Sabá
O Shabat, também conhecido como sabat ou sabá, é o dia de descanso semanal no judaísmo, simbolizando o sétimo dia da Criação, conforme descrito no Gênesis. Sua observância ocorre do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado, com o horário exato variando conforme a localização e a época do ano.
Pontos-chave
- Shabat é o dia de descanso semanal judaico, simbolizando o sétimo dia da Criação.
- A palavra 'Shabat' deriva do hebraico 'cessar' ou 'parar', implicando abstenção do trabalho.
- O mandamento de observar o Shabat é o quarto dos Dez Mandamentos.
- São 39 atividades proibidas no Shabat, mas a vida tem precedência em caso de risco.
- A observância do Shabat é exclusiva para os judeus, sendo proibida para gentios.
A palavra hebraica 'שבת' (shabāt) está ligada ao verbo 'שבת' (shavāt), que significa 'cessar' ou 'parar'. Embora comumente associada a 'descanso', uma tradução mais precisa seria 'cessação', no sentido de 'parar o trabalho'. Assim, Shabat é o dia de cessação do trabalho, com o descanso sendo uma implicação, mas não a denotação direta da palavra. Por exemplo, a palavra hebraica para 'greve' é 'shevita', da mesma raiz, indicando uma abstenção ativa do trabalho. 'Sábado' em português e 'sabático' (referente a um ano de descanso) também derivam dessa raiz.
O Shabat é introduzido no Tanakh com a declaração de que os céus e a terra foram completados em seis dias, e Deus descansou no sétimo, proclamando Seu Shabat. Essa passagem, usada no kidush de Shabat, afirma Deus como o Criador que descansou no sétimo dia. A observância das leis do Shabat pelo povo judeu serve como um testemunho dessa criação divina. Embora Gênesis 2:3 indique o estatuto sagrado do dia, a obrigação de observá-lo surge após o Êxodo do Egito, sendo mencionada diversas vezes no Tanakh. O mandamento mais proeminente é o quarto dos Dez Mandamentos (Êxodo 20:8-10 e Deuteronômio 5:12-14).
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O Tanakh e o Sidur (livro judaico de orações) descrevem o Shabat como tendo três propósitos fundamentais, que refletem sua importância como um dia de santidade e conexão com o Criador.
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No Tanakh, a ordem para um dia de descanso é dada diretamente por Deus após os seis dias da criação: "Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera." Sua observância é de extrema importância, sendo o quarto dos Dez Mandamentos: "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e no sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou."
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De acordo com o Talmude (Mishná Shabat 7,2), existem 39 categorias de atividades, conhecidas como 'melachot', que são proibidas durante o Shabat. Essas tarefas são tradicionalmente associadas às atividades realizadas durante a construção do Tabernáculo. Contudo, em situações de risco de vida, todas as proibições podem ser suspensas, pois o valor da vida é supremo no judaísmo.
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Existem Shabatot especiais que precedem ou estão associados a importantes festas judaicas. Exemplos incluem Shabat HaGadol, que antecede Pessach; Shabat Zachor, que precede Purim; e Shabat Teshuvá, que ocorre antes de Yom Kipur. Esses Shabatot possuem leituras e temas específicos que os conectam às festividades que se aproximam.
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A observância do Shabat foi ordenada exclusivamente aos judeus, conforme as passagens: "E os filhos de Israel guardarão o Shabat" ou "O Shabat será um sinal entre Mim (O Criador) e Vós (povo judeu)". Consequentemente, os gentios (goym) são proibidos de guardá-lo. Se um não-judeu o fizer, é considerado uma transgressão da Lei, atribuindo-se um título de 'filho(a) de Israel' indevidamente e cometendo 'Avodah Zarah' (idolatria), pois estaria adorando o Criador de uma forma não determinada por Ele. Um não-judeu que 'descansar' no Shabat pode ser passível de pena capital, a menos que seja um peregrino entre os filhos de Israel (Talmude Babilônico - Sanhedrin 58 b - 59 a). Esta restrição visava permitir que gentios que serviam judeus pudessem realizar tarefas vedadas aos seus empregadores no dia sagrado.


