Juventude
Juventude é um termo comumente usado para se referir a aparência jovial, atitudes imaturas ou aspecto jovem de uma pessoa independente da idade. A ONU e suas agências consideram "juventude" como a fase da vida entre a dependência e a independência; essa definição foi feita durante os preparativos para o Ano Internacional da Juventude (1985) e endossada pela Assembleia Geral. Embora a juventude seja uma mera construção social, não podemos confundi-la com a adolescência, porque a juventude é um termo social e indefinido usado apenas para fins estatísticos; no entanto, a adolescência é um período crucial com mudanças físicas, emocionais e intelectuais e marcantes entre a infância e a idade adulta.
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Assentada no final do século XIX ao início do XX, a sociologia da juventude é um conjunto de estudos que busca entender o papel do jovem na sociedade moderna. O sociólogo alemão, Karl Mannheim, foi o precursor desses estudos ao entender o fenômeno a partir do funcionalismo estrutural, ou seja a institucionalização da vida no mundo moderno, e como isso afetava a geração jovem, defendia a ideia do jovem como uma engrenagem social e agente revitalizador da história, esse período da sociologia da juventude de análises baseadas na burocratização da vida foi denominado como "clássico". Já no século XX, com o avanço dos debates, novos autores surgiram seguindo diferentes linhas de análise. As duas em destaque foram: análise biopsicológica, que levava o conceito de "jovem" como uma noção exclusivamente "natural" e biológica; e a análise sócio-cultural, que mantinha sua noção voltada para aspectos materiais do indivíduo. Além disso, autores como Talcott Parsons, Shmuel Eisenstadt, August Hollingshead, Walter Jaide Pierre Bourdieu se tornaram nomes importantes para esses debates, ao trazerem a tona questionamentos sobre as duas linhas de análise, que foram julgadas como limitadas. Esse movimento interno de questionamentos e divergências metódicas causaram uma chamada implosão paradigmática, levando a diversas linhas de estudo do assunto.
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Segundo o jornalista padre Leonardo Hellmann, "no mundo do trabalho, só se salvarão os jovens mais audazes, que forem bilíngues e tenham uma sólida formação nos campos da microeletrônica, e os especialistas em tecnologia de informação". Porém essa tecnologia dificilmente é de acesso ao jovem rural. De acordo com o censo demográfico 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, jovens urbanos brasileiros com 18 anos ou mais, têm um nível de escolaridade 50% maior do que os que moram no campo. Faz-se necessário registrar que 10% dos jovens rurais são analfabetos e 80% da juventude do campo, para ter acesso à educação, precisa deslocar-se a centros urbanos (censo demográfico 2000 IBGE). Sabemos que a opção pelos estudos está entre os fatores que levam os jovens ao êxodo rural. O jovem que vai estudar na cidade mais próxima encontra um modelo de educação que não se adapta à realidade do campo.


