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Liber AL vel Legis

O título completo (técnico) do livro éLiber AL vel Legis sub figurâ CCXXcomo entregue por XCIII = 418 para DCLXVI O Livro da Lei

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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A Escritura de O Livro da Lei

As Invocações

De acordo com Crowley, a história do Livro da Lei teve início em 16 de março de 1904, quando ele buscava "invocar os Silfos" por meios ritualísticos para entreter sua esposa, Rose Kelly. Ainda que ela não tenha conseguido ver nada, pareceu entrar em uma forma leve de transe e repetidamente começou a dizer "Eles estão esperando por você!". Posto que Rose não tinha o menor interesse em magia ou misticismo, Crowley não lhe deu muita atenção. Porém, em 18 de março, após invocar a divindade egípcia Thoth (o deus do conhecimento), ele a ouviu mencionar outra divindade egípcia, Hórus, dizendo que este o estava esperando. Crowley, ainda cético, fez a sua esposa várias perguntas sobre Hórus, as quais ela respondeu acertadamente, ainda que sem nenhum conhecimento ou estudo prévio sobre aquela mitologia. A prova final de que a mensagem era verdadeira foi a identificação da figura de Hórus em uma peça funerária egípcia hoje conhecida como a Estela da Revelação, então exposta no Museu Bulaque, com o número de identificação 666 (que para os ocultistas está ligado não ao demônio, mas sim às divindades solares).

A Escritura

Crowley escreveu o Livro da Lei nos dias 8, 9 e 10 de abril de 1904, entre o meio-dia e as 13h. Crowley descreve seu encontro com Aiwass no "The Equinox of the Gods" ("O Equinócio dos Deuses"). Ele conta que a Voz de Aiwass vinha por sobre seu ombro esquerdo, como se o orador estivesse parado em um dos cantos do quarto. A voz é descrita como [...] de um timbre profundo, musical e expressivo, com tons solenes, voluptuosos e tenros, flamejante e despida de tudo que não fosse o conteúdo da mensagem. Não um baixo, talvez um rico tenor ou barítono. Posteriormente, a voz de Aiwass foi dita por Crowley como destituída de qualquer sotaque, nativo ou estrangeiro.

Mudanças ao Manuscrito Original

A versão final do Liber AL vel Legis inclui textos que não apareciam no manuscrito original, incluindo muitas pequenas alterações de grafia. Em vários casos, trechos da Estela da Revelação foram inseridos no texto. Por exemplo, na segunda página do Capítulo I, na linha 9 está escrito "V.1. of Spell called the Joy", que foi alterado para: Above, the gemmed azure is The naked splendour of Nuit; She bends in ecstasy to kiss The secret ardours of Hadit. The winged globe, the starry blue, Are mine, O Ankh-af-na-khonsu! (Acima, o adornado azul-celeste é O esplendor nu de Nuit; Ela se curva em êxtase a beijar Os ardores secretos de Hadit. O globo alado, o azul estrelado, São meus, Ó Ankh-af-na-khonsu!)

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Interpretação do Livro da Lei

Considera-se que a interpretação do Livro da Lei - principalmente por causa do Comento - deva ser feita sempre de forma individual, a partir da leitura pessoal do texto e das vivências, conhecimentos e intuições particulares de cada um. De modo a não se criarem dogmas ou interpretações oficiais do texto é amplamente aceita entre os thelemitas a ideia de que não se devem escrever textos que expliquem ou interpretem as passagens do Liber AL vel Legis. Diz-se que ao ser questionado sobre um trecho do livro, a melhor resposta de um thelemita seria sempre "o que você acha?". Desta forma, toda e qualquer interpretação do Livro da Lei é considerada correta dentro do escopo individual e ninguém deveria impor sua própria leitura a outrem. De acordo com o próprio Livro (especificamente em AL I:36), o único autorizado a escrever um comentário sobre o Livro da Lei foi o próprio Crowley. O método que ele geralmente utilizava para interpretar o Liber AL vel Legis era a Cabalá, especialmente através da ferramenta conhecida como Gematria, a numerologia cabalística. Ele escreveu:

Os Três capítulos

Ainda que o "mensageiro" do Liber AL vel Legis seja Aiwass, o Livro apresenta várias personalidades que são as reais inteligências por trás das palavras dele. As três figuras principais são as divindades ligadas individualmente a cada um dos três capítulos do Livro: Nut, Hadit e Ra-Hoor-Khuit. O Primeiro Capítulo é ditado por Nuit, a deusa egípcia do céu noturno, chamada Rainha do Espaço. Crowley a chamava de "Senhora dos Céus Estrelados, que é também Matéria em seu sentido metafísico mais profundo, que é o infinito em quem todos vivemos e nos movemos e possui nosso ser". Este é ditado por Hadit, que refere-se a si mesmo como sendo o "complemento de Nu", sua noiva. Ele é o ponto infinitamente condensado, o centro da infinita circunferência de Nuit. Crowley diz dele:

O Comento

Baseado em diversas passagens, incluindo "Meu escriba Ankh-af-na-khonsu, o sacerdote dos príncipes, não deve uma só letra mudar deste livro; mas a fim de que não haja tolice, ele comentará a respeito pela sabedoria de Ra-Hoor-Khu-It." (Liber AL I:36), Crowley sentiu-se compelido a interpretar por escrito o Livro da Lei. Ele deixou dois grandes grupos de comentários onde tentava decifrar linha por linha. Contudo, não se sentiu satisfeito com estas tentativas. Em 1912, preparou o Liber AL vel Legis e seus comentários de então para serem publicados em "The Equinox, vol I". Em seu livro "Confessions" ("Confissões") ele recorda-se ter considerado os comentários existentes como "vergonhosamente escassos e incompletos". Posteriormente, ele explica:

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Publicações

As principais publicações do Livro da Lei são: O Livro da Lei foi publicado também como parte de outros livros, dentre os quais: Em Português, as principais publicações do Livro da Lei são:

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Celebração

Entre os thelemitas, os dias 8, 9 e 10 de abril são considerados como sagrados, chamados de "Três Dias da Escrita do Livro da Lei". Costuma-se celebrá-los lendo-se a cada dia o Capítulo correspondente.

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Fontes consultadas

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