Jornalista
Jornalista é o profissional formado em Jornalismo. É a pessoa responsável pela apuração, investigação e apresentação de notícias, reportagens, entrevistas ou distribuição de notícias ou outra informação de interesse coletivo. O trabalho do jornalista é chamado jornalismo. Um jornalista pode trabalhar com questões gerais ou especializar-se em determinadas áreas. No entanto, a maioria dos jornalistas tendem a se especializar, e cooperando com outros jornalistas, produzir publicações que abrangem muitos tópicos. Por exemplo, um jornalista esportivo cobre notícias dentro do mundo dos esportes, mas este jornalista pode ser uma parte de um jornal que cobre diversos temas. O exercício do Jornalismo é privativo de jornalista. Entre as áreas em que o jornalista trabalha estão o Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, Jornalismo Impresso, Assessoria de Imprensa, Assessoria de Comunicação, Assessoria Empresarial, entre outras áreas do Jornalismo e da Comunicação Social. Por ser uma profissão que tem como fatores primordiais a defesa das liberdades de imprensa e de expressão, o jornalista é um dos principais pilares da democracia.
Um repórter é um tipo de jornalista que pesquisa, escreve, e relata as informações para apresentar em fontes, conduz entrevistas, envolve-se em pesquisas, e faz relatórios. A parte de coleta de informações do trabalho de um jornalista é, às vezes, chamada de reportagem, em contraste com a parte de produção do trabalho, tais como escrever artigos. Os repórteres podem dividir seu tempo entre trabalhar numa sala de redação e sair para testemunhar eventos ou entrevistar pessoas. Os repórteres podem ser designados para um tema específico ou uma área de cobertura. Dependendo do contexto, o termo jornalista pode incluir vários tipos de editores, escritores editoriais, colunistas, e jornalistas visuais, tais como fotojornalistas (jornalistas que usam o meio da fotografia). O jornalismo desenvolveu uma variedade de padrões éticos. Enquanto a objetividade e a ausência de viés são a principal preocupação e importância, tipos mais liberais do jornalismo, tais como advocacia jornalística e ativismo, adotam intencionalmente um ponto de vista não-objetivo. Isso se tornou mais predominante com o advento das mídias sociais e blogs, bem como outras plataformas que são usadas para manipular ou influenciar opiniões e princípios sociais e políticos. Essas plataformas geralmente projetam uma polarização extrema, já que as "fontes" nem sempre são responsabilizadas ou consideradas necessárias, a fim de produzir um produto final escrito, televisionado ou outra forma.
Os jornalistas, por vezes, se expõem ao perigo, particularmente quando relatando em áreas de conflito armado ou em estados que não respeitam a liberdade de imprensa. Organizações como a Committee to Protect Journalists e a Repórteres sem Fronteiras publicam relatórios sobre a liberdade de imprensa e defende a liberdade jornalística. Em novembro de 2011, o Committee to Protect Journalists relatou que 887 jornalistas foram mortos no mundo inteiro desde 1992 por homicídio (71%), fogo cruzado ou combate (17%), ou em atribuição perigosa (11%). Os "dez países mais letais" para jornalistas desde 1992 tem sido Iraque (230 mortes), Filipinas (109), Rússia (77), Colômbia (76), México (69), Argélia (61), Paquistão (59), Índia (49), Somália (45), Brasil (31) e Sri Lanka (30). O Committee to Protect Journalists também relata que a partir de 1 de dezembro de 2010, 145 jornalistas foram presos no mundo inteiro por atividades jornalísticas. Números atuais são ainda maiores. Os dez países com o maior número de jornalistas detidos atualmente são Turquia (95), China (34 detidos), Irã (34), Eritreia (17), Birmânia (13), Uzbequistão (seis), Vietnã (cinco), Cuba (quatro), Etiópia (quatro), e Sudão (três).
Jornalista sentado é um conceito, originalmente do francês “journaliste assis”, e o oposto do “journaliste debout”, jornalista de pé. Como o seu próprio nome sugere, uma das suas características marcantes está no fato do jornalista trabalhar sentado. Outro ponto acerca desse profissional é que o mesmo se relaciona mais ao tratamento do texto, que da própria apuração. O surgimento do jornalista sentado é bastante associado ao advento da internet e do jornalismo em rede. Contudo, é notório que esse conceito não se limita apenas ao segmento do webjornalismo. Sabe-se que, ao longo da história do jornalismo, já existiam profissionais com as características de um jornalista sentado nas redações. No livro “A arte de fazer um jornal diário”, Ricardo Noblat já fala em “grande figura humana”, termo que ele utiliza para referir-se aos trabalhadores da redação que não escreviam bem, tampouco apuravam.


