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Relação sexual

Relação sexual, coito ou cópula são termos que se referem principalmente à inserção e fricção do pênis, geralmente ereto, na vagina, com a finalidade de estimulação sexual ou reprodução, o que também se denomina sexo vaginal. As relações sexuais proporcionam intimidade física entre duas ou mais pessoas e são geralmente praticadas pelo ser humano com o propósito de prazer físico ou emocional, contribuindo para o fortalecimento de laços afetivos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Comportamentos

Definições

Os comportamentos em torno da relação sexual também podem ser definidos por diferentes termos, incluindo coito, cópula ou sexo, sendo esta última a mais utilizada por ser uma abreviação. O termo coito é derivado das palavras latina coitio e coire, que significam "unir-se juntos"; ele descreve uma variedade de atividades sexuais onde são usados termos do latim antigo, mas geralmente se refere apenas e exclusivamente à relação peniana-vaginal, que é frequentemente denominada como coito vaginal ou sexo vaginal. Estes termos, resultantes da abreviação de relação sexual vaginal, se relacionam com qualquer atividade sexual onde a vagina está envolvida, principalmente em casos de penetração, bem como a relação sexual entre casais de lésbicas. A cópula, ao contrário, na maioria das vezes é utilizada para o acasalamento de animais não humanos; geralmente é definido pelo ato de reprodução sexuada ocasionado pela transferência do esperma de um macho para uma fêmea. Raramente o termo é usado para a procriação entre homens e mulheres, e em menor escala, sobre qualquer atividade sexual entre humanos.

Vínculos e variações de estímulo

A cópula, por muitas vezes, torna-se além de uma atividade reprodutiva, uma forma de constituir um vínculo emocional. Por exemplo, o ato da relação sexual e as atividades sexuais em geral desempenham um forte papel no vínculo humano. Em muitas sociedades, é normal os casais realizarem a relação sexual utilizando o método contraceptivo — controle de natalidade — onde ambos mantém o prazer e fortalecem os seus respectivos vínculos emocionais ao mesmo tempo que evitam deliberadamente a gravidez. Nos humanos e nos bonobos, a fêmea se sujeita a uma ovulação oculta, sendo que os parceiros do outro sexo acabam não sabendo o momento em que ela está fértil ou não, onde ela se torna sexualmente ativa em qualquer outro período. Uma possível razão para esta característica biológica distinta pode ser a formação de fortes vínculos emocionais entre os parceiros sexuais, as quais são fundamentais para as interações sociais, e no caso dos seres humanos, um contato prévio e uma relação de longa data antes de uma reprodução sexual imediata. Para os humanos, em particular, o comportamento cooperativo em uma comunidade e, consequentemente, a atividade sexual, podem reforçar os laços sociais entre os indivíduos e formar estruturas sociais maiores. A cooperação resultante incentiva as tarefas coletivas, que promovem a sobrevivência de cada membro do grupo.

Reprodução

A origem da relação sexual é datada de cerca de 385 milhões de anos, onde os estudiosos afirmam que o mais velho peixe Gnatostomados existente na Terra foi o primeiro animal a se reproduzir por cópula. A reprodução entre os seres humanos geralmente ocorre com a penetração do pênis na vagina. O orgasmo masculino inclui a ejaculação, uma série de contrações musculares que depositam esperma na vagina, que contém vários gametas masculinos, que são chamados de espermatozoides. Após isto, frequentemente os espermatozoides depositados seguem o caminho através do colo do útero e do útero, até finalmente chegarem nas trompas de Falópio. Milhões de espermatozoides estão presentes em cada ejaculação, para que aumentem as chances de um deles fertilizar com sucesso um óvulo; agora, quando um óvulo fértil da mulher está presente nas trompas de Falópio, o gameta masculino se junta com ele, resultando na fertilização e na formação de um novo embrião. Na sequência, o óvulo fertilizado atinge o útero e é implantado no revestimento do útero conhecido como endométrio, e então uma nova gravidez se inicia. Ao contrário da maioria das espécies, a atividade sexual humana não está ligada à períodos de cio e pode ser realizada a qualquer momento durante o ciclo reprodutivo, mesmo durante a gravidez.

Sexo seguro e métodos contraceptivos

Há uma variedade de métodos de sexo seguro que são praticados pelos casais heterossexuais e homossexuais, incluindo atos de sexo não penetrativo, como por exemplo, o fatos dos casais de sexos diferentes utilizarem tanto o sexo anal quanto o sexo oral, ou ambos, como uma forma de controle de natalidade (contracepção). No entanto, a gravidade ainda pode ocorrer mesmo com a realização do sexo anal ou outras formas de atividades sexuais, caso o pênis fique próximo da vagina (como durante o sexo intercrural ou a fricção das duas genitálias) e o esperma fique depositado perto da entrada da vagina e seja transportado ao longo dos fluidos lubrificantes da mesma. O risco de gravidez também pode existir mesmo sem o pênis estar perto da vagina, pois o esperma pode ser transportado para a abertura vaginal pela própria vagina, entrando em contato com os dedos ou outras partes do corpo, sem serem as genitálias, que tenham entrado em contato com o sêmen.

Predomínio

Conforme dito anteriormente e exibido em diversos estudos, a relação peniana-vaginal é a mais comum e a mais praticada forma de relação sexual. Estas mesmas pesquisam indicam que a maioria dos casais heterossexuais se envolvem em relações peniana-vaginais "quase todas as vezes que eles praticam o ato do sexo". O Instituto Nacional de Comportamento e Saúde Sexual (NSSHB) afirmou em 2010 que a relação supracitada é "o comportamento sexual mais predominante entre homens e mulheres de todas as idades e etnias". Já em 2013, Clint E. Breuss et al. constatou que o coito vaginal "é o comportamento mais frequentemente estudado" e, além disso, em muitas culturas, se estabelece um sinônimo deste termo para quando as pessoas se referem a "praticar sexo" ("transar") ou a "relação sexual", sendo "muitas vezes o foco da programação de educação sexual para os jovens."

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Efeitos na saúde

Benefícios

Nos seres humanos, tanto a relação sexual bem como qualquer outro tipo de atividade sexual tem sido relatadas como fortalecedoras da saúde, onde podemos elencar entre os seus benefícios o aumento da imunidade, causada pelo aumento da produção de anticorpos, a subsequente pressão arterial mais baixa, e a redução do risco de câncer de próstata. A intimidade sexual e os orgasmos aumentam os níveis do hormônio conhecido como ocitocina, também referido como "o hormônio do amor", o qual influencia no vínculo afetivo das pessoas e pode aumentar a confiança (ver seção "Efeitos sociais"). Um estudo de grande dimensão feito com 3500 pessoas entre os 30 e os 101 anos de idade, realizado pelo neurofisiologista David Weeks, concluiu que "o sexo ajuda na aparência de quem o pratica, pois a pessoa aparenta estar entre quatro e sete anos mais jovem", com base em avaliações imparciais de fotografias dos sujeitos. Embora nenhum estudo provou uma relação concreta entre sexo e longevidade, Weeks teorizou que os benefícios indicados por este estudo são indiretamente relacionados com o sexo, pois são um resultado de que o sexo pode contribuir na redução do estresse, em um maior contentamento, e na melhora da qualidade de sono que o sexo pode promover.

Riscos gerais

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) estão presentes na forma de bactérias, vírus e parasitas, que são passadas de pessoa para pessoa durante o contato ocorrido nas relações sexuais, especialmente na penetração. Algumas destas, em particular a AIDS e a sífilis, também podem ser passadas de outras formas, incluindo de mãe para filho durante a gravidez e o parto, através de produtos derivados do sangue e por agulhas hipodérmicas compartilhadas. Já doenças como as infecções gonocócicas e a clamídia muitas vezes não apresentam sintomas, sendo que a infecção por clamídia não tratada pode levar à infertilidade feminina e à gravidez ectópica; e as infecções gonocócicas não tratadas resultam em abortos espontâneos, nascimentos prematuros e mortes perinatais. Os bebês nascidos de mães das duas doenças supracitadas que não foram tratadas podem desenvolver conjuntivite neonatal (uma infecção ocular grave), que pode levar à cegueira. Entre outras DSTs conhecidas, estão o papilomavírus humano, que pode levar a cânceres genitais e cervicais, e a sífilis, que pode resultar em mortes fetais e neonatais. A hepatite B também pode ser transmitida através do contato sexual; estimativas afirmam que em todo o mundo, existem cerca de 350 milhões de portadores crônicos de hepatite B.

Duração e dificuldades no ato

A relação sexual, quando envolve um participante do sexo masculino, geralmente encerra quando este ejacula, independendo se a parceira sexual atingiu ao orgasmo. Além disso, a ejaculação precoce é um problema comum entre os homens, visto que as mulheres dependem de um tempo substancialmente maior de estimulação com o seu parceiro para poderem atingir ao orgasmo, se comparadas aos do sexo oposto. Os pesquisadores William Masters e Virginia E. Johnson descobriram que os homens demoram aproximadamente 4 minutos para atingir ao orgasmo durante uma relação peniana-vaginal; já as mulheres levam aproximadamente de 10 a 20 minutos para chegarem ao orgasmo com seus parceiros, mas este tempo pode ser reduzido a 4 minutos quando ocorre a masturbação. Pesquisas universitárias afirmam que "muitos casais estão presos à ideia de que o orgasmo deve ser alcançado apenas através da relação peniana-vaginal", que "a palavra preliminares sugere qualquer outra forma de estimulação sexual como uma forma apenas preparação para o 'evento principal'", e que "[c]omo as mulheres atingem o orgasmo com menos consistência do que os homens", elas são mais propensas do que os homens a fingir um orgasmo para agradar seus parceiros sexuais.

Efeitos sociais

Alguns pesquisadores, como Alex Comfort, evidenciam três vantagens potenciais ou efeitos sociais da relação sexual nos seres humanos, que não são mutuamente exclusivas; estas são reprodutivas, relacionais e recreativas (como forma de lazer). Enquanto o desenvolvimento da pílula anticoncepcional e outras formas altamente eficazes de contracepção na metade do século XX aumentaram a capacidade das pessoas de segregar estas três funções, elas ainda se sobrepõem significativamente em padrões complexos. Por exemplo, um casal fértil pode ter relações sexuais usando de meios contraceptivos não só para experimentar o prazer sexual (recreativo), mas também como um meio de intimidade emocional (relacional), aprofundando assim a sua ligação, fazendo com que o seu relacionamento se torne mais estável e sirva como apoio quando tiver uma criança, no futuro (reprodutivo diferido). Este casal pode enfatizar diferentes aspectos da relação sexual em diferentes ocasiões, se divertindo durante um ato de relação sexual (recreacional), experimentando a conexão emocional mais profunda em outra ocasião (relacional), e mais tarde, após a interrupção da contracepção, procurando conseguir a gravidez (reprodutivo).

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Pontos de vista éticos, religiosos e legais

Enquanto a relação sexual, como coito, é o modo natural de reprodução da espécie humana, os seres humanos têm orientações morais e éticas complexas que regulam a prática de relações sexuais e variam de acordo com as leis religiosas e governamentais. Alguns governos e religiões também têm designações rígidas de comportamento sexual considerado "adequado" ou "inadequado", os quais incluem restrições sobre os tipos de atos sexuais que são permitidos. Por exemplo, como podemos observar no decorrer desta seção, um ato sexual historicamente proibido ou regulamentado é o sexo anal.

Consentimento e crimes sexuais

A relação sexual praticada com uma pessoa contra a vontade desta, ou sem o informe de seu consentimento legal, é considerado pela lei como um estupro, mas também pode ser chamado de agressão sexual; este ato é considerado um crime grave na maioria dos países. Segundo informa um estudo, mais de 90% das vítimas de estupro são do sexo feminino, 99% dos estupradores do sexo masculino, e apenas cerca de 5% dos estupradores são desconhecidos para as vítimas. A maioria dos países desenvolvidos tem leis de idade de consentimento que especificam a idade mínima legal em que uma pessoa pode se envolver em relações sexuais com pessoas mais velhas, geralmente fixadas em cerca de 16 ou 18 anos, enquanto que a idade de consentimento varia entre 12 a 20 anos de idade, ou acaba sendo inexistente conforme as legislações de cada nação. O sexo com uma pessoa sob a idade de consentimento, independentemente do seu consentimento declarado, é muitas vezes considerado como agressão sexual ou um estupro dependendo das diferenças nas idades dos participantes. Alguns países consideram qualquer tipo de atividade sexual com uma pessoa com capacidade mental diminuída ou insuficiente para consentir com o ato, independentemente da idade, como um ato de estupro.

Orientação sexual e gênero

Existem várias posições jurídicas relativas à definição e legalidade das relações sexuais entre pessoas do mesmo gênero ou sexo. Por exemplo, em 2003, um caso chamado Blanchflower v. Blanchflower ganhou a atenção da mídia após ser julgado no Supremo Tribunal de Nova Hampshire, onde foi decidido que as relações femininas e as práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo, em geral, não constituem a relação sexual, com base em uma definição de 1961 do Terceiro Novo Dicionário Internacional Webster, o qual define a relação sexual como o coito; e, sendo assim, uma mulher acusada num processo de divórcio não foi considerada culpada de adultério. Alguns países, como os países islâmicos, consideram o comportamento sexual do mesmo sexo um crime punível com pena de prisão ou execução.

Casamento e relacionamentos

A relação sexual tem sido tradicionalmente considerada uma parte essencial de um casamento; muitos costumes religiosos necessitam de uma consumação através de relações sexuais, que no caso de fracasso, por qualquer razão, pode servir como justificativa para a anulação do casamento, sem a necessidade de um divórcio. A declaração de anulação demonstra que o casamento era nulo desde o início; por exemplo, não houve casamento em lei. Além disso, as relações sexuais praticadas entre os cônjuges são geralmente consideradas como um "direito civil" por muitas religiões, permitido aos casais, geralmente para fins de reprodução. Existe uma grande variação em relação a opiniões religiosas ou jurídicas sobre a relação sexual no casamento.

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Relação sexual em animais

No que diz respeito à zoologia, a cópula é conhecida por muitas vezes como o processo em que um macho introduz esperma no corpo da fêmea, especialmente diretamente em seu trato reprodutivo. As aranhas, por exemplo, possuem os sexos masculinos e femininos separados. Antes do acasalamento e da cópula, a aranha macho forma uma pequena teia e ejacula sobre a mesma. Em seguida, ele armazena o esperma em reservatórios em suas grandes pedipalpos, a partir do qual ele transfere esperma para os órgãos genitais do sexo feminino. As fêmeas podem armazenar esperma por tempo indeterminado. A reprodução ocorre por dois métodos de fertilização: a interna, que é realizada por muitos dos vertebrados (tais como répteis, alguns peixes, e a maioria das aves) ocorrem via cópula cloacal (ver também hemipénis), enquanto os mamíferos se reproduzem pela cópula vaginal. A fertilização externa, que é realizada por vertebrados como alguns tipos de peixes e anfíbios, onde há o uso de um meio externo que permite a reprodução da espécie.

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Fontes consultadas

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