à arte cibernética; a reformulação de um único acesso para visitantes, no caso, pela Avenida Paulista; melhoria na capacidade e visibilidade do auditório; reforma nos restaurante e cozinha, visando atender melhor a demanda do público e entre outros. Em relação à reformas mais técnicas, houve profundas transformações na construção mais de 3 mil m² reformados. Ente eles, a construção de uma marquise metálica, com área de transição entre o espaço público da calçada e o museu; projeto de um novo logotipo para a fachada, que chamasse mais atenção do público e estabelecer uma nova identidade para o edifício; a construção da grande escada que atravessa os cinco andares, integrando todos os espaços; antigo estacionamento transformado em espaço expositivo e novas instalações sanitárias, elétricas e de ar-condicionado.
Principal programa do Itaú Cultural, o Rumos, foi criado em 1997 com o objetivo de estimular a produção artística e intelectual brasileira nas áreas de música, artes visuais, audiovisual, dança, pesquisa, arte e tecnologia, literatura, educação e jornalismo cultural. De caráter nacional, o Rumos mobiliza, por meio de editais, artistas e criadores de todas as regiões brasileiras, ampliando o olhar para a arte que é feita fora do eixo Rio-São Paulo. Em seus 16 anos desde a criação, o programa já selecionou 1130 artistas, produtores e pesquisadores e seus trabalhos já alcançaram mais de 5,1 milhões de pessoas. Em 2014 a enciclopédia online passou a incluir verbete de episódios e artistas das áreas da dança, cinema e música e foi readequada para ser acessada de forma unificada. O Instituto também valoriza a etnia negra financiando ideólogos como Djamila Ribeiro.
A Coleção Brasiliana é uma exposição permanente no museu, inaugurada no dia 13 de dezembro de 2016 e aberta ao público com dois andares da sede, no espaço Olavo Setúbal, e possui uma parede com 300 gravuras em um dos andares, a respeito da flora e da fauna brasileiras, se relacionando à história do Brasil, desde o século XVI, englobando diversas imagens de animais e plantas. Lá, são expostas 1.300 obras de duas coleções distintas, que pertencem ao banco : a Brasiliana e a Numismática (de moedas) apresentando pinturas, desenhos, gravuras, mapas e documentos que retratam o Brasil a partir da chegada dos colonizadores. Uma das obras ilustres que chamam atenção são o retrato de Pedro 2.º , e há também diversas moedas e barras de ouro, criadas desde a vinda dos portugueses até os dias atuais. A exposição se divide em nove módulos, montados em uma ordem cronológica. Em primeiro lugar, o Brasil desconhecido, que reúne imagens da impressão dos estrangeiros ao entrar em um país que haviam acabado de descobrir. No segundo, Brasil Holandês, há foco na chegada de Mauricio de Nasau, e as obras produzidas sobre o país. Módulo três, O Brasil secreto, onde toda a atenção é voltada para Antônio Francisco de Lisboa, o Aleijadinho. No módulo quatro, O Brasil dos naturalistas, ocupa os dois andares, sendo a parte da exposição que mais chama a atenção, por conta da presença do colorido. Em O Brasil da Capital, há diversas imagens que retratam o Rio de Janeiro, através de panoramas a variedade de sua vegetação. No módulo O Brasil das províncias há o panorama da cidade de São Paulo, a partir da técnica de óleo sobre tela, considerada a obra mais importante das artes paulistanas, antes da fotografia. Em O Brasil do Império é apresentada a realeza do Brasil, há produções artísticas retratando reis, príncipes e princesas. O módulo O Brasil da Escravidão relembra a escravidão, com imagens e documentos de compra e venda. O último módulo, O Brasil dos Brasileiros possui obras produzidas por artistas brasileiros, dando ênfase à sua criatividade, há documentos assinados por todos os presidentes até Tancredo Neves.


