Romance
Um romance é uma obra extensa de ficção narrativa geralmente escrita em prosa e publicada como livro. Segundo Margaret Doody, o romance tem "uma história contínua e abrangente de cerca de dois mil anos", com suas origens no romance grego e romano antigo, no romance de cavalaria medieval e na tradição da novela renascentista italiana. A forma do romance antigo foi revivida pelo romantismo, nos romances históricos de Walter Scott e no romance gótico.
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Herdeiro da epopeia, o romance moderno é tipicamente um gênero narrativo, assim como a novela e o conto. A distinção entre romance e novela não é clara, mas costuma-se definir que no romance há um paralelo de várias ações, enquanto na novela há uma concatenação de ações individualizadas. No romance, uma personagem pode surgir a meio da história e desaparecer depois de cumprir sua função. Outra distinção importante é que no romance o final é um enfraquecimento de uma combinação e ligação de elementos heterogêneos, não o clímax. Há de notar que o romance tornou-se gênero preferencial a partir do Romantismo, por isso ficando o termo romance associado a este. Entretanto o Realismo teria no romance sua base fundamental, pois apenas este permitia a minúcia descritiva, que exporia os problemas sociais. Dom Quixote de La Mancha, escrito no início do século XVII, é geralmente considerado como o precursor do romance moderno. Na tentativa de parodiar o romance de cavalaria, Miguel de Cervantes não só escreveu um dos grandes clássicos da literatura, como ajudou a firmar o gênero que viria substituir a epopeia, a qual, já agonizante, desapareceria no século XVIII, com o advento da revolução industrial. O romance é, segundo Hegel, a epopeia burguesa moderna.
Crise do romance
Já em 1880 falava-se em crise do romance. Naquele ano foi feita uma enquete sobre o assunto na França, e Jules Renard disse que o romance havia morrido.[carece de fontes?] E em uma época de Zola, André Gide, Valéry; mais adiante surgiriam Proust, Joyce, Kafka, Robert Musil. Numa entrevista, Gabriel Garcia-Márquez reitera sua crença no gênero: "se você diz que o romance está morto, não é o romance, é você que está morto". Justamente quando se discutia se os recursos do romance estariam realmente esgotados, se seus dias estavam mesmo contados, surge o que ficou conhecido como o boom da literatura latino-americana: Julio Cortázar, Vargas Llosa, Gabriel Garcia-Márquez, Carlos Fuentes, Cabrera Infante, Miguel Ángel Asturias, Alejo Carpentier, etc. Era o descobrimento do realismo mágico.


