Pesquisa · Mapa mental

Jeferson Tenório

Jeferson Tenório é um escritor, professor e pesquisador brasileiro radicado em Porto Alegre. Iniciou a carreira de escritor com o romance O beijo na parede, publicado em 2013 e eleito Livro do Ano pela Associação Gaúcha de Escritores.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Carreira literária

Imagem: Cataleirxs · BY-SA · Openverse

No início da década de 1990 radicou-se em Porto Alegre, onde desenvolve sua carreira. Graduado em Letras e mestre em Literaturas Luso-africanas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, doutor em Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, trabalha com os temas do colonialismo, pós-colonialismo, identidade e diáspora africana na pós-modernidade. Leciona Língua e Literatura na rede pública de ensino. Um dos motivos pelo qual começou a escrever foi porque teve muitas experiências com abordagens policiais violentas. Pensou que escrever poderia ser uma maneira de enfrentar o racismo presente no Sul e no Brasil em geral. Na maioria de suas obras, o autor escreve do ponto de vista de personagens do público infanto-juvenil. Tenório acredita que, ao usar personagens mais jovens, poderá atingir um público maior. Isso porque o poder da mente infantil, por ser mais inocente e sincero, pode causar mais empatia em seus leitores.

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Ativismo social

Imagem: Eugenio Hansen, OFS · BY-SA · Openverse

O autor continua engajado em discussões raciais dentro do Brasil. Em uma de suas publicações semanais ao Portal UOL, comentou sobre o assassinato de João Alberto Freitas, morto por agressão física em Porto Alegre em novembro de 2020. Tenório diz: “Às vezes penso que nós, negros, temos, no fim das contas, uma única jornada a cumprir: a de deixarmos de ser negros… Nenhum negro se torna impune à cor”. O autor também comentou, em sua coluna, sobre as dificuldades de educar seu filho com relação ao racismo no Brasil. Tenório narra que, enquanto almoçavam, o filho lhe perguntou sobre o caso de João Freitas e ele “não sabia o que dizer… não sabia como dizer.” O autor disse ao filho apenas que “o mundo, às vezes, não gosta de pessoas negras”.

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