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A Barca do Sol

A Barca do Sol foi uma banda brasileira de rock progressivo e MPB formada em 1973 na cidade do Rio de Janeiro, e desfeita em 1981, após o lançamento de três álbuns de estúdio — A Barca do Sol, de 1974; Durante o Verão, de 1976; e Pirata, de 1979. O grupo fez grande sucesso de crítica enquanto esteve em atividade, embora tenha permanecido restrito a nichos de público. Seu estilo musical diferenciado dentro do panorama da música popular no Brasil - valendo-se majoritariamente de instrumentos de sopro como solistas e mantendo a composição de canções e não de temas instrumentais — garantiram para o conjunto um lugar único na música popular brasileira, tornando-o de difícil classificação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Carreira

Imagem: Universo Produção · BY-NC-ND · Openverse

A banda começou a ser formada quando Nando Carneiro e Muri Costa — colegas de um curso pré-vestibular de arquitetura, em Copacabana — passaram a se encontrar nas tardes, após as aulas, para estudar. Nos intervalos, tocavam violão e o irmão caçula de Maurício, Marcelo Costa, fazia percussão para os dois. No fim do ano, foram convidados para uma apresentação no auditório das Faculdades Bennett (hoje, Centro Universitário Bennett), já adotando o nome pelo qual a banda ficaria conhecida. No ano seguinte, o compositor e multi-instrumentista Egberto Gismonti — que era amigo da família de Nando, sendo parceiro de seu irmão, Geraldo Carneiro — conseguiu bolsas de estudo para os rapazes no VII Festival e Curso de Música de Curitiba (atualmente, Oficina de Música de Curitiba). Assim, deslocaram-se para aquela cidade onde passaram todo mês de janeiro tendo aulas com, entre outros professores, o cantor e compositor Dori Caymmi que, ao ouvir o trio tocando, apresentou para eles outros quatro músicos: Beto Rezende, também violonista, mas que entrou no grupo ajudando na percussão; Jaques Morelenbaum, que tocava violino e violoncelo; Marcelo Bernardes, flautista; e Marcos Stul, baixista.

Reunião

Após 38 anos de sua dissolução, a banda voltou a se reunir para a apresentação de dois shows em setembro de 2019, em São Paulo. No início do ano seguinte, em 18 de fevereiro de 2020, foi relançado o último álbum da banda, Pirata, em formato de streaming.

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Estilo e legado

Imagem: Ana Pinta · BY-NC · Openverse

Na época em que estava em atividade, o grupo foi classificado sempre, pela crítica especializada, como um grupo de rock progressivo. Realmente, estão presentes na obra do grupo diversas das características comumente associadas a este estilo, como: partes instrumentais pronunciadas, mudanças de andamento e mistura de música clássica e folk com rock. Entretanto, análises posteriores passaram a contestar estas primeiras críticas sob o argumento de que, embora existisse uma base comum sobre a qual diversos grupos se expressassem — o rock ou o samba, nos anos 1970, os diversos grupos não formavam uma unidade estilística. Desse modo, mais recentemente, prefere-se destacar as semelhanças estilísticas do grupo com artistas da MPB - como o Som Imaginário - ou com o movimento Clube da Esquina. Ainda, alguns aproximam o grupo do jazz brasileiro pela sua proximidade com Egberto Gismonti. Após o término do grupo, seus membros tornaram-se importantes músicos na cena da música popular brasileira, cantada ou instrumental, dos anos seguintes.

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Discografia

Imagem: Universo Produção · BY-NC-ND · Openverse

Discografia dada pelo IMMuB e pelo Discogs.

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Fontes consultadas

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