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Metadados

Metadados, ou Metainformação, são dados sobre outros dados. Um item de um metadado pode dizer do que se trata aquele dado, geralmente uma informação inteligível por um computador. Os metadados facilitam o entendimento dos relacionamentos e a utilidade das informações dos dados. Metadados são indispensáveis para a comunicação entre computadores, mas podem ser inteligíveis também por humanos. Todos os dados descritivos de um documento, físico ou digital, sobre autor, data de criação, local de criação, conteúdo, forma, dimensões e outras informações são metadados. Sejam as informações disponíveis sobre um livro no catálogo de uma biblioteca., sejam os dados técnicos extraídos de uma fotografia digital. Metadados são informações estruturadas que auxiliam na descrição, identificação, gerenciamento, localização, compreensão e preservação de documentos digitais, além de facilitar a interoperabilidade de repositórios

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Aplicações

Imagem: Sintegrity · BY-SA · Openverse

Web semântica, é uma web "inteligente", capaz de conceder um significado a um arquivo que será disponibilizado para outros utilizadores, podendo ser usado como fonte de pesquisa. A importância dos metadados para a websemântica está basicamente ligada à facilidade de recuperação dos dados, uma vez que estes terão um significado e um valor bem definidos. Nesse sentido, todos os documentos publicados na web devem ser catalogados. A ficha catalográfica de uma obra (os metadados que serão acrescentados a ela) é um registro eletrônico que contém descrições desta e que permitem que se saiba do que se trata sem ter que se ler ou ouvir todo o seu conteúdo. O registro seria uma representação da obra. Os metadados são marcos ou pontos de referência que permitem circunscrever a informação sob todas as formas, pode se dizer resumos de informações sobre a forma ou conteúdo de uma fonte. Os metadados descritos por Dublin Core podem ser definidos como conjunto de elementos de metadados planejados para facilitar a descrição de recursos eletrônicos. Eles são desenvolvidos a partir e em função de dados, por isto que é designado como “dados sobre dados” ou “informação sobre a informação”. A ferramenta de Dublin Core é uma das que oferecem ampla oportunidade de uso para descrição de vários tipos de recursos envolvendo os mais variados formatos de documentos. As Instituições envolvidas na organização da informação em ambiente web, como a construção de bibliotecas digitais, base de dados, portais e sites, entre outros serviços, estão a deparar-se com a necessidade de implementar padrões de descrição de seus recursos eletrônicos.

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História

Imagem: Ederporto · BY-SA · Openverse

Em 1995, um grupo (Library of Congress, universidades, empresas de TIC, organizações não governamentais, etc.) liderado pela OCLC reuniu-se na cidade de Dublin, no estado americano de Ohio, para propor uma padronização para estas informações sobre informações dos arquivos digitais. Depois de mais algumas reuniões, o grupo chegou a um conjunto mínimo de elementos para a identificação dos objetos digitais. O conjunto ficou conhecido como Dublin Core (DC) e é mantido pela Core Metadata Initiative. Em 2003, o DC tornou-se o padrão ISO 15836, tendo sido antes o ANSI Z39.85 O DC não especifica onde devem ficar os metadados, existem duas alternativas: Junto ao objeto digital, como por exemplo, no cabeçalho ou em bancos de dados (esta é a solução usada nos projetos de teses e dissertações online e em muitas outras bibliotecas digitais). O DC não é o único conjunto de metadados, existem outros, como os:

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Exemplos

Imagem: Ederporto · BY-SA · Openverse

Existem vários tipos de metadados e todos são importantes para o planejamento e gestão da preservação digital:

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Por país

Imagem: Maiara Calgaro · BY-SA · Openverse

Portugal

À data de junho de 2026 os serviços de informações portugueses encontram-se proibidos de aceder aos dados móveis de telemóveis. Os dois últimos relatórios do Conselho de Fiscalização do SIRP consideram a restrição ao acesso aos metadados de suspeitos como uma "lacuna grave", comprometendo a atividade operacional dos serviços de informações. Em junho de 2026, Vítor Sereno (secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa) afirmou num artigo de opinião que: Os metadados [...] podem ser decisivos para compreender redes, padrões de contacto e ligações relevantes em casos de terrorismo, espionagem, sabotagem, proliferação ou ingerência externa. [...] obstaculizar em excesso ou, em alguns casos, proibir, o acesso dos serviços a estes instrumentos, mesmo sob controlo rigoroso, é deixar o Estado em desvantagem perante quem não respeita leis, fronteiras ou garantias democráticas.

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Fontes consultadas

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