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China

República Popular da China, também conhecida simplesmente como China, é o maior país da Ásia Oriental e o segundo país mais populoso do mundo, com mais de 1,4 bilhão de habitantes, quase um quinto da população da Terra, superado apenas pela Índia. É uma república popular socialista unipartidária. Na constituição, descreve-se como um sistema multipartidário de cooperação e consulta política sob a liderança do Partido Comunista da China e como uma "ditadura democrática popular liderada pela classe trabalhadora e baseada na aliança de trabalhadores e camponeses". Tem jurisdição sobre vinte e duas províncias, cinco regiões autônomas, quatro municípios e duas Regiões Administrativas Especiais com relativa autonomia. A capital da RPC é Pequim.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Etimologia

A palavra "China" é derivada do persa Cin (چین), que por sua vez é derivado do sânscrito Cina (चीन). O termo é registrado pela primeira vez em 1516 no diário do explorador português Duarte Barbosa. A palavra sânscrita foi usada para se referir à China já em 150 d.C. Há várias teorias acadêmicas sobre a origem desta palavra. A teoria tradicional, proposta no século XVII por Martino Martini, é a de que a palavra China é derivada de Qin (秦), o mais ocidental dos reinos chineses durante a dinastia Zhou, ou a partir do sucesso da dinastia Qin (221–206 a.C.). A palavra Cina é usada em duas escrituras hindus — o Mahābhārata, do século V a.C., e no Código de Manu, do século II a.C. — referindo-se a um país localizado na fronteira tibetana-birmana no leste da Índia. Na China, os nomes comuns para se referir ao país incluem Zhōngguó (chinês simplificado: 中国, lit. ‘O(s) Estado(s) do Centro’) e Zhonghua (chinês simplificado: 中华), embora o nome oficial do país tenha sido alterado inúmeras vezes por sucessivas dinastias e governos modernos. O termo Zhongguo apareceu em vários textos antigos, como o Shujing do século VI a.C., e em tempos pré-imperiais ele foi muitas vezes usado como um conceito cultural para distinguir o Huaxia dos bárbaros. O termo, que pode ser singular ou plural, se refere ao grupo de Estados na planície central da China. Foi só no século XIX que a expressão surgiu como o nome formal do país. Os chineses não eram os únicos a definir a sua nação como "central", já que outras civilizações tinham a mesma opinião sobre si mesmas.

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História

Pré-história

Evidências arqueológicas sugerem que os primeiros hominídeos habitaram a China entre 250 000 a 2,24 milhões de anos atrás. Uma caverna em Zhoukoudian (próximo da atual Pequim) continha fósseis datados entre 300 000 e 780 000 a.C. Os fósseis da caverna são do Homem de Pequim, um exemplo de Homo erectus que manipulava o fogo. Há também restos de Homo sapiens que datam de 18 a 11 000 a.C. encontrados no local do Homem de Pequim.

Primeiras dinastias

A tradição chinesa indica a Dinastia Xia como a primeira dinastia imperial, mas ela era considerada mítica até que escavações científicas encontraram os primeiros sítios da Cultura Erlitou, da Idade do Bronze, na província de Henan em 1959. Os arqueólogos já descobriram sítios urbanos, implementos de bronze e túmulos em locais citados como pertencentes aos Xia em antigos textos históricos, mas é impossível verificar se esses restos são dessa época sem registros escritos do período. A primeira dinastia chinesa que deixou registros históricos foi a vagamente feudal Dinastia Shang (Yin), que estabeleceu-se ao longo do rio Amarelo, no leste da China, do século XVII ao XI a.C. A escrita oráculo em ossos dessa dinastia representa a forma mais antiga de escrita chinesa já encontrada e é uma ancestral direta dos caracteres chineses modernos usados em todo o leste da Ásia.

China Imperial

O primeiro Estado unificado chinês foi estabelecido por Qin Shi Huang, do Estado Qin, em 221 a.C. Qin proclamou-se o "Primeiro Imperador" (始 皇帝) e impôs muitas reformas em toda a nação, principalmente a normalização forçada da língua, medidas, comprimento de eixos e da moeda chinesa. A Dinastia Qin durou apenas quinze anos, caindo logo após a morte de Qin Shi Huang, que com o duro legalismo e políticas autoritárias levou a uma rebelião generalizada no país. A subsequente Dinastia Han governou a China entre 206 a.C. e 220 d.C. e criou uma duradoura identidade cultural entre a população, fator que resiste até os dias atuais. Essa dinastia expandiu consideravelmente o território do império através de campanhas militares que atingiram Coreia, Vietnã, Mongólia e Ásia Central, além de também ter ajudado a criar a Rota da Seda no centro da Ásia. A China foi por grande parte dos últimos dois milênios a maior economia do mundo. No entanto, na parte final da Dinastia Qing, o desenvolvimento econômico chinês começou a declinar e o rápido desenvolvimento da Europa durante a Revolução Industrial permitiu-lhe ultrapassar a nação chinesa (ver Grande Divergência).

Declínio dinástico e guerras

A Dinastia Qing, que durou até 1912, foi a última dinastia imperial da China. No século XIX, essa linhagem adotou uma postura defensiva em relação ao imperialismo europeu, embora estivesse envolvida em uma expansão imperialista particular para a Ásia Central. Neste momento, o país começou a perceber a importância do resto do mundo, em particular do Ocidente. Como a China se abriu ao comércio exterior e à atividade missionária, o ópio produzido pela Índia britânica foi forçado a entrar no Império Qing. Duas Guerras do Ópio com a Grã-Bretanha enfraqueceram o controle do Imperador. O imperialismo ocidental revelou-se desastroso para o país: O fim da Guerra do Ópio marcou o início do imperialismo ocidental na China. Tratados desiguais, impostos no final da guerra, forçaram a China a ceder Hong Kong, abrir 'Tratados dos Portos' para o comércio exterior, pagar indenizações a seus vencedores e permitir que os estrangeiros que vivessem e trabalhassem em solo chinês ficassem livres da jurisdição da lei local (extraterritorialidade). Ao longo dos anos, novas guerras com as potências ocidentais expandiram essas imposições sobre a soberania nacional da China, que culminou com o Tratado de Shimonoseki, que encerrou a Guerra Sino-Japonesa de 1894-95.

República e guerra civil (1912–1949)

Em 1 de janeiro de 1912, a República da China foi estabelecida, anunciando o fim da China Imperial. Sun Yat-sen do Kuomintang (Partido Nacionalista ou KMT) foi proclamado o presidente provisório da República. No entanto, a presidência foi dada mais tarde a Yuan Shikai, um ex-general Qing, que tinha assegurado a deserção de todo o Exército de Beiyang do império Qing à revolução. Em 1915, Yuan proclamou-se Imperador da China, mas foi forçado a abdicar e restabelecer a república em face da condenação popular, não só da população em geral, mas também do próprio Exército de Beiyang e de seus comandantes. Após a morte de Yuan Shikai em 1916, a China estava politicamente fragmentada, com um governo reconhecido internacionalmente, mas virtualmente impotente no âmbito doméstico e assentado em Pequim. Senhores da guerra regionais exerciam controle real sobre seus respectivos territórios. No final dos anos 1920, o Kuomintang nacionalista de Chiang Kai-shek foi capaz de reunificar o país sob seu próprio controle através de uma série de hábeis manobras políticas e militares, conhecidas popularmente como a Expedição do Norte.

República Popular (1949–presente)

Os conflitos da Guerra Civil Chinesa terminam em 1949, quando o Partido Comunista tomou o controle da China continental e o Kuomintang recuou para o mar, reduzindo seu território para apenas Taiwan, Ainão e suas ilhas vizinhas. Em 1 de outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou a criação da República Popular da China, que ficou conhecida no ocidente como "China comunista" ou "China Vermelha" durante o período da Guerra Fria. Em 1950, o Exército de Libertação Popular (ELP) teve sucesso na recaptura de Ainão da República da China, ocupou o Tibete e derrotou a maioria das forças remanescentes do Kuomintang nas províncias de Iunã e Sinquião, apesar de alguns redutos do Partido Nacionalista ainda tiverem sobrevivido por muito mais tempo.

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Geografia

A República Popular da China é o terceiro maior país do mundo em área terrestre e é considerado o terceiro ou quarto maior em relação à área total. A incerteza sobre o tamanho do país está relacionada com a validade de certos territórios reivindicados pela China, como Aksai Chin e Vale de Shaksgam (ambos os territórios também são reivindicados pela Índia), e com a forma como a área territorial é calculada. A China tem fronteiras com catorze nações, mais do que qualquer outro país do mundo; no sentido horário, a partir do sul: Vietnã, Laos, Myanmar, Índia, Butão, Nepal, Paquistão, Afeganistão, Tajiquistão, Quirguistão, Cazaquistão, Rússia, Mongólia e Coreia do Norte. Além disso, a fronteira entre a República Popular da China e a República da China (Taiwan) está localizada em águas territoriais. A China tem uma fronteira terrestre de 22 457 km, a maior do mundo. O território da China possui uma grande variedade de paisagens. No leste, ao longo da costa do Mar Amarelo e do Mar da China Oriental, há extensas planícies aluviais densamente povoadas, enquanto nas bordas do planalto da Mongólia Interior, no norte, campos podem ser vistos. O sul da China é dominado por colinas e cordilheiras baixas.

Flora e fauna

Um dos dezessete países megadiversos, a China encontra-se em duas das biorregiões mais importantes do mundo, a paleártica e a indomalaia. Na zona paleártica, são encontrados mamíferos como cavalos, camelos, jerboas e tigres. Entre as espécies encontradas na região indomalaia, estão o gato-leopardo, o tigre Amoy, o rato-de-bambu, tupaias e várias espécies de macacos e símios. Algumas sobreposições existem entre as duas regiões, por causa da dispersão natural e da migração, como veados, antílopes, ursos, lobos, porcos e roedores. O famoso panda-gigante é encontrado somente em uma área limitada ao longo do rio Yangtzé. Há um problema com o comércio de espécies ameaçadas, embora já existam leis que proíbem tais atividades.

Problemas ambientais

Nas últimas décadas, a China sofreu com a grave deterioração ambiental e poluição de seu território. Embora algumas legislações, tais como a Lei de Proteção Ambiental de 1979, sejam bastante rigorosas, elas são mal aplicadas, já que são frequentemente desconsideradas pelas comunidades locais e funcionários do governo em favor do rápido desenvolvimento econômico. Como resultado, os protestos públicos e distúrbios por questões ambientais têm se tornado cada vez mais comuns no país. A poluição, no entanto, diminuiu consideravelmente desde a década de 2010. A campanha de despoluição do ar lançada por Pequim em 2013 é considerada uma das políticas ambientais mais eficazes já implementadas, com uma redução de 75% das emissões de aerossóis em dez anos.

Clima e meio ambiente

A China tem um clima dominado principalmente por estações secas e monções úmidas, o que leva a diferenças de temperatura no inverno e no verão. No inverno, os ventos do norte, provenientes de áreas de altas latitudes, são frios e secos; no verão, os ventos do sul, de zonas marítimas em baixa latitude, são quentes e úmidos. O clima na China é diferente de região para região por causa da extensa e complexa topografia do país. Uma questão importante é a contínua expansão dos desertos, principalmente o deserto de Gobi. Embora as linhas de barreira de árvores, plantadas desde 1970, tenham reduzido a frequência de tempestades de areia, secas prolongadas e resultados negativos nas práticas agrícolas, tempestades de poeira ainda assolam o norte da China a cada primavera e então se espalham para outras partes do leste da Ásia, incluindo Japão e Coreia. De acordo com a fiscalização ambiental da China, a SEPA, a República Popular da China perde cerca de 4 000 km² por ano para a desertificação.

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Demografia

O censo nacional de 2010 estimou a população da República Popular da China em 1 338 612 968 habitantes. Cerca de 21% da população (145 461 833 homens; 128 445 739 mulheres) tinha 14 anos ou menos, 71% (482 439 115 homens; 455 960 489 mulheres) tinha entre 15 e 64 anos de idade e 8% (48 562 635 homens; 53 103 902 mulheres) tinha mais de 65 anos de idade. A taxa de crescimento populacional em 2006 foi de 0,6%. Ao final de 2010, a proporção de pessoas do continente chinês com quatorze anos ou menos era de 16,60%, enquanto o número com sessenta anos ou mais cresceu para 13,26% da população, dando uma proporção total de dependentes de 29,86%. A proporção da população em idade de trabalho era de cerca de 70%. Embora seja um país de renda média para os padrões ocidentais, o rápido crescimento do país tem tirado centenas de milhões de pessoas da pobreza desde 1978. Hoje, cerca de 10% da população chinesa vive abaixo da linha de pobreza (com 1 dólar por dia), uma queda de 64% em relação aos níveis de 1978. O desemprego urbano na China caiu para 4% no final de 2007, embora o desemprego global real seja de cerca de 10%.

Composição étnica

A China reconhece oficialmente 56 grupos étnicos distintos, sendo o maior deles os chineses da etnia han, que constituem cerca de 91,51% da população total do país. Os han, o maior grupo étnico único do mundo, superam outros grupos étnicos chineses em cada província, município e região autônoma, exceto no Tibete e em Sinquião. Eles são descendentes de antigas tribos huaxia que viviam ao longo do rio Amarelo. As minorias étnicas representam cerca de 8,49% da população chinesa, de acordo com o censo de 2010. Em comparação com o censo populacional de 2000, a população han aumentou em 66 537 177 pessoas, ou 5,74%, enquanto a população das 55 minorias nacionais combinadas aumentou 7 362 627 de pessoas, ou 6,92%.

Línguas

Milhares de dialetos diferentes são falados na China, estes podendo variar de de cidade a cidade, e distrito a distrito. Os idiomas mais falados na China pertencem à família linguística sino-tibetana. Há, também, vários grandes grupos linguísticos dentro da língua chinesa. As variedades mais faladas são o mandarim (nativamente falado por mais de 70% da população), o wu (inclui o xangainês), o yue (inclui o cantonês e o taishanês), o min (inclui hokkien e teochew), o xiang, o gan e o hacá. Línguas não sínicas faladas amplamente por minorias étnicas incluem o xuém, o mongol, o tibetano, o uigur, o hmong e o coreano. O mandarim padrão, uma variedade do mandarim baseada no dialeto de Pequim, é a língua oficial nacional e é usado como uma língua franca entre as pessoas de diferentes origens linguísticas.

Urbanização

Desde 2000, as cidades chinesas têm se expandido a uma taxa média de 10% ao ano. Estima-se que a população urbana do país irá aumentar para 400 milhões de pessoas em 2025, quando suas cidades irão abrigar uma população de mais de um bilhão de habitantes. A taxa de urbanização do país aumentou de 17,4% para 46,6% entre 1978 e 2009, uma escala sem precedentes na história humana. Entre 150 e 200 milhões de trabalhadores migrantes trabalham em tempo parcial nas grandes cidades, voltando para o campo periodicamente com os seus ganhos. Hoje, a China tem dezenas de cidades com um milhão ou mais de habitantes, incluindo as três cidades globais de Pequim, Hong Kong e Xangai. Em 2025, estima-se que o país terá 221 cidades com mais de um milhão de habitantes.

Religião

Na China, o governo permite um grau limitado de liberdade religiosa, porém a tolerância oficial só é estendida aos membros de organizações religiosas aprovadas pelo Estado e não para aqueles que são adeptos de outras religiões. É difícil se obter o número exato de seguidores de grupos religiosos devido à falta de dados oficiais, mas há um consenso geral de que a religião no país está passando por um tipo de "ressurgimento" nos últimos 20 anos. Uma pesquisa de Phil Zuckerman, no site Adherents.com, concluiu que em 1998, 59% (mais de 700 milhões de pessoas) da população era irreligiosa. Enquanto outra pesquisa de 2007 constatou que existem 300 milhões de pessoas (23% da população) religiosas, divergindo do número oficial de 100 milhões.

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Governo e Política

A República Popular da China, ao lado da República Moldava da Transnístria (território não reconhecido internacionalmente), da República de Cuba, da República Democrática Popular da Coreia, da República Democrática Popular do Laos e da República Socialista do Vietnã é um dos seis Estados restantes que se declaram socialistas no mundo. No entanto, na prática, a estrutura política da China não pode ser caracterizada de maneira tão simples. O governo chinês tem sido descrito como comunista e socialista, mas também como autoritário, com fortes restrições remanescentes em muitas áreas, principalmente em relação à internet, imprensa, liberdade de reunião, direitos reprodutivos e liberdade de religião. Seu atual sistema político/econômico é denominado por seus líderes como "socialismo com características chinesas".

Partido

O país é governado pelo Partido Comunista da China (PCC), cujo poder está consagrado na constituição. O sistema eleitoral chinês é hierárquico, segundo o qual os Congressos Populares locais são eleitos diretamente e todos os níveis mais elevados de Congresso Popular até a Assembleia Popular Nacional (APN) são eleitos indiretamente pelo Congresso Popular de nível imediatamente inferior. O sistema político é parcialmente descentralizado, com poucos processos democráticos internos ao partido e ao nível das vilas locais, embora estas experiências tenham sido marcadas pela corrupção. Há outros partidos políticos na China, referidos no país como partidos democráticos, que participam da Assembleia Popular Nacional e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC).

Governo

O presidente em exercício do país é Xi Jinping e seu primeiro-ministro é Li Keqiang, que também é um ex-membro sênior do Comitê Permanente do Politburo do Partido, um órgão com atualmente sete integrantes que dividem os cargos mais importantes do país. O secretário-geral do Partido Comunista da China é atualmente Xi Jinping, que é também o presidente da Comissão Militar Central e serve como líder político do país. Houve alguns movimentos pela liberalização política do país, em que eleições abertas contestadas são agora realizadas nos níveis de vilas e cidades, sendo que as legislaturas têm mostrado alguma assertividade de vez em quando. No entanto, o partido mantém o controle efetivo sobre as nomeações governamentais: na ausência de uma oposição significativa, o PCC ganha por falta de concorrência na maioria das vezes. As preocupações políticas na China incluem diminuir o fosso crescente entre os ricos e os pobres, além do combate à corrupção dentro da liderança do governo. O nível de apoio popular ao governo e à sua gestão do país está entre os mais altos do mundo, sendo que 86% dos cidadãos chineses expressaram satisfação com a economia de sua nação de acordo com uma pesquisa do Pew Research Center feita em 2008.

Relações exteriores

A República Popular da China (RPC) tem relações diplomáticas com 171 países e mantém embaixadas em 162 deles. A sua legitimidade é contestada pela República da China (RC, conhecida simplesmente como Taiwan) e alguns outros países; portanto, é o maior e mais populoso país, mas com reconhecimento relativamente limitado. A Suécia foi o primeiro país ocidental a estabelecer relações diplomáticas com a RPC em 9 de maio de 1950. Em 1971, a RPC substituiu a RC como o único representante da China nas Nações Unidas e como um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. O país também é um ex-membro e ex-líder do Movimento de Países Não Alinhados e ainda se considera um defensor dos países em desenvolvimento.

Forças armadas

Com mais de 2,3 milhões de soldados ativos, o Exército de Libertação Popular (ELP) é a maior força militar do mundo, em termos de número de tropas, e possui o segundo maior orçamento de defesa do mundo. O ELP consiste de um exército, marinha, força aérea e uma força nuclear estratégica. O governo anunciou que o orçamento do ELP para 2009 foi de 70 bilhões de dólares. No entanto, os Estados Unidos afirmam que a China não informa sua despesa militar real. A Central Intelligence Agency (CIA) estima que o orçamento militar chinês real para 2008 tenha sido entre de 105 e 150 bilhões de dólares. A República Popular da China (RPC), com a posse de armas nucleares, é considerada uma grande potência militar regional e uma superpotência militar emergente. O país é o único membro do Conselho de Segurança da ONU com uma capacidade de projeção de poder relativamente limitada.

Direitos humanos

Vários governos estrangeiros e ONGs rotineiramente acusam o governo chinês de violações sistemáticas de direitos humanos, além de genocídio cultural no Tibet, e de genocídio contra os Uigures. A República Popular da China é classificada pela Freedom House como "não livre". A Human Rights Watch aponta-lhe graves e constantes violações dos direitos humanos. A Amnistia Internacional aponta também numerosas violações desses direitos. Em 2010, a organização Repórteres sem Fronteiras classificou a China na 171ª posição (de 178) no "Índice de Liberdade de Imprensa". Apesar da constituição afirmar que os "direitos fundamentais" dos cidadãos incluem a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, o direito a um julgamento justo e à liberdade de religião, o sufrágio universal e os direitos de propriedade, estas disposições não conferem aos chineses proteção significativa contra procedimentos penais do Estado.

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Subdivisões

A República Popular da China (RPC) tem o controle administrativo sobre 22 províncias e considera Taiwan como a sua 23ª província, apesar da ilha ser atualmente administrada pela República da China (RC), que contesta a alegação da RPC. A China também tem cinco subdivisões oficialmente denominadas regiões autônomas (cada uma com um grupo étnico minoritário designado); quatro municípios e duas Regiões Administrativas Especiais (RAE), que possuem um alto grau de autonomia política. Estas 22 províncias, cinco regiões autônomas e quatro municípios podem ser referidos coletivamente como "China continental", um termo que geralmente exclui as RAE de Hong Kong e Macau. Nenhuma dessas divisões são reconhecidas pelo governo da RC, que reivindica a totalidade do território da RPC.

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Economia

A economia da República Popular da China é a segunda maior do mundo. Seu produto interno bruto (PIB nominal) é estimado em 7,3 trilhões de dólares (dados de 2011), enquanto seu poder de compra foi calculado em pouco mais de 11,3 trilhões de dólares. A renda per capita do país está em 5 185 dólares por pessoa (nominal) e 8 395 dólares por pessoa (PPP) em 2011, de acordo com o Fundo Monetário Internacional. A China é a nação com o maior crescimento econômico dos últimos 25 anos, com a média do crescimento do PIB em 10% por ano. A renda per capita da China cresceu 8% ao ano nos últimos 30 anos. Além disso, é um dos países BRICS. Desde sua fundação em 1949, a República Popular da China adotava um estilo soviético de economia planificada. Com a morte de Mao Tse-tung e o fim da Revolução Cultural, os novos dirigentes chineses começaram a reformar a economia. A sua transformação em economia mista, foi iniciada por Deng Xiaoping em 1978, após a falha da economia planificada em desenvolver os sistemas produtivos chineses a níveis aceitáveis.

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Infraestrutura

Educação

Em 1986, o país estabeleceu a meta de longo prazo de fornecer educação básica obrigatória de nove anos para cada criança. Em 2007, havia 396 567 escolas primárias, 94 116 escolas secundárias e 2 236 instituições de ensino superior na República Popular da China. Em fevereiro de 2006, o governo avançou sua meta de educação básica se comprometendo a fornecer educação de nove anos completamente de graça, incluindo livros didáticos e taxas. O sistema de ensino atual introduziu a educação obrigatória e gratuita para todos os cidadãos chineses, com ensino fundamental com duração de 9 anos (6–15) e quase todas as crianças nas áreas urbanas continuam seus três anos do ensino médio. Muitos pais estão profundamente comprometidos com a educação de seus filhos, muitas vezes, investindo grande parte da renda da família na educação. Aulas particulares e atividades recreativas, como em línguas estrangeiras ou música, são populares entre as famílias de classe média que podem pagar por esses serviços.

Saúde

O Ministério da Saúde, juntamente com os gabinetes provinciais de saúde, supervisiona as necessidades médicas da população chinesa. A ênfase na saúde pública e na medicina preventiva tem caracterizado a política de saúde do país desde 1950. Naquela época, o Partido Comunista começou a Campanha de Saúde Patriótica, que visava a melhoria do saneamento básico e da higiene, além do tratamento e prevenção de diversas patologias. Doenças como cólera, febre tifoide e escarlatina, que anteriormente eram frequentes por toda a China, quase foram erradicadas pela campanha. Depois que Deng Xiaoping começou a implantação de reformas econômicas em 1978, a saúde pública melhorou rapidamente devido a melhor nutrição da população, apesar de muitos dos serviços gratuitos de saúde prestados no campo terem desaparecido junto com as comunas populares. O sistema de saúde chinês tornou-se na maior parte privatizado e experimentou um aumento significativo na qualidade. A expectativa de vida nacional ao nascer subiu de cerca de 35 anos em 1949 para 73,18 anos em 2008 e a mortalidade infantil caiu de 300‰ em 1950 para cerca de 11‰ em 2021. A desnutrição atingia 12% da população em 2002, de acordo com fontes da FAO, das Nações Unidas. Em 2009, o governo começou uma iniciativa de grande escala para prestar cuidados médico no valor de 124 bilhões de dólares e que se espera possa vir a atingir 90% da população da China.

Energia

A economia da China é altamente deficiente no que diz respeito ao aproveitamento. O país gasta de 20% a 100% de energia adicional em comparação com países da OCDE para os mesmos processos industriais. A China é o maior consumidor de energia do mundo, mas depende do carvão para fornecer 70% das suas necessidades energéticas. Com uma regulamentação ambiental deficiente, a grave e maciça poluição do ar e da água (a China tem 20 das 30 cidades mais poluídas do mundo) atinge várias regiões do país. Por conseguinte, o governo prometeu aumentar a utilização de energias renováveis, estabelecendo a meta de atingir 10% do consumo total de energia até 2010 e 30% em 2050.

Telecomunicações

A China tem atualmente a maioria dos usuários de celulares no mundo, com mais de 800 milhões de usuários em julho de 2010. O país também tem o maior número de usuários de internet e banda larga no mundo. A China Telecom e a China Unicom, dois grandes prestadores de serviços de banda larga, são responsáveis por 20% dos assinantes de banda larga global, enquanto os dez maiores fornecedores de serviços de banda larga do mundo, respondem juntos por 39% dos clientes de banda larga do planeta. A China Telecom tem mais de 55 milhões de assinantes de banda larga e a China Unicom, tem mais de 40 milhões, enquanto o terceiro maior fornecedor, a NTT, possui menos de 18 milhões de assinantes.

Transportes

O transporte na parte continental da República Popular da China melhorou significativamente desde a década de 1990 como parte de um esforço do governo para vincular toda a nação através de uma série de vias expressas. O comprimento total da rede de autoestradas era de 65 000 km no final de 2009, a segunda maior rede do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. A posse de um automóvel privado está aumentando a uma taxa anual superior a 30%. A venda de automóveis começou a aumentar rapidamente após a crise financeira em 2009. Cerca de 18,06 milhões de veículos foram vendidos na China em 2010, uma expansão de 33% em relação a 2009 com 13,8 milhões. Os analistas preveem que as vendas anuais de veículos no país possa subir para 40 milhões em 2020. Um efeito colateral do rápido crescimento da rede de estradas chinesa é que tem havido um aumento significativo nos acidentes de trânsito, causados pela má aplicação de leis de tráfego; apenas em 2011, cerca de 62 000 chineses morreram em acidentes rodoviários.

Ciência e tecnologia

A China foi um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia até a Dinastia Ming. Antigas descobertas e invenções chinesas, como a fabricação do papel, a impressão, a bússola e a pólvora (as Quatro Grandes Invenções), contribuíram para o desenvolvimento econômico de toda a Ásia e Europa. No entanto, a atividade científica chinesa entrou em um declínio prolongado no século XIV. Ao contrário dos cientistas europeus da Revolução Científica, os pensadores chineses medievais não tentaram reduzir as observações da natureza às leis matemáticas e não formaram uma comunidade acadêmica que oferecia a revisão por pares e a pesquisa progressiva. Houve um aumento da concentração sobre a literatura, as artes, a administração pública, enquanto a ciência e a tecnologia eram vistas como triviais ou restritas a um número limitado de aplicações práticas. As causas desta Grande Divergência continuam a ser discutidas.

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Cultura

Atualmente, o governo chinês aceita vários elementos da cultura tradicional chinesa como sendo parte integrante da sociedade do país. Com a ascensão do nacionalismo chinês e o fim da Revolução Cultural, as várias formas de arte tradicional, literatura, música, cinema, moda e arquitetura chinesa têm experimentado um forte renascimento. O folclore e a arte em geral também têm despertado o interesse nacional e internacional.

Filosofia

Desde os tempos antigos, a cultura chinesa foi fortemente influenciada pelo confucionismo e por filosofias conservadoras. Durante grande parte da era dinástica do país, oportunidades de progresso social podiam ser alcançadas através de um alto desempenho nos prestigiosos exames imperiais, que foram instituídos em 605 para ajudar o Imperador a selecionar os burocratas mais hábeis. A ênfase literária dos exames afetou a percepção geral de refinamento cultural da nação, como a crença de que a caligrafia e a pintura literata eram formas superiores de arte do que a dança ou o teatro. A cultura chinesa há muito enfatiza um profundo senso histórico e uma forte perspectiva nacional introspectiva.

Culinária

A culinária chinesa é altamente diversificada, com base em vários milênios de história. Os imperadores das antigas dinastias chinesas eram conhecidos por promover banquetes com mais de cem pratos servidos em uma mesma ocasião, empregando funcionários da cozinha imperial e inúmeras concubinas para preparar a comida. Tais pratos reais gradualmente se tornaram parte de uma ampla cultura chinesa. O alimento básico é o arroz, mas o país também é conhecido pelos seus pratos com carne. Especiarias são endêmicas da culinária do país.

Literatura

A literatura chinesa é baseada na literatura da dinastia Zhou. Os conceitos abordados nos textos clássicos chineses apresentam uma ampla gama de pensamentos e temáticas, incluindo calendário, militar, astrologia, fitoterapia, geografia e muitos outros assuntos. Alguns dos textos iniciais mais importantes incluem o I Ching e o Shujing, nos Quatro Livros e Cinco Clássicos, que serviram como livros de autoridade confucionistas para o currículo patrocinado pelo Estado na era dinástica. Herdada do Clássico da Poesia, a poesia clássica chinesa desenvolveu-se em seu auge durante a dinastia Tang. Li Bai e Du Fu abriram caminhos para os círculos poéticos através do romantismo e do realismo, respectivamente. A historiografia chinesa começou com o Shiji, o escopo geral da tradição historiográfica na China é denominado Vinte e Quatro Histórias, que estabeleceu um vasto cenário para as ficções chinesas, juntamente com a mitologia e o folclore chinês. Patrocinada por uma classe de cidadãos em expansão na dinastia Ming, a ficção clássica chinesa chegou ao ápice das ficções históricas, urbanas e de deuses e demônios, representadas pelos Quatro Grandes Romances Clássicos, que incluem Margem da Água, Romance dos Três Reinos, Jornada ao Oeste e O Sonho da Câmara Vermelha. Juntamente com as ficções wuxia de Jin Yong e Liang Yusheng, continua sendo uma fonte duradoura de cultura popular na esfera cultural do Leste Asiático.

Esportes

A China tem uma das culturas esportivas mais antigas do mundo. Há evidências de que um tipo de futebol era jogado no país por volta do ano 1000. Hoje, alguns dos esportes mais populares no país incluem as artes marciais, o basquete, o futebol, o tênis de mesa, o badminton, a natação e a sinuca. Jogos de tabuleiro, como o go (conhecido como weiqi na China), xiangqi e, mais recentemente, o xadrez também são jogados em nível profissional. A aptidão física é amplamente enfatizada na cultura chinesa. Exercícios matinais são uma atividade comum, sendo que os cidadãos idosos são incentivados a praticar qigong e tai chi chuan. Os jovens chineses também têm interesse em basquete, especialmente nos centros urbanos. A National Basketball Association (NBA), dos Estados Unidos, tem um enorme número de seguidores entre a juventude do país, com alguns jogadores de origem chinesa, como Yao Ming. Academias de ginástica estão ganhando popularidade rapidamente no país, com mais de 3 000 estabelecimentos que atendiam cerca de 3 milhões de clientes ativos nas principais cidades chinesas em 2010. Além disso, a China é o lar de vários ciclistas, com uma estimativa de 470 milhões de bicicletas em 2012.

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Fontes consultadas

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