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LibreOffice

LibreOffice é uma suíte de aplicativos livres e de código aberto para escritório disponível para Windows, Unix, Solaris, Linux e macOS. A suíte utiliza o formato OpenDocument — formato homologado como ISO/IEC 26300 e NBR ISO/IEC 26300 — e é também compatível com os formatos do Microsoft Office, além de outros formatos legados. Alguns deles não são suportados pelas versões mais recentes do Microsoft Office, mas ainda podem ser abertos pelo LibreOffice.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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História

No dia 28 de setembro de 2010 os antigos desenvolvedores do projeto OpenOffice.org, criado pela Sun Microsystems e posteriormente passado à Oracle após a compra da primeira pela última, decidiram sair da empresa detentora e lançar sua própria suíte de aplicativos para escritório. Os motivos foram a desconfiança da comunidade de software livre em relação a essa aquisição da Oracle e a credibilidade fragilizada dos projetos de código aberto da empresa. Assim, junto com o projeto do LibreOffice, que inicialmente pensava-se em ser apenas um nome provisório para o novo projeto, nasceu a The Document Foundation, fundada em 28 de setembro de 2010 por alguns membros do projeto OpenOffice.org. A bifurcação deu-se na versão 3.3 do OpenOffice.org, número da primeira versão lançada do LibreOffice. A Oracle foi convidada a se tornar um membro da The Document Foundation, e foi feito à Oracle um pedido de doação da marca OpenOffice.org para o projeto.[carece de fontes?]

No Brasil

A origem do BrOffice remete-se ao StarOffice, suíte de escritório produzida pela Star Division que surgiu na década de 1990. Após adquirir a Star Division, em 1999, a Sun Microsystems anunciou, em 19 de julho de 2000, a intenção de formar uma comunidade para o desenvolvimento do StarOffice e doou parte do código fonte do StarOffice 5.2, lançado em 13 de outubro de 2000, para uma comunidade de código aberto desenvolvê-lo sob as licenças GNU Lesser General Public License (LGPL) e Sun Industry Standards Source License (SISSL), tornando-se a principal colaboradora e patrocinadora do projeto. A iniciativa, que deu origem ao projeto OpenOffice.org, ganhou o apoio de diversas organizações envolvidas em tecnologia, como a Intel, a Red Hat, a Mandriva, a Novell e o Debian. O site do projeto estreou no mesmo dia da doação do código, em 13 de outubro de 2000.

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Características

O LibreOffice surgiu a partir da versão 3.3 trazendo todas as características presentes no OpenOffice.org 3.3, além de outras tantas exclusivas do projeto LibreOffice. O LibreOffice é uma suite de aplicações de escritório destinada tanto à utilização pessoal quanto profissional. Ela é compatível com as principais suítes de escritório do mercado. Oferece todas as funções esperadas de uma suíte profissional: editor de textos, planilha, editor de apresentações, editor de desenhos e banco de dados. E muito mais: exportação para PDF, editor de fórmulas científicas, extensões, etc... Este está disponível na maioria das plataformas computacionais: MS-Windows (Xp, Vista, Sete, 8, 10), Linux (32 e 64 bits, pacotes deb e rpm) e macOS (processadores Intel e PowerPC). Em junho de 2019, a The Document Foundation lançou a versão beta da suíte em sua versão 6.3, que não contará com suporte à arquitetura de 32 bits.

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Aplicativos

O LibreOffice é composto pelos seguintes aplicativos:

Base

O LibreOffice Base é um gerenciador de banco de dados, semelhante ao Access, disponível no Microsoft Office, e destina-se à criação e gerenciamento de bancos de dados, tendo suporte para a criação e modificação de tabelas, consultas, macros, relatórios e formulários. O Base suporta diversos motores de banco de dados, como HSQLDB, MySQL, dBase, Microsoft Access, Adabas D e PostgreSQL, dando suporte também para outras bases de dados nos padrões JDBC e ODBC. O programa também suporta catálogos de endereços nos formatos LDAP, Outlook, Windows e Mozilla.

Calc

O LibreOffice Calc é um programa de planilha eletrônica e assemelha-se ao Lotus 1-2-3, da IBM, e ao Excel, da Microsoft. O Calc é destinado à criação de planilhas e tabelas, permitindo ao usuário a inserção de equações matemáticas e auxiliando na elaboração de gráficos de acordo com os dados presentes na planilha. O Calc utiliza o formato ODS como padrão, embora reconheça e exporte arquivos em formatos de outras planilhas eletrônicas, além de exportar arquivos em PDF sem a necessidade de instalação de uma extensão, assim como todos os aplicativos da suíte LibreOffice. O Calc possui o recurso de fórmulas em linguagem natural, permitindo a criação de uma fórmula sem a necessidade de aprendizagem de códigos específicos.

Draw

O LibreOffice Draw é um programa de editoração eletrônica e construção de desenhos vetoriais, semelhante ao CorelDRAW, da Corel. Desde a versão 3.3 da suíte, o Draw é capaz de editar arquivos em PDF mantendo o seu layout, além de também exportar outros trabalhos nesse formato e no formato SWF. A importação de arquivos em PDF é possível em versões anteriores através da instalação de uma extensão chamada PDF Import, que passou a ser incluída nativamente no pacote de instalação da suíte desde a versão 3.3. Embora apresente semelhança com o CorelDRAW, o Draw não é compatível com seu formato de arquivo e utiliza o formato ODF como padrão. A partir da versão 3.5 permite importar arquivos do Microsoft Visio, não perdendo nenhuma informação. A nova versão do LibreOffice 3.6.0 permite importar arquivos cdr do Corel Draw.

Impress

O LibreOffice Impress é um programa de apresentação de slides similar ao Keynote, presente no iWork, e ao PowerPoint, encontrado na suíte da Microsoft, e destina-se a criar e a apresentar slides, sendo possível inserir plano de fundo, títulos, marcadores, imagens, vídeos, efeitos de transição de slides, dentre outras opções. O Impress suporta uma apresentação em múltiplos monitores. O Impress é capaz de exportar apresentações em formato SWF, do Adobe Flash, sendo capaz de ser reproduzido em qualquer dispositivo suportado ou com o Adobe Flash Player instalado.[carece de fontes?] Suporta diversos formatos, inclusive com os formatos padrões do PowerPoint, e utiliza o formato ODF como padrão, podendo também exportar os trabalhos realizados em PDF. Porém, geralmente há perda de formatação ao abrir um arquivo gerado pelo PowerPoint.

Math

O LibreOffice Math é um programa que auxilia na formatação de fórmulas científicas e matemáticas de maneira equivalente ao Equation Editor, ferramenta presente na suíte da Microsoft. De forma semelhante ao Equation Editor, pode-se trabalhar com o Math dentro dos outros aplicativos da suíte para formatar as fórmulas ou utilizá-lo como um aplicativo isolado dos demais. As formatações de fórmulas realizadas no aplicativo poderão ser salvas em formato ODF, em MathML, no formato do StarMath, no antigo formato padrão adotado pelo OpenOffice.org e também em PDF.

Writer

O LibreOffice Writer é o processador de textos da suíte, semelhante ao Word, presente na suíte de escritório Microsoft Office, ao WordPerfect, da Corel, e ao Pages, disponível no iWork. Assim como os demais programas semelhantes, utiliza o sistema WYSIWYG para a elaboração de textos complexos, com imagens e diversas opções de formatação. Um de seus atributos diferenciais é o reconhecimento nativo para leitura e escrita dos mais diversos tipos de arquivos desde a versão 2.0, sendo compatível com os arquivos padrões do Word, do StarWriter e do antigo formato do OpenOffice.org, embora utilize o formato ODT como padrão (que é suportado nativamente pelo Microsoft Office 2010 e também pelo WordPad do Windows 7, embora seja apenas um editor de textos). Também é possível com o Writer salvar o arquivo em formato PDF, permitindo que o documento seja aberto por qualquer leitor de PDF, como o Acrobat Reader e o Foxit Reader. Apesar de importar e exportar arquivos nos formatos padrões do Word, nem sempre toda a formatação do documento é mantida ao abrir o arquivo no Writer e vice-versa, deformando a característica original do documento.

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Instalação

Em sistemas Linux Ubuntu e derivados, geralmente o instalador gráfico oficial da distribuição possui opções de instalação, seja da suíte completa, seja de um software específico. Por meio da linha de comando, para Debian e derivados digite: Em sistemas macOS, basta baixar o instalador oficial a partir do site, dando duplo clique no arquivo, não muito diferente do que seria no MS Windows. Em sistemas MS Windows e derivados (como o ReactOS), basta entrar no site oficial do LibreOffice e baixar o instalador correspondente à versão do Windows (32-bit ou 64-bit) que se deseja instalar, dando duplo clique no arquivo baixado. Existe uma versão 'portable' para quem o assim deseje. Para usuários do Windows 10 ou posteriores pode ser instalado através do gerenciador de pacotes Winget no Windows PowerShell com o seguinte comando:

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Extensões

O LibreOffice possui várias extensões que são instaladas por padrão junto com a suíte e outras também podem ser instaladas posteriormente pelo usuário. As extensões desenvolvidas para o OpenOffice.org, como o OpenOffice.org2GoogleDocs, também podem ser instaladas no LibreOffice.

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Distribuição Linux

Com o rápido avanço no desenvolvimento do LibreOffice, cada vez mais distribuições Linux em todo o mundo passam a adotar a suite, muitas vezes instalando-a por padrão — entre as quais, principalmente:

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LibreOffice no Brasil

BrOffice era o nome adotado no Brasil da suíte para escritório gratuita e de código aberto OpenOffice.org. O BrOffice incluía seis aplicativos: um processador de textos (Writer), uma planilha eletrônica de cálculos (Calc), um editor de apresentações (Impress), um editor de desenhos vetoriais (Draw), um gerenciador de banco de dados (Base) e um editor de fórmulas científicas e matemáticas (Math). O BrOffice.org, antigo nome adotado, passou a ser conhecido apenas como BrOffice, sem o sufixo, a partir de sua versão 3.3. A mudança no nome deveu-se à bifurcação do projeto original, OpenOffice.org, que culminou na criação do LibreOffice, projeto ao qual o BrOffice alinhou-se a partir de então. No intuito de obter um desenvolvimento mais avançado, grande parte dos desenvolvedores do projeto original migraram exclusivamente para o LibreOffice, uma vez que se mostravam descontentes com o rumo dado pela Oracle ao projeto desde que a empresa adquiriu a Sun Microsystems, até então a principal patrocinadora. Após a decisão da comunidade brasileira em extinguir a Associação BrOffice.org, uma ONG criada com o intuito de apoiar juridicamente a comunidade do OpenOffice.org no Brasil, a comunidade concordou em adotar o nome LibreOffice, já adotado mundialmente pelo projeto, também para o projeto brasileiro. A versão 3.4, sucessora da versão 3.3.2, já apresentava o nome internacional do projeto, oficializando a transição do nome do projeto. Além da tradução da suíte, a comunidade brasileira focou-se em desenvolver diversos projetos ligados aos programas, dando continuidade ao desenvolvimento após a extinção do nome BrOffice.

Comunidade LibreOffice Brasil

O LibreOffice possui uma Comunidade LibreOffice Brasil, com mais de uma centena de voluntários. São voluntários que estão colaborando com desenvolvimento de Extensões, tradução de Software e Manuais, divulgação através de palestras e minicursos. Entre os projetos mantidos pela comunidade brasileira do LibreOffice estão:

LIBRASOffice

No Brasil, há 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva e um pouco mais de 2,3 milhões com deficiência auditiva severa. São números expressivos que representam uma comunidade que encara inúmeras dificuldades no processo de adaptação com um mundo voltado para pessoas não surdas. Para uma pessoa surda brasileira, a primeira língua aprendida é a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e, mesmo sendo uma das línguas oficiais do Brasil, majoritariamente os dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, não possuem suporte para LIBRAS. Para atender a essa população, o LIBRASOffice começou a ser pensado e desenvolvido em 2015 na disciplina Computadores e Sociedade, oferecida ao curso de Engenharia de Computação e Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e continuado, posteriormente, pelo Laboratório de Informática e Sociedade (LabIS) da linha de pesquisa em Informática e Sociedade (IS) do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (PESC) da COPPE/UFRJ.

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Fontes consultadas

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