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Programa espacial dos Estados Unidos

Programa espacial dos Estados Unidos é o programa de exploração espacial executado pelos Estados Unidos, que inclui o desenvolvimento e uso de foguetes, espaçonaves, satélites de comunicação, meteorológicos, espiões e sondas interplanetárias. Constitui dentre os programas espaciais existentes, aquele com o maior orçamento do mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/10/2026
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Motivação e início do programa

Imagem: MARCO AURÉLIO ESPARZ… · BY-SA · Openverse

A partir do fim da Segunda Guerra Mundial, com o surgimento dos EUA como maior potência mundial e da URSS como seu rival, a disputa política, diplomática e militar entre ambos rapidamente generalizou-se para todos os campos, inclusive a exploração do espaço. Devido aos primeiros sucessos da União Soviética no espaço, com o lançamento do primeiro satélite (Sputnik 1) e do primeiro homem no espaço (Yuri Gagarin), os EUA perceberam que teriam de aumentar seus esforços e investimentos nesta área se não quisessem ficar para trás. Causaram mais perplexidade ainda nos EUA os feitos iniciais dos soviéticos, pois havia opinião formada nos EUA que a URSS era um "país agrícola" e estava "destruída pela guerra". Em famoso discurso em 1961, John F. Kennedy lançou o desafio de, antes que a década terminasse, "enviar homens a Lua e retorná-los a salvo". No famoso discurso na Universidade Rice suas palavras foram: We choose to go to the moon. We choose to go to the moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard ("Nós decidimos ir à Lua. Nós decidimos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque elas sejam fáceis, mas porque elas são difíceis").

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Razões para o atraso inicial

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Muito do atraso inicial do programa espacial dos EUA pode ser atribuído a um erro estratégico de investir inicialmente nos lançadores Vanguard, mais complexos e menos confiáveis que os lançadores Redstone (baseado nas antigas V-2 alemãs). Isto acarretou que a capacidade de lançamento estadunidense era de 5 kg no momento em que a Sputnik 1, de 84 kg mas com capacidade de 500 kg, fora recém-lançada pela União Soviética. Mesmo assim, apenas quatro meses após o lançamento da Sputnik 1, os EUA responderam com seu primeiro satélite, o Explorer I, em 31 de janeiro de 1958, e logo depois com as Vanguard I, II e III.

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Criação da Nasa

Imagem: MARCO AURÉLIO ESPARZ… · BY-SA · Openverse

Com a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, os EUA e a URSS capturaram a maioria dos engenheiros que trabalharam no desenvolvimento da V-2 (veja também Operação Paperclip). Logo os EUA estariam lançando seus primeiros foguetes Bumper, baseados nas V-2. Em julho de 1958 é criada pelo então presidente Dwight Eisenhower, a agência espacial dos EUA, Nasa, responsável por coordenar todo o esforço estadunidense de exploração espacial e administrar o programa espacial dos EUA. Rapidamente os EUA enviaram diversos satélites artificiais e sondas para explorar outros planetas. Em 1959 foi lançado o Explorer 6 que depois serviu de alvo para teste arma ASAT (arma antissatélite, ver: Arma espacial). Por volta da metade da década de 1960 os EUA haviam lançado tantos satélites meteorológicos, de comunicações e espiões, que seria impossível relacioná-los todos em pouco espaço. Assim, destacamos a sonda Mariner 2, que pousou em Vênus em 1962, os 16 satélites Explorers e os 38 satélites de reconhecimento Discoverer.

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Projeto Mercury

Imagem: MARCO AURÉLIO ESPARZ… · BY-SA · Openverse

Os voos tripulados do programa espacial dos EUA iniciaram com o Projeto Mercury, baseado em uma nave com capacidade para um astronauta e manobras em órbita da Terra.

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Projeto Gemini

Imagem: MARCO AURÉLIO ESPARZ… · BY-SA · Openverse

O segundo projeto tripulado da Nasa foi o Projeto Gemini, que consistia em uma nave com capacidade para dois astronautas e manobras em órbita da Terra. Os principais objetivos das missões Gemini eram testar a acoplagem em órbita e atividades extra-veiculares, duas habilidades consideradas necessárias para o pouso na Lua. O lançador usado no Projeto Gemini foi o foguete Titan. O Projeto Gemini também usou o estágio Agena, um veículo para treinamento de rendez-vous e acoplamento. Houve doze voos no Projeto Gemini, dez deles tripulados, que ocorreram entre março de 1965 e novembro de 1966. As missões tripuladas do projeto foram: O projeto foi bem sucedido em seus objetivos de desenvolver a tecnologia e preparar os astronautas para as missões para a Lua.

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Projeto Apollo

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O terceiro projeto tripulado da Nasa foi o Projeto Apollo. Este projeto envolveu um fantástico esforço de US$ 20 bilhões, 20 mil companhias que desenvolveram/fabricaram componentes e peças, e 300 mil trabalhadores. Seis missões Apollo pousaram na Lua (no total de doze astronautas que caminharam na Lua). As missões tripuladas do Projeto Apollo foram: Após a missão Apollo 18, a Nasa abandonou a nave Apollo para desenvolver um veículo reutilizável, chamado Ônibus Espacial (Space Shuttle), que entrou em operação em 1981.

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Ônibus Espacial

Após o bem sucedido Projeto Apollo, a Nasa aposentou a nave Apollo em detrimento de um veículo reutilizável, chamado Ônibus Espacial (Space Shuttle; em Portugal: Vaivém Espacial). O Ônibus Espacial voou a primeira vez em 1981 e serviu até recentemente as necessidades da NASA. Diversos acidentes, o mais recente deles com a nave Columbia, acabaram demonstrando a obsolescência do projeto. O veículo deverá ser substituído em breve por outro veículo reutilizável. O projeto de construção de veículos espaciais reutilizáveis remonta de 1975, quando foram feitos os primeiros testes de um protótipo acoplado a um avião Boeing adaptado a testes de voo a grande altitude. O objetivo foi testar a aerodinâmica e a dirigibilidade do Ônibus Espacial. Foram construídas cinco espaçonaves deste tipo, chamadas Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, que foram usadas em diversas missões no espaço. Destas apenas a Discovery, a Atlantis e a Endeavour ainda existem, já que as outras acabaram destruídas em acidentes que se tornaram tragédias da história da exploração espacial.

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Projeto Constellation

O Projeto Constellation é o novo programa da NASA para criar uma nova geração de espaçonaves para voos tripulados e consiste de dois foguetes de lançamentos, Ares I e Ares V, uma cápsula para tripulantes, a Orion, um estágio de partida da Terra e o módulo lunar Altair. Essa espaçonave será capaz de realizar uma grande variedade de missões, desde ressuprir a Estação Espacial Internacional até fazer alunissagem. A maior parte do Projeto Constellation utiliza equipamentos e sistemas baseados no conhecimento adquirido com o projeto do ônibus espacial. A dupla módulo de serviço e cápsula para tripulantes é fortemente influenciada pelo projeto Apollo e também usará motores derivados dos foguetes Saturn V e Delta IV. As missões previstas no projeto Constellation deverá incluir manobras de aproximação em órbita da Terra e da Lua. Entre as principais novidades deste projeto destaca-se a capacidade da espaçonave Orion transportar 6 tripulante em missões em órbita da Terra e 4 tripulantes para uma missão na Lua ou Marte e o fato de que a Orion poderá ficar em órbita da Lua sem tripulantes durante a missão em solo.

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Principais sondas espaciais

Os EUA desenvolveram uma série de projetos de exploração espacial usando sondas de espaço profundo, além da já citada Mariner 2, podemos citar também as Pioneer 10 e 11 que pesquisaram Júpiter em 1973 e 1974, e em 1979 enviaram fotos de Saturno. A Pioneer 10 foi o primeiro artefato humano a abandonar o sistema solar. Lançada em 3 de março de 1972, sobrevoou Júpiter a aproximadamente 131 000 km em 3 de dezembro de 1973. Depois, em 3 de dezembro de 1974, a Pioneer 11 também sobrevoou Júpiter a 46 000 km, seguindo rota depois para Saturno. Também devemos lembrar das Voyager I e II que pesquisaram os planetas externos do sistema solar e abandonaram o sistema solar partindo para uma viagem sem volta em direção das estrelas. A Voyager II, lançada em 20 de agosto de 1977 passou a 286 000 km de Júpiter e a 101 000 km de Saturno. Em 24 de janeiro de 1986 ela passou a 82 000 km de Urano, o planeta mais distante da Terra a ser visitado por uma sonda espacial.

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Exploração de Marte

Os EUA enviaram três missões de pesquisa ao planeta vermelho: Viking, Mars Pathfinder e Mars Global Surveyor. As missões Viking enviaram duas naves gêmeas para Marte, as Viking 1 e Viking 2. A Viking 1 foi lançada em 20 de agosto de 1975 e chegou em Marte em 19 de junho de 1976. A Viking 2 foi lançada em 9 de setembro de 1975 e entrou em órbita de Marte em 7 de agosto de 1976. Ambas pousaram naves-filhas, os Landers, que tiraram fotos, tomaram amostras e efetuaram análises de solo em busca de vida marciana. Às missões Viking seguiu-se a Pathfinder, que foi uma das mais bem sucedidas sondas da história da exploração espacial. A Pathfinder foi lançada ao espaço em 4 de dezembro de 1996. Ela possuía um robô chamado Sojourner, que permitia mobilidade nas observações da superfície marciana. O robô foi projetado para movimentar-se pela superfície de Marte e colher amostras, assim como fazer análises do solo.

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