Rodolfo Amoedo
Rodolfo Amoedo foi um pintor, desenhista, professor universitário e decorador brasileiro. Era professor na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e foi considerado um ótimo conhecedor das técnicas artísticas. Ao começar a lecionar, sempre dava grande importância ao método de aprendizado no momento que ensinava seus alunos. Acreditava que o mais significativo não era criar especialistas e sua maior pretensão era que todos aqueles que passassem por suas mãos se tornassem grandes entendedores de arte.
Rodolfo foi um dos responsáveis pela renovação do ensino artístico no fim do século XIX. Apesar de ter uma visão tradicional no momento de criar suas obras, ele conseguiu introduzir uma corrente artística que atualizou, na época, o que era considerado como arte acadêmica. Trouxe o realismo burguês menos idealizado, fugindo das influencias neoclássicas e românticas que existiam no Brasil Imperial. Ele percebeu que assim que foi proclamada a República no Brasil, não existia mais a necessidade de forjar mitos sobre a nacionalidade. Os temas sagrados caíram e deram lugar ao tema burguês, seja na pintura de paisagens ou de retratos. Amoedo não era um pintor que colocava em sua tela, muitos pontos para serem analisados. Era um artista intimista, de execução demorada e sempre muito bem pensada. Ao se tornar professor, abandonou a técnica de copiar estampas e quadros; tentou interpretar modelos vivos com qualidades plástica e sem elas. Em relação aos seus alunos, exigia rigor nos desenhos e queria que as cores das paletas utilizadas fossem claras, para que assim as pinturas não tivessem negros e terras queimadas. Afirmava que o preto só devia ser usado no meio das tintas claras. Não tinha a pretensão de formar especialistas, mas queria que aqueles que passassem por suas mãos fossem grandes conhecedores de arte. É visto como um pintor ambíguo por algumas vezes defender os velhos padrões e em outras, trazer a renovação. “Amoedo surge indeciso entre o papel de herdeiro do academicismo local e aquele de introdutor do realismo burguês. Curiosamente o artista consegue transformar o seu realismo inicial no único herdeiro possível e intransigente da arte tradicional no país, única sentinela eficaz contra os avanços das vanguardas vindas da Europa”, diz o crítico e historiador Tadeu Chiarelli. Alguns quadros de Rodolfo Amoedo, do final do século XIX e começo do século XX, ainda são classificados como obras “acadêmicas” e que para o período em que foram feitas, são consideradas como obras modernas. O artista, com sua paleta de cores luminosa, por utilizar predominantemente das vezes, cores claras, demonstra um perfeito conhecimento da temática impressionista.
Gonzaga Duque publicou em 1929 uma crítica à obra de Amoedo: Em 1944, Frederico Barata publicou a seguinte crítica: Em 2000, Luciano Migliaccio realizou o seguinte comentário sobre Amoedo e sua obra:


