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Língua neerlandesa

A língua neerlandesa ou o neerlandês, mais conhecida como língua holandesa ou simplesmente holandês, é uma língua indo-europeia do ramo ocidental da família germânica. É falada por cerca de 25 milhões de pessoas nos Países Baixos, no norte da Bélgica, no Suriname, em Aruba, em Curaçau, em São Martinho, nos Países Baixos Caribenhos e também por certos grupos no extremo litoral nordeste da França e na Indonésia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

O neerlandês procede do baixo frâncico antigo (cerca de 400-1100), língua associada aos povos que do séculos IV ao IX viviam nos territórios atualmente ocupados pelos Países Baixos, pela Bélgica, pelo norte da França e pelo extremo noroeste da Alemanha, excetuando-se os frisões e saxões no norte e no leste dos Países Baixos e no noroeste da Alemanha. O baixo frâncico ou francônio também é conhecido como neerlandês antigo. O período crucial do contato entre falantes germânicos do Mar do Norte e os procedentes do sul ou francônios ocorreu entre os séculos VII e VIII e foi o resultado da expansão merovíngia e carolíngia até as regiões germânicas da costa ocidental do Mar do Norte. Há pouquíssimos registros diretos desta língua, umas partes dos Salmos e poucas palavras e frases, ao contrário de sua sucessora, o neerlandês médio (cerca de 1100-1500), especialmente a partir do século XII e nos dialetos ocidental (flamengo) e central (brabanção), ambos representantes das zonas meridionais mais prósperas, sendo do primeiro os textos mais numerosos.

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Dados

A língua neerlandesa é a língua oficial dos Países Baixos (nederlands), onde é a língua nativa da maior parte dos 14 000 000 de habitantes, com exceção de cerca de 300 000 frisões e de diversas minorias étnicas. É também uma das línguas oficiais da Bélgica, sendo a língua materna da comunidade flamenga, que conta com cerca de 6 000 000 de falantes.

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Distribuição geográfica

A língua neerlandesa é falada majoritariamente nos Países Baixos e na Bélgica (sessenta por cento da população) num total de cerca de 23 000 000 de falantes nos dois países. Estimam-se, ainda, mais 19 000 000 de falantes nos Países Baixos Caribenhos, em Aruba, em Curaçau, em São Martinho, no Suriname e minorias na África do Sul, na Indonésia, na Alemanha e na França. Outras nações que também tiveram um significativo império colonial, como Reino Unido, Espanha, Portugal e França, expandiram suas línguas nacionais pelas suas colônias, colocando o inglês, o espanhol, o português e o francês entre as dez línguas mais faladas do mundo. Porém os Países Baixos não lograram colocar seu idioma entre os mais falados, mesmo tendo possuído significativos domínios coloniais. Hoje, a língua é oficial, mas não a única, nos territórios ultramarinos do país: os caribenhos Aruba, Curaçau e, São Martinho e Países Baixos Caribenhos. É também oficial no Suriname, que, junto com a hoje Guiana (cedida aos ingleses em 1831), foi colônia neerlandesa na América do Sul. Também houve um curto domínio neerlandês na Região Nordeste do Brasil em meados do século XVII.

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Dialetos

Ainda que a difusão geográfica do neerlandês seja limitada, há grande variedade de dialetos regionais, alguns dos quais têm pouca inteligibilidade entre si. Tradicionalmente os dialetos atuais são divididos em cinco grandes grupos: Os dialetos norte-orientais são às vezes chamados de saxão, os sul-orientais de francônio oriental, e supõe-se que os outros três grupos derivem do francônio ocidental. Os dialetos frisões atuais não estão incluídos nesta divisão pois são considerados de uma língua à parte.

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Gramática

O neerlandês possui três classes de vogais e ditongos: seis vogais que são curtas e estão sempre seguidas de uma consoante; dez vogais e ditongos que podem ser longos e precisam ser seguidos por uma consoante; uma vogal que aparece apenas em sílabas não tônicas. Ao contrário do que ocorreu com o inglês, cuja ortografia se manteve inalterada apesar da evolução da pronúncia, o neerlandês foi sujeito a uma série de reformas para se manter em linha com as mudanças na pronúncia. As principais inconsistências na pronúncia das vogais são as de ij e ei, que representam o mesmo ditongo, e a pronúncia de au e aw, que também representam o mesmo ditongo. As vogais livres se escrevem com letras duplas em sílabas fechadas, como vuur (fogo), boot (barco), mas com letras simples em sílabas abertas, como vuren (fogos), boten (barcos). Em contraste as vogais curtas sempre se escrevem com letras simples. A língua neerlandesa possui as seguintes consoantes: oclusivas p, b, t, d, k; fricativas f, v, s, z, ch, g; nasais m, n, ng; abertas l, r; semivogais w, h, j.

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Fonologia

Consoantes

O neerlandês possui uma estrutura silábica e um sistema consonantal que permitem encontros consonantais de certo nível de complexidade. Apresenta ensurdecimento de consoantes finais, como no alemão. Preservou, na maioria dos dialetos, as fricativas velares do protogermânico.

Vogais

O neerlandês possui uma grande quantidade de vogais. Apresenta quantidade vocálica, mas muitos argumentam que não se trata de uma real distinção, já que os diferentes fonemas vocálicos também apresentam, em geral, mudança de qualidade, assim como no inglês.

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Influência na língua portuguesa

A língua neerlandesa legou alguns vocábulos para a língua portuguesa: iate (de jacht, através do inglês yacht), arcabuz (de hakebus, através do francês arquebuse), placa (do neerlandês médio placke, através do francês plaque), dique (de dijk), pôlder (de polder) etc.

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Fontes consultadas

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