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Maria Leonor de Brandemburgo

Maria Leonor foi a esposa do rei Gustavo II Adolfo e Rainha Consorte da Suécia de 1620 até 1632. Era filha de João Segismundo, Eleitor de Brandemburgo, com sua esposa a duquesa Ana da Prússia. Com Gustavo Adolfo, ela teve uma filha: a rainha Cristina da Suécia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/08/2026
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Noivado

Em 1616, Gustavo Adolfo, na altura com vinte-e-dois anos de idade, começou a procurar por uma noiva protestante na Europa. Desde 1613 que tinha tentado obter a permissão da mãe para se casar com Ebba Brahe, uma nobre sueca, mas tal nunca aconteceu e o rei viu-se forçado a abandonar os seus planos, apesar de continuar apaixonado por ela. Recebeu relatos e descrições muito lisonjeiros sobre as qualidades físicas e mentais da bonita princesa Maria Leonor de dezassete anos. O príncipe-eleitor João Segismundo de Brandemburgo gostava da ideia da sua filha se casar com o rei sueco, mas estava muito doente depois de ter sofrido uma apoplexia no outono de 1617. A sua determinada esposa prussiana mostrou-se contra este pretendente sueco, uma vez que a Prússia era um território polaco e o rei da Polónia, Segismundo III Vasa, ainda não tinha esquecido a perda da Suécia para o pai de Gustavo Adolfo, o rei Carlos IX.

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Casamento e filhos

O príncipe-eleitor João Segismundo, pai de Maria Leonor, morreu a 23 de dezembro de 1619 e a perspectiva de um casamento sueco parecia ter desaparecido com ele. Contudo, na primavera de 1620, Gustavo Adolfo chegou teimosamente a Berlim. A princesa-eleitora viúva manteve-se reservada e até se recusou a permitir que o rei se encontrasse com a sua filha. Contudo, todos os que estavam presentes repararam no interesse que a princesa parecia mostrar pelo jovem rei. Depois desta visita, Gustavo visitou outras cortes alemãs, com o objectivo confessado de ver mais algumas candidatas para casar. Quando regressou a Berlim, a princesa-eleitora viúva parece ter ficado completamente cativada pelo encantador rei sueco. Depois de fazer a sua proposta a Maria Leonor, Gustavo regressou apressadamente à Suécia para começar os preparativos para receber a noiva. O novo príncipe-eleitor, Jorge Guilherme, que vivia na Prússia, ficou horrorizado quando descobriu o que a mãe tinha feito. Escreveu imediatamente a Gustavo Adolfo, dizendo-lhe que se recusava a dar o seu consentimento para o casamento até que a Suécia e a Polónia resolvessem as suas diferenças. Contudo, segundo um costume da família Hohenzollern, era a princesa-eleitora viúva que tinha a última palavra no que dizia respeito ao casamento da filha. Enviou Maria Leonor para um território fora do alcance de Jorge Guilherme e concluiu as negociações para o casamento sozinha.

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Nascimento de Cristina

Com o inicio de uma nova guerra com a Polónia, Gustavo Adolfo teve de deixar a sua esposa novamente. É provável que a rainha tenha tido uma depressão nervosa nesta altura, como tinha acontecido em 1627, e foi provavelmente por essa razão que o rei a deixou juntar-se a ele em Livonia depois de os polacos serem derrotados em Janeiro de 1626. Em abril, Maria Leonor descobriu que estava novamente grávida. Desta vez não foram tomados riscos e os astrólogos previram que seria um rapaz e herdeiro. Durante um período mais calmo da guerra, Gustavo Adolfo apressou-se a regressar a Estocolmo para esperar a chegada do bebé. O parto foi difícil. A 7 de Dezembro, nasceu um bebé com uma pelugem que o cobria da cabeça aos pés, deixando apenas o rosto, os braços e a parte de baixo das pernas visíveis. Além do mais, tinha um grande nariz que estava coberto de pelo. Assim, assumiu-se que o bebé era um rapaz e foi isso que foi dito ao rei. Contudo, com uma inspecção mais cuidadosa, chegou-se à conclusão de que afinal o bebé era uma menina. Foi a meia-irmã de Gustavo, Catarina, que o teve de informar que a criança era uma menina. A princesa levou a bebé nos braços até ao rei para que ele a visse e percebesse sozinho o que ela não se atreveu a dizer-lhe. Gustavo Adolfo disse: Vai ser esperta, já que nos enganou a todos. A sua desilusão não demorou muito tempo e decidiu que a bebé se devia chamar Cristina em honra da sua mãe. Deu ordens para que o nascimento fosse anunciado com toda a solenidade dada normalmente ao nascimento de um varão. Tal parece indicar que Gustavo Adolfo, na altura com trinta-e-três anos de idade, não tinha grandes esperanças de ter mais filhos. O estado de saúde de Leonor pôde ser a explicação mais provável para esta atitude. Contudo, os quadros e actos da rainha não parecem mostrar que ela tivesse alguma fragilidade física.

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Viuvez

Nos dois anos que se seguiram, Gustavo Adolfo marchou por uma Alemanha devastada, conquistando a Pomerânia e Mecklemburgo. No inicio de novembro de 1632, foi até Erfurt para se despedir de Maria Leonor, que tinha estado na Alemanha desde o inverno anterior. Durante a Batalha de Lützen, Gustavo, de trinta-e-nove anos, foi atingido por um tiro nas costas. Caiu e foi arrastado durante algum tempo pelo seu cavalo. Conseguiu libertar-se do estribo, mas enquanto estava estendido no chão, o "Leão do Norte" foi morto com um tiro na cabeça. Com o cair da noite ambos os exércitos estavam exaustos, mas o duque Bernardo de Saxe-Weimar e os suecos tinham conseguido confiscar toda a artilharia austríaca e tinham conquistado a posição mais importante no terreno. O corpo do rei foi encontrado de barriga para baixo, o seu rosto enterrado na lama. Todos os seus bens tinham sido saqueados, à excepção da camisola.

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Relação com a rainha Cristina

Em 1636, Maria Leonor foi levada para o Castelo de Gripsholm e perdeu oficialmente os seus direitos maternais sob a sua filha por, em certas ocasiões, ficava completamente louca. Em 1639 foi interceptada uma carta escrita por ela, dirigida ao arqui-inimigo da Suécia, o rei Cristiano IV da Dinamarca. Depois de ser convocada, Maria Leonor apareceu na corte da filha lavada em lágrimas no verão de 1640. A rainha Cristina, na altura com treze anos, tentou mostrar a razão à sua mãe e persuadiu-a a mudar-se para Nicopinga, perto da Dinamarca. Depois disso, Maria Leonor regressou a Gripsholm. Para levar a cabo um dos frequentes períodos de jejum, isolou-se no seu quarto com uma das suas damas-de-companhia, Anna Sofia von Bülow. Maria Leonor escrevia com frequência à filha Cristina e, numa dessas cartas, pediu permissão para que seu exílio e da corte alemã no Castelo de Gripsholm acabasse. Cristina respondeu cuidadosamente, sabendo que o conselho de regência nunca permitira tal coisa. Com o passar do tempo, a sua mãe pediu para deixar a Suécia. Cristina convidou-a a visitar Estocolmo e tentou convencê-la a ficar no país. Nessa noite, Maria Leonor e a sua dama-de-companhia saltaram de uma janela e foram levadas de barco até a outra margem de um lado próximo onde eram esperadas por uma carruagem.

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