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Arte da Fuga

A Arte da Fuga, BWV 1080, é uma peça inacabada do compositor alemão Johann Sebastian Bach. A composição da obra provavelmente se iniciou em 1742. A primeira versão de Bach que continha 12 fugas e dois cânones foi copiada em 1745. Este manuscrito tinha um título ligeiramente diferente, acrescentado posteriormente por seu genro, Altnickol: Die Kunst der Fuga. A segunda versão da obra foi publicada depois de sua morte em 1750, contendo 14 fugas e quatro cânones. A obra demonstra o completo domínio de Bach da mais complexa forma de expressão musical dentro da música erudita, conhecida como contraponto. A obra é composta de combinações engenhosas e particularmente elaboradas de temas relativamente simples desenvolvidos como composições da mais alta musicalidade. A Arte da Fuga se situa entre os pontos mais altos a que chegou a música europeia devido à complexidade única de sua forma e estrutura.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 01/07/2026
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As fontes

Na edição impressa de 1751, os vários movimentos estão grosseiramente arrumados em ordem crescente de sofisticação dos recursos contrapontísticos utilizados. O número em algarismos arábicos no título indica o número de vozes da fuga, com exceção da última, em que a expressão a 3 Soggetti, significa "com três sujeitos": Contra-fugas, nas quais uma variação do sujeito principal é utilizada tanto na forma regular como invertida: Fugas duplas e triplas com dois e três sujeitos, respectivamente: Fugas espelho, nas quais toda a partitura pode ser invertida sem perda da musicalidade: Cânones identificados por intervalo e técnica: Um arranjo do Contrapunctus XIII (ver abaixo): A ordem das fugas e cânones tem sido motivo para debates, principalmente porque há diferenças entre os manuscritos e as edições impressas que surgiram imediatamente após a morte de Bach. Razões musicais também têm sido invocadas para propor diferentes sequências nas publicações e/ou execuções mais recentes da obra, como, por exemplo, a edição de Wolfgang Graeser, em 1927.

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A fuga inacabada

O Contrapunctus XIV é interrompido abruptamente no meio da terceira seção, no compasso 239: A partitura autógrafa tem uma anotação com a caligrafia de Carl Philipp Emanuel Bach que reza: "Über dieser Fuge, wo der Nahme B A C H im Contrasubject angebracht worden, ist der Verfasser gestorben." ("Neste ponto em que o compositor introduz no contrassujeito desta fuga o nome 'B A C H' , o compositor faleceu.") Entretanto, os pesquisadores modernos questionam esta versão, especialmente porque as notas musicais comprovam que foram indubitavelmente escritas pela mão de Bach, numa época anterior àquela em que sua visão deteriorante provocava uma escrita errática, provavelmente entre 1748-1749. Ver, por exemplo, Johann Sebastian Bach, the Learned Musician de Christoph Wolff, ISBN 0-393-04825-X. Muitos especialistas, incluindo Gustav Nottebohm (1881), Wolff e Davitt Moroney têm argumentado que a intenção original era que a peça fosse uma fuga quádrupla, com o tema de abertura do Contrapunctus I sendo introduzido como o quarto sujeito. O título Fuga a 3 soggetti, em italiano e não em latim, não foi dado pelo compositor, mas por seu filho, Carl P.E. Bach e o obituário de Bach menciona "um rascunho para uma fuga a quatro vozes que deveria conter quatro temas". A combinação dos quatro temas levaria a obra a um clímax apropriado. Wolff também suspeitava que Bach possa ter terminado a fuga numa página perdida, chamada por ele de fragmento X, na qual o compositor teria tentado trabalhar o contraponto entre os quatro sujeitos.

A matriz permutação

Em 1991, uma descoberta espantosa foi publicada em resposta, com bastante possibilidade de certeza, à pergunta feita por Zoltán Göncz, a respeito de como Bach planejava a aparência do quarto sujeito, o sujeito principal do ciclo: Durante a exposição dos três primeiros sujeitos (primeiro sujeito:comp. 1-21; segundo sujeito:comp.114-141, terceiro sujeito:comp. 193-207), Bach utilizou uma sequência em série das entradas das vozes decidida antecipadamente, pela qual ele determinava os parâmetros de espaço e tempo das entradas dos sujeitos. A superposição das três matrizes da exposição prenuncia e desenvolve, como um negativo, a sequência de entrada das vozes do quarto sujeito. A cópia dos quatro sujeitos, um sobre o outro, mostra uma construção característica da obra de Bach que ocorre principalmente nas fugas vocais, a fuga permutação.

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Notas e Referências

Dr. Serban Nichifor: "The Art of Fugue" versão para 2 quartetos de violões. Intérpretes: Calin Grigoriu, Gabriel Brosteanu, Radu Miculita,Hanelore Mocanu, Radu Corbos, Andra Stanciu, Zsolt Bara and Tudor Niculescu-Mizil; National University of Music Bucharest (Rumênia), 23.04.2007

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Fontes consultadas

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