Madrid
Madrid ou Madri (apenas em português brasileiro) é a capital e a maior cidade da Espanha. Em 2021 o município tinha 3 305 408 habitantes e a sua área metropolitana tinha cerca de 6,8 milhões de habitantes. É a segunda maior cidade da União Europeia (UE), depois de Berlim, e sua área metropolitana é a segunda maior da UE, depois de Paris. A área urbana da capital espanhola abrange um total de 604,3 de km2.
Durante o reinado de Maomé I de Córdova, foi construído o Real Alcázar de Madrid onde hoje está localizado o Palácio Real de Madrid. Em torno desse edifício desenvolveu-se uma povoação moura de poucos habitantes chamada al-Mudaina, onde corria o rio Manzanares, que era chamado pelos muçulmanos de al-Majrīṭ (em árabe: المجريط, "fonte de água"). O nome evoluiu para Majerit e mais tarde transformou-se em Madrid.[carece de fontes?]
Idade Média e Moderna
Embora o local da moderna Madri tenha sido ocupado desde os tempos pré-históricos, e existam vestígios arqueológicos do assentamento de carpetanos, vilas romanas, uma basílica visigótica perto da igreja de Santa María de la Almudena e três necrópoles dos visigodos perto de Casa de Campo, Tetúan e Vicálvaro, o primeiro documento histórico sobre a existência de um assentamento estabelecido em Madrid data da era muçulmana. Na segunda metade do século IX, o emir de Córdova, Maomé I, construiu uma fortaleza em um promontório perto do rio Manzanares. Em torno dessa fortaleza, desenvolveu-se uma povoação de poucos habitantes chamada al-Mudaina. A povoação foi conquistada em 1085 pelo rei Afonso VI de Leão, na investida militar que visava a chegar à cidade de Toledo. A mesquita foi adaptada e passou a ser uma igreja dedicada à Nossa Senhora de Almudena (almudin, o celeiro). Em 1329, as Cortes Generales instalaram-se na cidade aquando da estada de Afonso XI de Castela. Sefarditas e mouros puderam permanecer na cidade, tendo sido expulsos mais tarde no século XV.
Período contemporâneo
No final do século XIX, a rainha Isabel II não conseguiu acabar com a tensão política, o que culminou na Primeira República Espanhola. A república durou apenas dois anos, voltando-se novamente à monarquia. Mas a situação política não era estável e, em 1931, iniciou-se a Segunda República Espanhola; a esta, seguiu-se a Guerra Civil Espanhola (1936–1939). Madrid sofreu muito com a guerra; as ruas da cidade eram autênticos campos de batalha por esta ser um dos principais núcleos republicanos em Espanha. Durante esta guerra, foi alvo dos primeiros bombardeamentos aéreos contra civis da história da Humanidade. Mais tarde, já durante a ditadura de Francisco Franco, principalmente na década de 1960, o sul de Madrid tornou-se numa área muito industrializada e assistiu-se a um êxodo rural a grande escala que fez disparar a população da cidade.
A cidade de Madrid encontra-se na zona central da Península Ibérica, a poucos quilómetros a norte do Cerro de los Ángeles, centro geográfico desta. As coordenadas da cidade são 40°26′ N 3°41′ O, e a sua altura média acima do nível do mar é de 667 m; situa-se a poucos quilómetros da serra de Guadarrama e, hidrograficamente, encontra-se na bacia do rio Tejo.[carece de fontes?] O curso de água principal de Madrid é o rio Manzanares, que entra no município através do Monte del Pardo alimentando a barragem com o mesmo nome. Nele confluem também águas de algumas ribeiras como por exemplo a de Manina e a de Tejada. Passado o percurso campestre do rio, este entra na cidade pela zona da Cidade Universitária, entrando depois nos terrenos da Casa de Campo, onde recebe as águas da ribeira de Meaques. O percurso do rio serve de fronteiras a muitos dos distritos da cidade. Entre os distritos de Arganzuela e Puente de Vallecas, recebe o caudal da ribeira de Abroñigal; também recebe as águas da ribeira de Butarque, no distrito de Villaverde. À saída da cidade, o rio entra no extremo oriental do município de Getafe, onde recebe as águas da ribeira de Culebro; pouco depois o rio desagua no rio Jarama.[carece de fontes?]
A população de Madrid começou a crescer significativamente desde que a cidade se tornou a capital nacional. Esse grande crescimento demográfico foi mais evidente entre os anos de 1940 a 1970, devido à migração doméstica e imigração internacional. Porém, na década de 1970 o crescimento da população madrilena estagnou; esse fenómeno, que também afectou a cidade de Barcelona, foi causado pelo desenvolvimento de subúrbios satélites no centro da cidade. A 1 de julho de 2005, a população de Madrid estava quantificada em 3 155 359 de habitantes.[carece de fontes?] Em 2004 registaram-se 32 851 nascimentos na cidade de Madrid, o que deu a entender que esse parâmetro estava em crescimento em relação ao ano anterior. Nos últimos anos o número de nascimentos na região cresceu gradualmente. A taxa de natalidade situa-se nos 10,38 pontos.[necessário esclarecer] Em 2004 registaram-se 26 527 óbitos na cidade de Madrid, o que deu a entender que esse parâmetro estava em crescimento em relação ao ano anterior; contudo, manteve-se abaixo dos valores registados em 2000, 2001 e 2002. A taxa de mortalidade situava-se nos 8,38 pontos.[necessário esclarecer][carece de fontes?]
Imigração
Segundo um censo realizado em 2006 a população estrangeira residente em Madrid era de 508 141 habitantes, ou seja 13,57% do total da população da cidade. Os distritos com mais imigrantes são o Centro (27,22%), Tetuán (19,58%), Carabanchel (17,34) e Usera (16,29%). Os distritos com menor população imigrante são Moratalaz (7,63%), Fuencarral-El Pardo (8,43%), Retiro (8,75%) e Hortaleza (8,84%). A maioria destas pessoas provém da América Latina, Europa, Ásia e Norte da África.[carece de fontes?] Os maiores grupos de imigrantes são de antigas colônias espanholas: equatorianos (83 967), marroquinos (51 300), colombianos (37 218) e peruanos (32 791),além dos chineses (48 973). Existem também outras comunidades importantes tais como a guineense-equatorial, romena e filipina.[carece de fontes?]
O Ayuntamiento (equivalente à câmara municipal ou prefeitura) é composto por 52 membros, sendo um deles o presidente da câmara (equivalente ao prefeito), cargo ocupado por Manuela Carmena, desde junho de 2015. Carmena foi indicada pelo Podemos para liderar a coalizão Ahora Madrid, formada por outros pequenos partidos de esquerda e movimentos cidadãos. Ela, que é uma juíza de 71 anos, foi referendada pelos participantes da coalizão em um processo aberto de votação. O Plenário do Conselho é o órgão de representação política dos cidadãos no governo municipal. Algumas de suas atribuições são: questões fiscais, eleições, deposição do Presidente da Câmara, aprovação e modificação de leis e regulamentos, aprovação dos orçamentos, gestão de serviços, participação em organizações supramunicipais, entre outros. Atualmente, a equipe do prefeito consiste no vice-prefeito e em oito secretários, que formam o Co de delegados Comitê Executivo Municipal.
Cidades-irmãs
Lista de cidades-irmãs e parceiras de Madrid:
A cidade de Madrid é governada pelo Ayuntamiento de Madrid, cujos representantes são eleitos, de quatro em quatro anos, por sufrágio por todos os cidadãos maiores de 18 anos. Esse órgão é presidido pelo alcaide de Madrid; o alcaide é, desde junho de 2015, Manuela Carmena. Madrid está dividida administrativamente em vinte e um distritos municipais, que por sua vez estão divididos em bairros. Cada um dos distritos é governado pela Junta Municipal de Distrito respectiva. A última divisão administrativa de Madrid data de 1988. Os actuais distritos municipais de Madrid, e respectivos bairros, são:[carece de fontes?]
Durante o final da Idade Média, Madrid experimentou um crescimento astronômico como conseqüência de sua criação como a nova capital do Império Espanhol. Enquanto a Espanha (assim como muitos outros países europeus) centralizava a autoridade real, a cidade ganhou maior importância como centro de administração para o Reino de Espanha. Ela evoluiu para se tornar um importante núcleo de atividade artesanal e que eventualmente experimentou uma revolução industrial durante o século XIX. A cidade conseguiu ainda mais avanços na expansão durante o século XX, especialmente após a Guerra Civil Espanhola, alcançando os níveis de industrialização encontrados em outras capitais europeias. A economia da cidade era então centrada em diversas indústrias, tais como os relacionados com veículos automóveis, aviões, produtos químicos, aparelhos eletrônicos, produtos farmacêuticos, alimentos processados, materiais impressos e artigos de couro.
Transportes
A cidade de Madrid tem uma rede de transportes bastante vasta e completa. Os vários meios de transporte, e respectivas infraestruturas, estão organizados de forma a reduzir substancialmente o trânsito automóvel na capital, possibilitando uma rápida circulação, quer de quem circula dentro da cidade, quer de quem se desloca desde a periferia. O metro, o comboio e os autocarros são os mais importantes transportes públicos.[carece de fontes?] O Metro de Madrid serve os mais de três milhões de habitantes e é uma das redes em maior expansão em todo o mundo. Tem uma ligação à rede que serve a zona sul da cidade, a Metrosur, e é actualmente o segundo maior sistema de metropolitano da Europa ocidental, sendo o primeiro o de Londres. A Cercanías Madrid é a rede de comboios urbanos da Renfe. Serve de certa forma para complementar a rede de metropolitano pois cobre grande parte da Comunidade de Madrid; chega à maioria dos municípios da área metropolitana, estando ligado ao metro em mais de 20 estações. Em parelelo com estas linhas existe uma rede nacional de comboios. Em Madrid, os principais terminais são Atocha e Chamartín.
Educação
A educação em Madrid depende do Conselho de Educação da Comunidade de Madrid, que assume as competências da educação a nível regional. Estima-se que haja perto de 167 000 alunos no ensino infantil, 320 800 no ensino primário, 4 500 no ensino especial, e à volta de 50 000 em cursos de formação profissional. Relativamente ao ensino superior estudam perto de um milhão de alunos, sendo que 600 000 estão em universidades públicas, 410 000 em privadas.[carece de fontes?] A Comunidade de Madrid é sede de seis universidades públicas regionais no âmbito nacional: Universidade Complutense de Madrid; Universidade Autónoma de Madrid; Universidade Politécnica de Madrid; Universidade Carlos III de Madrid e Universidade Rey Juan Carlos. Também sede da Universidade Nacional de Educação à Distância (UNED) e do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares (CNIC), das diversas Academias espanholas e da Biblioteca Nacional. No distrito de Moncloa está instalada a Cidade Universitária de Madrid, um bairro no qual se concentram a maior parte das faculdades e escolas superiores das universidades Complutense e Politécnica.[carece de fontes?]
Museus
A cidade é rica em história e arte; tem em sua posse uma trilogia de museus que representa de forma bastante significativa a evolução da arte ao longo da História da Humanidade. É no Paseo del Prado que se encontra o Triângulo de Ouro da Arte; este inclui o Museu do Prado, o Museu Thyssen-Bornemisza e o Museu Rainha Sofia. O Museu do Prado é um dos mais importantes museus do Mundo; a sua colecção, centrada na época anterior ao século XX, destaca a arte italiana, espanhola e flamenga. Algumas das obras mais representativas que aí se encontram são As Meninas, A forja de Vulcano, O triunfo de Baco, A maja despida, A vindima, 2 de Maio de 1808, As três Graças, O Jardim das Delícias Terrenas, Carlos V em Mühlberg, entre muitas outras. Existe também no museu um importante conjunto de esculturas clássicas greco-romanas, renascentistas e de outros períodos.
Pontos turísticos
Madrid foi em 2006 a quarta cidade europeia mais visitada, e a primeira em Espanha. Nesse ano, acolheu quase sete milhões de turistas. A cidade é rica em arte e história, albergando alguns dos museus mais importantes do mundo. Mas não só de arte vive a capital espanhola: o Palácio Real de Madrid, o Parque do Bom Retiro, a Catedral de Almudena, a Praça de Espanha e a Puerta del Sol são locais de elevado interesse turístico e histórico que todos os dias são visitados por centenas de pessoas. A Praça Maior é um dos locais mais emblemáticos de cidade de Madrid. Situada no centro comercial da cidade, é uma praça portificada de planta rectangular completamente rodeada por edifícios. Existem ao todo nove entradas para a praça. Foi construída durante o período Austríaco. Originalmente o seu nome era Plaza del Arrabal e foi projectada por Juan de Herrera, em 1581, a mando do rei Filipe II, com o fim de remodelar a caótica e atarefada zona. A construção começou só em 1617 durante o reinado de Filipe III. A obra foi deixada ao cargo de Juan Gómez de Mora e foi terminada dois anos mais tarde. Hoje em dia diz-se ser um projecto de Juan de Villanueva, depois de ter reconstruído a praça em 1790 após um grande incêndio. A Praça Maior foi cenário de vários eventos tais como: feiras, touradas e autos de fé. A estátua que se encontra no meio da praça é de Filipe III e data do ano de 1616.
Desporto
O desporto rei na capital espanhola é, à semelhança do resto da Espanha, o futebol. Existem na cidade três equipas que jogam na Primera División, o Real Madrid, o Atlético de Madrid e o Rayo Vallecano ; Real Madrid Castilla, filial do Real Madrid, joga na Segunda División B.[carece de fontes?] O basquetebol é também muito popular. Existem duas equipas na liga ACB, o Real Madrid e os Estudiantes. Em setembro de 2007 realizou-se em Espanha o EuroBasket 2007; a fase final da competição e também alguns jogos da fase de grupos, realizaram-se em Madrid. No ciclismo, a Vuelta, acabava tradicionalmente em Madrid. No atletismo, a competição mais importante é a San Silvestre Vallecana, corrida de fundo que se realiza em 31 de dezembro. O circuito de Jarama é um autódromo que albergou o Grande Prémio da Espanha durante alguns anos, tendo este[carece de fontes?] depois sido transferido para o Circuito da Catalunha, em Barcelona.


