Luís Filipe, Conde de Paris
Luís Filipe Alberto de Orléans, primeiro Conde de Paris após a recriação orleanista, foi o último Príncipe Real da França, de 1842 a 1848. Pretendente orleanista ao trono da França de 1848 a 1873 sob o nome de Luís Filipe II, depois de 1883 a 1894 sob o de Filipe VII, ele também foi político, escritor e militar.
Apesar de ter havido algum esforço por parte de seu avô, dias após sua abdicação, de colocá-lo ao trono sob a regência de sua mãe, Helena de Mecklemburgo-Schwerin, Luís Filipe nunca foi sagrado rei dos franceses. A família fugiu do país enquanto a Segunda República Francesa era implementada. Historiador, jornalista e entusiasta da democracia, o conde de Paris voluntariou-se como oficial do exército unionista, durante a Guerra de Secessão, juntamente a seu irmão mais novo, Roberto, duque de Chartres. Como capitão, Luís Filipe serviu na divisão de Potomac, do major-general George Brinton McClellan, por quase um ano, distinguindo-se durante a fracassada campanha peninsular. Em 1873, antecipando a restauração da monarquia por uma Assembleia Nacional dominada por monarquistas, eleita logo após a queda de Napoleão III, o conde de Paris retirou sua reclamação ao trono em favor do pretendente legitimista, Henrique, conde de Chambord. Reconheceu-se que o conde de Paris seria herdeiro do conde de Chambord, que não tinha filhos, eventualmente sucedendo-lhe no trono e unificando as pretensões das duas facções monarquistas, separadas desde 1830. No entanto, com a recusa do conde de Chambord em reconhecer a bandeira tricolor como o pavilhão nacional da França, a possibilidade da restauração monárquica foi frustrada, tendo Henrique morrido dez anos depois, em 1883.
Em 30 de maio de 1864, casou-se com sua prima, a princesa Maria Isabel de Orleães (1848–1919), filha da infanta Luísa Fernanda de Espanha e do príncipe Antônio, Duque de Montpensier, o filho caçula de Luís Filipe I. O casal teve oito filhos, listados abaixo:


