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Fortaleza de Malaca

A Fortaleza de Malaca localizava-se na cidade de Malaca, na Malásia. A estrutura que em nossos dias é denominada como A Famosa foi em tempos a Porta de Santiago. Esta era uma das antigas portas que se rasgavam na muralha da cidade, defendida pelo baluarte de mesmo nome, voltado para o mar, que ali chegava à época.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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História

Antecedentes

Constituindo-se em um portal de entrada para o comércio com a China e o Extremo Oriente, Malaca foi o local para onde o comércio islâmico se voltou, após ser expulso do Oceano Índico pelas armadas de Portugal. No século XVI, este dinâmico entreposto contava com uma população estimada de 100 mil habitantes, defendido por um exército que ascendia a 30 mil homens. Pelo seu porto passavam os navios que exploravam as ilhas da atual Indonésia e dele terá partido a nau de Cristóvão de Mendonça que, de acordo com as "Décadas da Ásia" do cronista João de Barros e a análise de oito cartas náuticas francesas da chamada "Escola de Dieppe" (a mais antiga das quais datada de 1536), terá sido o primeiro europeu a chegar à Austrália.

A fortificação portuguesa

Dando cumprimento às ordens régias de D. Manuel I (1495-1521), Albuquerque iniciou a construção de uma fortificação em posição dominante no alto de um monte, local onde antes se erguia a mesquita da cidade, empregando pedra retirada deste e de outros edifícios religiosos, bem como dos túmulos dos antigos sultões, além de pedra importada de zonas vizinhas, uma vez que em Malaca ela não existia. A "Fermosa" ou "Famosa", como é designada em alguns textos do primeiro quartel do século XVI, foi erguida por Tomás Fernandes, e constituía-se primitivamente em uma torre assobradada de quatro pavimentos, servindo de residência ao capitão da praça, envolvida por um muro.

O domínio Neerlandês

A praça-forte caiu em janeiro de 1641 no contexto da Guerra Luso-Neerlandesa, diante de uma força de 3000 homens a serviço da Companhia Neerlandesa das Índias Orientais, sob o comando de Caatekoe. A pequena guarnição portuguesa de 260 homens foi forçada a capitular, após um assédio de cinco meses, quando já não possuía alimentos, munições, e nem hipótese de ser socorrida. Tal como os portugueses haviam feito 130 anos antes, os neerlandeses deram prioridade à reparação da fortaleza e à introdução de melhorias no poder de fogo como se lê no relatório do Governador Balthasar Bort de 1678. Já haviam renovado a porta que nos subsiste hoje, conforme a inscrição epigráfica que registra "ANNO 1670" sobre o seu arco. Encimando essa inscrição encontra-se a pedra de armas da Companhia Neerlandesa das Índias Orientais.

O domínio britânico

A praça mudou de mãos uma vez mais, em 1795, quando os neerlandeses o entregaram aos ingleses para impedir que caísse nas mãos do expansionismo francês de Napoleão Bonaparte. Em 1807, o Governador inglês, William Farquar, ordenou a demolição da fortificação, a pretexto das elevadas despesas da manutenção e, afirma-se, para prevenir que ela fosse utilizada contra os interesses britânicos na região. Nesse momento as defesas foram mais uma vez testadas, uma vez que centenas de trabalhadores não conseguiriam partir nem remover as antigas pedras, tendo sido necessário recorrer a explosões consecutivas que, uma testemunha ocular, descreve deste modo: "...pedaços do forte tão grandes como elefantes, foram pelos ares e caíram ao mar". Por intervenção oportuna de Thomas Stamford Raffles, fundador de Singapura e grande apaixonado pela história, que visitou Malaca em 1810, esta pequena porta foi poupada da destruição.

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Descobertas arqueológicas

Em junho de 2003, uma estrutura, denominada como "Bastião de Santiago", foi descoberta durante as escavações para a construção do Dataran Pahlawan. Em fins de novembro de 2006, durante os trabalhos de escavação de uma torre giratória de 110 metros de altura na parte antiga da cidade, veio à luz um trecho do que se acredita tenha sido o antigo "Bastião de Middelsburgh". Dada a importância da descoberta, a construção da torre foi adiada indefinidamente. As autoridades museológicas de Malaca acreditam que a estrutura tenha sido erguida pelos Neerlandeses, durante o seu período de ocupação, entre 1641 a 1824.

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Fontes consultadas

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