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Vaza Toga

A Vaza Toga foi um suposto vazamento de mensagens e áudios do WhatsApp que começou no dia 13 de agosto de 2024, quando o jornalista Glenn Greenwald publicou uma matéria na Folha de S.Paulo alegando ter acesso a 6 gigabytes de mensagens vazadas que teriam mostrado, segundo a matéria, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes agiu de forma informal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fora dos trâmites normais. Após todas as matérias da Folha de S. Paulo, Moraes decidiu abrir um inquérito sob sigilo judicial, cuja motivação teria sido apurar a autenticidade e a origem dos vazamentos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Conteúdo

2024

Na terça-feira do dia 13 de agosto de 2024, Glenn publicou a reportagem na Folha de S.Paulo acusando o Alexandre de Moraes de ter utilizado o Tribunal Superior Eleitoral fora do rito para investigar bolsonaristas. Agindo da seguinte maneira, Moraes e seu gabinete teriam dado ordens de forma não constitucional utilizando-se do Tribunal Superior Eleitoral, no qual Moraes pedia aos seus auxiliares, Airton Vieira e Eduardo Tagliaferro, a produção de relatórios contra determinados alvos de acordo com seu pedido, sem usar ofícios ou decisões judiciais, através de mensagens no WhatsApp, como se o monitoramento dos alvos fosse feito de forma espontânea, ocultando, assim, que os monitoramentos eram feitos pelo próprio Moraes e seus auxiliares, por fim, os relatórios eram enviados ao gabinete de Moraes para serem incluídos no Inquérito das Fake News, posteriormente, Moraes se baseava nesses relatórios para justificar suas decisões contra bolsonaristas, como quebra de sigilo bancário, cancelamento de passaporte, bloqueio de rede sociais, entre outras, sem revelar que o pedido para a produção desses relatórios era dele mesmo, segundo a reportagem da Folha de S. Paulo.

2025

No dia 2 de abril de 2025, a Polícia Federal do Brasil encerrou as investigações sobre o vazamento de diálogos do ministro Alexandre de Moraes com servidores do TSE e do STF e indiciou Eduardo Tagliaferro por violação de sigilo funcional com dano à administração pública. Em 22 de agosto de 2025, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia contra Eduardo Tagliaferro pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa e tentativa de subversão violenta do Estado Democrático de Direito. Em 23 de agosto de 2025, o jornal O Globo reportou que no dia 20, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, o Ministério da Justiça havia solicitado a extradição de Eduardo Tagliaferro da Itália para o Brasil, sendo a Itália o país onde Tagliaferro atualmente reside. Em 30 de julho de 2025, Tagliaferro havia anunciado que preparava uma denúncia contra Alexandre de Moraes no Parlamento Europeu.

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Reações

Mediante às mensagens vazadas, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que todas as ações e medidas que adotou em investigações sobre a realização de crimes eleitorais e contra a democracia foram regulares. Em 14 de agosto, na abertura da sessão, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, chamou de "tempestades fictícias" os relatos de que o ministro Alexandre de Moraes pediu informações em investigações fora dos ritos oficiais da Justiça. No mesmo dia, o Partido Novo apresentou uma notícia-crime solicitando uma investigação contra Moraes e seus auxiliares por formação de quadrilha e falsidade ideológica para a Procuradoria Geral da República (PGR). No dia seguinte, a PGR arquivou o pedido sob o argumento de não haver evidências de que eles infringiram a lei. O NOVO também apresentou uma denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra os juízes auxiliares Airton Vieira e Marco Antônio Martins Vargas que foram citados na reportagem da Folha de S. Paulo. No entanto, o CNJ, posteriormente, arquivou a denúncia sob o argumento de "não caber intervenção do CNJ neste tipo de processo".

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Fontes consultadas

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