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A Anarquia

A Anarquia foi uma guerra civil travada na Inglaterra e Normandia entre 1135 e 1153, caracterizada por um colapso na lei e na ordem. O conflito surgiu de uma crise de sucessão no final do reinado de Henrique I de Inglaterra, quando seu único filho legítimo, Guilherme Adelino, morreu no naufrágio do Barco Branco, em 25 de dezembro de 1120. As tentativas de Henrique de colocar sua filha, a Imperatriz Matilde, como sua sucessora não foram bem sucedidas e, depois de sua morte em 1135, seu sobrinho Estêvão de Blois tomou o poder com a ajuda de seu irmão, Henrique de Blois. O início do reinado de Estêvão foi marcado por lutas contra barões ingleses, rebeldes galeses e invasores escoceses. Após uma grande rebelião no sudoeste da Inglaterra em 1139, Matilde e seu meio-irmão, Roberto de Gloucester, invadiram a Inglaterra.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Prelúdio

Imagem: out of ideas · BY-SA · Openverse

Os antecedentes dos 19 anos de guerra da Anarquia remontam ao dia 25 de novembro de 1120, data do naufrágio do Barco Branco ao largo da Normandia. Excepto um marinheiro que nadou para a costa, morreram no desastre todos os ocupantes do navio, incluindo Guilherme Adelino, único filho legítimo de Henrique I de Inglaterra, e alguns dos seus irmãos bastardos. Com a perda de Guilherme, Henrique I tomou a decisão inédita na altura de nomear como sucessora a filha Matilde de Inglaterra, obrigando os seus barões a jurarem-lhe fidelidade. Em 1128, Matilde casou pela segunda vez com Godofredo Plantageneta, Conde de Anjou e, devido a isso mesmo, uma péssima escolha na opinião dos nobres normandos. Tirando Matilde, Henrique I tinha ainda como sucessores os quatro filhos de Estêvão II, Conde de Blois e Adela da Normandia, sua irmã. O terceiro deles, Estêvão de Blois, Conde de Bolonha era o seu sobrinho preferido e bastante popular entre a nobreza normanda.

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A Anarquia

Imagem: out of ideas · BY-SA · Openverse

Quando Henrique I morre em 1135 de intoxicação alimentar, Estêvão entrou em Inglaterra e declarou-se rei ignorando as pretensões de Matilde e de Teobaldo, o seu irmão mais velho. Com o apoio dos barões, incluindo os filhos bastardos de Henrique I, do Arcebispo da Cantuária e do papa Inocêncio II, a usurpação ficou consumada. Sem apoios em Inglaterra, Matilde virou-se para o rei David I da Escócia, seu tio materno, que em 1138 invadiu Northumberland em seu nome. A campanha não foi enérgica o suficiente e o exército de David foi derrotado em Agosto na batalha do Estandarte. Seguro no trono, Estêvão deu-se então ao luxo de cometer alguns erros políticos que lhe custaram o apoio de alguns nobres importantes. Entre eles contava-se Roberto de Gloucester, que tomou o partido de Matilde no fim do ano. Em 1139, Matilde entra em Inglaterra e toma o Castelo de Arundel, iniciando a guerra civil. Reunida com Gloucester, o seu exército tomou algumas praças importantes nos anos seguintes, sem que ocorresse uma batalha definitiva. Entretanto, o governo de Estêvão mostrava-se cada vez mais fraco e incapaz de controlar as sucessivas insurreições populares.

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O fim

Imagem: Brocco Lee · BY-SA · Openverse

Quando Eustáquio morre em 1153, as esperanças de preservar a linha dos Blois ruíram. Entretanto Henrique Plantageneta, o filho mais velho de Matilde e do Conde de Anjou, viu a sua oportunidade. Henrique apesar dos 20 anos de idade, tinha um apurado sentido político e sabia aproveitar as suas oportunidades, ao contrário de Estêvão. Pouco depois da morte de Eustáquio, Henrique invadiu a Inglaterra e em novembro forçou Estêvão a assinar o Tratado de Wallingford, onde o reconhecia como herdeiro. Com a morte de Estêvão no ano seguinte, Henrique torna-se rei sem oposição, iniciando a dinastia angevina (plantagenetas) de reis de Inglaterra. Matilde nunca regressou a Inglaterra e retirou-se para Ruão, na França.

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